CORINGA
Não, essa p***a com certeza era uma montagem. Eu não podia aceitar o que meus olhos estavam vendo: minha mulher, Eloisa, nua na cama do desgraçado que a matou. Isso era um pesadelo, mas agora toda essa p***a faz sentido. Ela me pediu desculpas antes de morrer. A minha própria mulher, que dizia me amar, era uma vagabunda desprezível.
Além das fotos, havia uma carta. Minhas mãos tremiam de tanta raiva que me consumia, e tudo que eu desejava naquele momento era que Eloísa estivesse viva, pois eu mesmo a mataria com minhas próprias mãos. Peguei a carta e comecei a ler.
Queria ver a sua expressão de corno ao receber esta carta. Pô, que vacilo da minha parte não ter mandado isso antes. Cara, desculpa mesmo, mas foi gratificante saber que você estava de luto por uma mulher que não foi fiel a você. Ou você achou que a Eloísa realmente te amava? Você sabe que essas mulheres se fazem de santas, mas estão sempre sentando no p*u de outro macho.
E quando ela dizia que ia à igreja, estava sentando gostosinho no meu p*u. Era uma experiência melhor que a outra. Na moral, eu ia ao céu com aquela v***a.
Mas eu queria muito mais do que apenas uma f**a com a mulher do dono do morro; eu queria o seu morro. Um simples vapor não estava me acrescentando em p***a nenhuma.
Foi aí que as coisas começaram a sair do controle. Eu fiz uma ameaça à Eloísa, sugerindo que ela envenenasse sua bebida, e mesmo traindo você, ela ainda dizia que te amava. Agora eu me pergunto: quem realmente ama trai?
Foi então que ela ameaçou me entregar a você, dizendo que eu queria o morro e que estava pretendo te matar. Minha raiva era tanta em relação a essa situação que a sequestrei, junto com a filha dela.
E agora eu tenho uma dúvida: será que a filha era sua ou minha?
Mas isso não é o que importa. Eu tentei dar uma chance para que ela reconsiderasse e que pudéssemos juntos tomar o morro, mas mesmo com a arma apontada para a filha, ela não quis se juntar a mim.
Foi nesse momento que eu tive a ideia de te ligar, e até cheguei a pedir o morro em troca delas. No começo, pensei em deixar elas vivas e aceitar sua proposta, mas eu sabia que você iria vir com tudo em cima de mim para recuperar seu morro. Por isso, preferi eliminar as duas mulheres que você acreditava e se orgulhava de serem suas.
Desculpe, cara, por só agora dizer que sua mulher era minha p*****a particular. A gente se vê por aí, Coringa.
peguei aquela carta acompanhada das malditas foto e, incapaz de conter a raiva que sentia, comecei a amassar o papel. Minha frustração era inexplicável. Joguei todos os objetos que estavam sobre a mesa no chão, arrastei a mesa para longe e também a cadeira. Tudo que havia em minha sala tornou-se alvo daquilo que eu sentia; minha vontade era gritar devido à intensidade da raiva.
Após causar aquele estrago, Gian e outros vapores chegaram correndo.
Gian: O que aconteceu aqui, patrão?
Ele se aproximou e tentou me tocar, mas levantei-me sem dar espaço para uma conversa.
Coringa: Arruma tudo do jeito que estava e quero saber quem foi o responsável que deixou essa p***a de carta na entrada do meu morro.
Gian: Chefe, um informante viu o garoto e descreveu suas características. Comentaram que viram o menino que trouxe a carta entrando em uma igreja cristã da cidade.
Coringa: Então, preparem-se, porque à noite vamos invadir aquele p***a e pegar o garoto que trouxe essa carta.
Saio da boca indo direto para casa e, ao chegar, entro fechando a porta com força. Minha tia já vem correndo para ver o que aconteceu.
Laura: Você ficou louco?Está querendo quebrar a porta, seu i****a!
Eu a olho e ela já percebe que não estou de bom humor.
Coringa: Se você disser mais uma palavra, juro que vou esquecer quem você é.
Tirei minha arma da cintura e me sentei no sofá.
A v***a da Eloísa me fez de o****o, mas a partir daquele momento, nenhuma mulher ia me tirar de o****o, novamente. Eu ia fazer elas sofrerem tudo o que eu não posso fazer a Eloísa sofrer nas minhas mãos. E o moleque que deixou essa p***a no meu morro terá que me levar até o desgraçado que entregou a carta; ou ele vai sofrer as consequências.