A procura de um vestido vermelho

3223 Palavras
Lorena chegou as 16h em ponto, eu estava completamente descansada e poderia escolher com calma, mesmo os vestidos sendo lindos, eu os achava muito caro, Lorena abriu a caixa mágica como dizia, ela sorria de orelha a orelha, pois estava ganhando muito dinheiro com Renzo. "Eu estou à procura de um vestido vermelho fatal!", disse antes de espiar dentro da caixa por alguma cor que me chamasse a atenção. Lorena torceu a boca e ficou quieta, remexeu sobre os tecidos e puxou o telefone, "Me traga o Pinina Tonai Tornado vermelho!", desligou o telefone e me olhou e sorriu, poucos minutos um jovem carregando dois protetores de vestido entra e os deposita próximo a Lorena, ele me olha e sorri. Lorena rapidamente tira um vestido lindo cheio de véus tomara que caia e volumoso parecia mais um vestido de casamento do que para festa, recusei, ela torceu a boca, creio que achou que seria difícil atender meu pedido, e abre o outro receosa e quando tira eu vou a loucura. "Justamente esse!", disse pegando na mão e já me despindo na frente dela e colocando o vestido, ele era incrivelmente lindo, com transparência nas cotas cheia de renda vermelha, um laçarote lindo saindo da base do meu bumbum o deixando elegante e menor e de um ombro só, fiquei divina nele, já imaginei usando um lindo brinco de diamante comprido e nada mais, ele não precisava de luxo de joias, apenas minhas orelhas. Lorena ficou de pé para ver se precisava de ajustes rápidos, mas nada, ele caiu perfeito em mim, fiz a compra e aproveitamos que eu tinha escolhido rápido e fomos tomar café, ela me contou um pouco de sua vida e como começou nesse ramo e como detestava a mãe de Priscila, uma pessoa arrogante e desprezível, gostava de humilhar as pessoas e dizia que não gostava de nada, mas fazia Renzo comprar vários vestidos. "Por mim alugaria esses vestidos, mas Renzo faz questão de comprar!", olhei para ela e tive uma ideia, "Lorena!?... Por que não organizamos um leilão de vestidos de celebridades e doamos para a caridade?... Podíamos ajudar a ONG em que Renzo participa e ajuda!". Lorena abriu um largo sorriso, "Que ideia maravilhosa!". Conversamos sobre isso por um longo tempo até o cabeleireiro chegar, nos despedimos e ficamos de conversar mais sobre isso, agora eu era famosa e podia fazer ótimos contatos, Viridiana também podia ajudar neste evento, pensei comigo, ela tem muitos vestidos do tempo que era casada com Vincent. Renzo chegou por volta das 20h em casa, eu estava terminando o meu cabelo, Raul fez uma trança volumosa no meu cabelo e colocou uma tiara linda para dar um brilho diferente, ele me beijou rápido e correu para tomar um banho, ainda estava com cara de satisfeito quando me viu, a chupada que dei ajudou no seu bom humor, sorri ao me lembrar da loucura que fiz, mas ele era delicioso e eu estava com tesão louco para fazer aquilo. Renzo já estava cheiroso e colocando seu smoking, as abotoaduras estavam sobre a cômoda quando saí do closet já vestida, ele assoviou e veio ao meu encontro passando a mão pela minha cintura e procurando minha bunda, eu comecei a rir, adorei aquele vestido justamente por que o laço diminuiu consideravelmente o tamanho dela, ele me beijou e acariciou o contorno do meu rosto e disse baixinho. "Case-se comigo Victória... Vamos nos unir de uma vez por todas!". O olhei e engoli em seco, seus olhos transbordavam desejo, paixão e amor, eu precisava de amor, de muito amor e ele era perfeito, adorava me mimar e me levar nos lugares mais lindos que eu nunca vi e que jamais iria conhecer um dia, ele estava me dando uma filha linda, loura, simpática, inteligente e meiga, passei minhas mãos pela sua nuca. "Eu me caso com você, desde que seja na praia como te falei e que possa ser em quatro a seis meses para poder organizar tudo!". Renzo me abraçou tão apertado, ele gemia e respirava com força, acho que pensou que nunca escutaria aquilo de minha boca. "Quatro meses e nada mais, escolha o lugar... Cancún seria ótimo e tenho um hotel lá e podemos acomodar toda a família, depois o lugar é maravilhoso e a areia branquinha e o mar azul, você vai ficar linda de pés descalços na areia e de vestido branco e eu de camisa branca e calça branca e descalço... Posso até ver nós dois ali, fazendo nossas juras de amor". "Meu Deus!... Você é um sonho de romântico!". O beijei, meu coração pela primeira vez pulou por ele, era difícil de acontecer, mas eu estava emocionada e não queria perde-lo, eu estava começando a me apaixonar por ele e isso era ótimo. A limusine demorou para estacionar, Ned desceu assim que parou no tapete vermelho, Renzo desceu primeiro e me estendeu a mão para descer, os flash começaram a disparar, eu sorri, mas aquela claridade quase me segou, apoiei a mão no braço de Renzo e subimos a escadaria, o evento era de uma nova instalação de um hospital no Camboja, iria atender a mil pacientes, eu fiquei maravilhada, ainda mais para mim que era da área da saúde, juro que se pusesse iria conhecer sem demora e ainda trabalhar nele, e vi uma possibilidade de ser útil mesmo não trabalhando em um hospital, eu podia ajudar as pessoas. Paramos para a foto habitual para a divulgação do evento, Renzo foi parado por algumas pessoas, eu me mantinha neutra e tranquila e sorrindo apenas, e quando estendiam a mão para me cumprimentar eu retribuía, ao longe vi um rosto conhecido e que jamais esqueceria na minha vida e jamais imaginaria que estaria num lugar deste, uma loura linda de vestido bege e justo até os pés estava de mãos dadas a Nigel, eu estremeci, ele estava me esquecendo, chacoalhei a cabeça, eu tinha acabado de dizer sim a Renzo, o que estava pensando da vida? Desviei o olhar, o garçom estendeu a bandeja com taças e Renzo pegou uma para mim e outra para ele, brindamos assim que conseguimos sair daqueles executivos, e procuramos a nossa mesa, Nigel tinha sumido de minha vista, e foi um alivio, eu não queria ficar olhando para ele, ainda me abalava e a ultima conversa que tivemos não foi nada agradável e agora ele estava fazendo o que devia fazer, me esquecer e viver a vida dele. Em nossa mesa sentou o Dr. Ralph e sua esposa linda e jovem Helena, dona de olhos azuis magníficos, pareciam quase cinzas e mais dois casais também se sentaram, mas nem Renzo os conhecia, trocamos algumas palavras, mas me concentrei no médico e em Renzo que conversavam sobre o projeto, pelo que entendi, o Dr. Ralph foi o responsável para contratar os profissionais e ficou surpreso que eu era enfermeira em um hospital na Filadélfia e foi uma delicia contar a ele o quanto amava minha profissão. "Renzo!... Você é um homem de sorte sabia!?"., ele sorriu, Renzo concordou, "Tenho certeza que será muito feliz com essa jovem!". "Está convidado para o nosso casamento que acontecerá dentro de quatro meses". Olhei para Renzo vermelha de vergonha, ele sorriu e me beijou, ainda escutei do médico que estaria lá e não perderia por nada. O jantar se seguiu tranquilo e a musica estava uma delicia e a comida divina, sentia falta de Priscila ali comigo, ela era divertida e me fazia rir e muito, mas precisava me acostumar com sua ausência, afinal de contas ela estava se tornando uma universitária dedicada, estudando e se dedicando e muito. Renzo cumprimentou alguém de longe e antes de se levantar, me beijou na têmpora e se levantou abotoando o smoking, o Dr. Ralph também fez a mesma coisa beijando a esposa e se levantando, seis pessoas ao todo se levantaram e seguiram para o púlpito e se colocaram a traz da mesa e um a um foram discursando e contando sobre a importância da saúde e o quanto de beneficio o novo hospital daria as pessoas, Renzo falou lindamente e eu me emocionei quando falou com emoção sobre as crianças e seus problemas e de quando foi conhecer o local, dava para ver em seus olhos que sempre gostou de ajudar, ele não era apenas um colecionador de artes, ele era um humano que tinha coração e que não admirava apenas coisas frias e paralisadas em um canto, quando terminou, eu me levantei e o aplaudi com entusiasmo, por que ele merecia, junto comigo mais algumas pessoas, e eu amei aquele momento. Renzo se juntou a outros oradores e depois me chamou para subir e tirar fotos com eles, eu morri de vergonha, mas acabei fincando junto dele e o parabenizei com um longo beijo e um abraço, ele estava todo bobo com meu amor e galanteio. Quando me virei para descer, Renzo segurou minha mão, mas dei de cara com Nigel na ponta da escada, sorrindo lindamente, seus cabelos mais longos e uma franja na testa, tinha perdido o ar de carrancudo, engoli em seco, ele estendeu a mão para mim, Renzo ainda franziu o cenho achando aquilo estranho, eu peguei em sua mão e estremeci com seu toque e suspirei, ele me puxou para um abraço. "Oi Prima!... Como você está linda!". "Obrigada Nigel!", segurei em seus ombros para não ser demorado aquele abraço, o empurrei e sorri me sentindo constrangida, Renzo estava ao meu lado. "Este é meu primo Nigel Hill!", apresentei "Nigel!... Este é meu noivo, Renzo Gray!". Os dois apertaram as mãos e sorriram como dois cavalheiros, afinal de contas estávamos em um evento, fotos de nós três foram tiradas e eu sabia que isso iria dar o que falar, pois já me meti em dois quase escândalos com ele, tentei sair o mais rápido possível, mas Nigel me segurou e nos puxou para ir à mesa deles, queria apresentar e esfregar a loura estonteante na minha cara, era nítido isso, ele queria pagar na mesma moeda, paramos diante da mesa e Nigel tocou no ombro da jovem que o olhou e sorriu e se levantou. "Quero que conheça um membro da família!", disse ele apontando para mim e para Renzo, "Está é minha prima Victória Portman e seu noivo Renzo Gray!". Ela me olhou, seu sorriso quase se desmanchou, vi sua cara de decepção, mas conservou o sorriso, os olhos dela deram uma geral em mim, "Muito prazer, Clémence Hurt"., apertamos as mãos e nos demos beijos modestos. "Está é minha noiva, dentro de três meses vamos nos casar!". Aquilo foi um choque para mim, não deveria, mas foi, abri a boca e sorri, "Parabéns, que sejam felizes!". "Mandarei o convite para você, precisa me informar o seu endereço". O encarei, meu olhos se estreitaram, "Não perca o se tempo, não irei ao seu casamento", minha fala saiu tão natural que todos me olharam, eu estava visivelmente irritada e nervosa. Renzo se meteu, "Mande o convite para o meu escritório, estaremos em seu casamento e aproveito para dizer que em quatro meses eu e Victória também estaremos nos casando e quero a família reunida!", Renzo puxou um cartão, meus olhos verdes estavam pregados em Nigel que também não tirava os olhos de mim, senti a energia pairar entre nós dois. Nigel pegou o cartão e desviou o olhar para Renzo e o encarou, e depois sorriu, "Mandarei e faça essa teimosa ir, ela nunca gostou de mim tanto assim, mas também gostaria de ter a família nesta data tão importante!". Puxei o meu vestido e saí, deixando todos para traz e segui para o banheiro, meus passos eram largos, eu queria chegar o mais rápido possível, eu precisava esbravejar... Merda! Eu não sei o que me deu e fiz um papelão na frente de todos, inclusive de Renzo e ele iria me pedir explicação e eu teria que ser convincente, puxei o ar assim que entrei no banheiro e me olhei no espelho, eu não podia chorar, eu ficava vermelha e horrível, respirei fundo, e fechei os olhos, meu primo merecia ser feliz, merecia ter uma família, filhos saudáveis, eu e ele jamais daríamos certo, ainda mais se tivéssemos filhos com deficiência por termos o mesmo sangue, puxei lenços e sequei o suor do meu rosto, retoquei o batom vermelho acetinado e borrifei um pouquinho do meu perfume e sai, Renzo estava a minha espera o mais próximo e conversando com um senhor de idade, sorri e me aproximei, ele inspirou meu perfume, mas me deu um sorriso torto e nada animador, o lacei pela cintura querendo passar segurança, mas o olhar de Nigel estava sobre mim, tentei de todas as maneiras desviar, mas era difícil, Clémence fazia a mesma coisa que eu, tentando amenizar as coisas e diminuir a distancia, a conversa se estendeu por um tempo entre os dois senhores e logo voltamos a nossa mesa, Renzo se calou e notava que a todo tempo olhava para Nigel que mesmo tentado e passando a mão pelo cabelo me olhava e falava algo para a garota, ela sorria e acariciava seu rosto e tirava o cabelo louro de sua testa, ele sorria, eu sei o quanto gostava daquele sorriso terno e apaixonado, ele estava gostando dela, respirei fundo depois de ver um beijo entre os dois e me virei para Renzo, ele me olhou desconfiado. "Renzo!... Não pense besteiras!... Eu amo você e vamos nos casar", fiz uma careta, "Não de importância aqueles dois e não quero ir ao casamento deles e nem os quero no nosso!". "E por quê?", ele me olhou com olhar acusador e ciumentos. Abri a boca e gaguejei, "Temos nossas diferenças, brigamos e não vai dar certo!". Renzo soltou um suspiro tão forte que cheguei sentir o cheiro do uísque que tinha bebido momentos antes de sair do banheiro, depois passou a mão pelos cabelos sem me olhar, ele procurava algo ou uma palavra, olhou para Nigel novamente e se levantou abruptamente quase deixando a cadeira cair e me puxou. "Vamos dançar um pouco", disse me pondo de pé, sorri animada e seguimos para o salão. Dançamos calados, ainda tentei puxar conversa, mas nada adiantou, a cabeça de Renzo estava a mil, mas me conduziu perfeitamente, depois que uma lenta começou a tocar foi que relaxou, encostando o rosto no meu e eu escutando sua respiração gostosa e calma, gemi com aquilo e disse. "Isso está me dando um tesão!". Renzo riu, "Que tal irmos para casa e me deixar comer você como eu quero?". O olhei e meu sorriso se alargou, "Hummmm... Adoraria!". Assim que me virei, Nigel e Clémence estavam a nossa frente, "Posso dançar um pouco com minha prima?". Renzo ficou sem jeito e eu disparei, "Estamos indo embora, minha enteada já deve estar a nossa espera!", tentei passar, mas Nigel me segurou com delicadeza. "É só uma dança, eu não vou morder você!". Renzo pegou Clémence e saiu dançando e me olhando, eu aceitei dançar com Nigel, procurei não colar nele, ele inspirou com força meu perfume. "Você realmente gosta de se afundar em relacionamentos desastrosos e sem futuro!", disse ele me olhando, eu fiquei chocada com o que disse e ele continuou, "Olha para esse cara?... Ele é magro e todo certinho!... Ele não combina com você e vai te fazer sofrer!". Tentei soltá-lo, eu não era obrigada a ouvir aquilo, mas ele me segurou com força e desta vez me colou em mim, ficou junto do meu ouvido, "Eu deixo Clémence se dizer agora que vai sair daqui comigo, vamos atravessar o oceano e nos casar e viver uma vida bem longe daqui... Ainda te amo Victória e ainda te desejo e muito... Eu não consigo tirar seu gosto da minha boca!". "Por favor!", tentei empurra-lo, mas ele me segurou firme, sei que estava de olhos em Renzo e Clémence, "você precisa me esquecer?". "Jamais!", disse ele me olhando por um segundo e voltou a olhar o salão eu percebi que ele estava aos poucos me afastando do salão de dança, quando vi estava sendo puxada para fora com elegância, mas em vez de sairmos, ele me puxou para uma porta e me puxou com força para eu entrar e fechou a porta, era um quarto de limpeza, mas espaçoso e limpo, muito limpo a luz fluorescente piscava sobre a nossa cabeça demonstrando que estava gasta e precisava de troca, eu e ele estávamos ofegantes, ele deu um passo a minha frente e eu me virei para sair, mas ele me agarrou e me prensou na prateleira, alguma coisas caíram no chão, mas ficamos nos encarando ele estava perto demais da minha boca e quando tentou me beijar eu virei o rosto, ele me forçou pegando no meu rosto, sua boca foi parar no meu pescoço quando consegui puxar sua mão que me segurava, gemia e tentava tirar o peso sobre mim, ele estava completamente descontrolado e louco para fazer amor. "Me larga Nigel!... Você vai se casar eu vou me casar!", o empurrei com força, ele estava ofegante assim como eu, o encarei, "Chega desta merda... Vá viver a sua vida e me deixe viver a minha... Eu estou apaixonada por Renzo e quero ter uma vida com ele e você deve fazer o mesmo!". "Você está fazendo a escolha errada Victória... Caras ricos como este só sabem fazer as esposas sofrerem... Ele está vindo de um casamento desastroso que se engalfinhavam em publico e ele batia nela constantemente!", Nigel se aproximou, "Eu sou o cara certo... Por que não enxerga isso?", ele tentou me beijar, novamente lutei para não me beijar, encolhi minha boca para não ser tocada e gemi de nojo, mas louca para ceder, o empurrava, "para de lutar e vamos embora juntos e viver uma vida de sonhos e amor. O empurrei com força e sequei as lágrimas, "Não existe casamento dos sonhos e só amor Nigel...Tem mais coisas e essas coisas não vai poder rolar entre nos e você sabe disso!...SOMOS PRIMOS E EU não quero me casar com você!". "Adotamos se você tem tanto medo assim de ter filhos com problemas, eu os amaria assim mesmo!". Fechei os olhos e caí no choro, deixei os ombros caírem, "não Nigel... O nosso tempo de sonho acabou... Case-se e seja feliz, por favor, e me deixe em paz!". Saí as pressas daquela salinha deixando Nigel para traz, saí para fora, tentando não chorar, mas fui pega por fotógrafos deixando o local aos prantos, Ned ao me ver se assustou, o carro estava a nossa espera, mas Renzo não, entrei no carro praticamente me jogando no banco e Ned fechou a porta e saímos, ele informou por celular que estava comigo e me levou direto para o apartamento, entrei correndo e me fechei no quarto, louca para arrancar aquele vestido, meus ouvidos zuniam, minha cabeça estava doendo e muito, consegui me livrar do vestido e coloquei a camisola que estava separada para mim sobre a cama toda de renda e completamente sensual, aos prantos eu a vesti, eu precisava ser a futura esposa firme e forte para Renzo, eu sabia das brigas que eles tinham quando eram casados, ela o provocava e o encarava de frente, no fim ele sedia com medo de perder a família.
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