Vick foge de Renzo

2888 Palavras
Me deitei e esperei por Renzo e acabei dormindo, não sei quanto tempo se passou, mas acordei com Renzo parado na ponta da cama, segurando uma gravata preta e seus olhos vermelhos de raiva, eu me sentei na cama assustada, franzi o cenho quando me mandou me levantar com um gesto de mão, olhei para sua outra mão com a gravata, comecei a achar que iria me estrangular ou me matar, mesmo assim me levantei, ele estendeu a mão para mim, eu hesitei, meus dedos ficaram trêmulos e quando estendi ele me puxou com força me fazendo cair em seus braços, ele me beijou com força, com desespero me agarrando e me apertando com força, gemendo como um animal doentio e me soltou me virando rápido e puxando minhas mãos para traz. "O que está fazendo?", perguntei assustada tentando liberar minhas mãos, comecei a ofegar como ele, mas o meu era de medo e ele estava furioso com alguma coisa, "Renzo?... Me diga o que está acontecendo, pelo amor de Deus!?", comecei a chorar novamente, ele me debruçou na cama e segurou minha espinha pressionando no colchão e veio ao meu ouvido. "Nunca mais me traia do jeito que fez... Da próxima vez não vou ter piedade de você!". "Quê?", disse tentando me levantar, mas ele me segurou. "Vou ensinar você a ser uma mulher comportada e que vai me obedecer e nunca mais vai transar com outro cara se não for eu!", ele fungou cheio de ódio no meu ouvido, fechei os olhos para não olhar aqueles olhos vermelhos e odiosos por mim, Senti a cinta escorregar pela calça dele, a outra mão saiu da minha coluna e levantou minha camisola, "Vai ficar assim, paradinha e vai contar até dez cada cintada que vou lhe dar e quero que conte alto, eu quero ouvir a sua voz". Me apavorei e me levantei e me virei, recebi um tapa no rosto e voltei a cair no colchão, ele pegou nos meus cabelos, "Fique assim se não quer apanhar mais!". Meu corpo todo tremia, senti o gosto do sangue na boca, meu lábio estava cortado e recebi a primeira cintada, gritei de dor, "Conte!", falou entre os dentes e me deu outra. "Duas!... Três...Quadro... Aiiiiii... Cinco", meu choro era de dor e revolta e humilhação,enquanto contava ele puxava o ar pela boca, eu podia jurar que ele espumava pela boca e eu não sabia o que tinha acontecido depois que saí da festa, "Nove,Dez!".minha voz quase não saia mais, meu choro era desesperador, ele me levantou, e pegou no meu rosto e limpou o sangue como polegar e me jogou na cama abrindo minhas pernas e subindo em mim, abrindo minhas pernas, ele tapou a minha boca quando eu gritei e ele me penetrou com tanta raiva que me machucou,eu mordi sua mão, ele me deu outro tapa no rosto e ofegante transou comigo, eu chorando e me sentindo humilhada, não sei quantas vezes ele gozou, mas já não chorava mais, eu deixei que se acalmasse dentro de mim, e quando se jogou na cama exausto e satisfeito pelo que fez, eu me sentei na cama, a camisola estava toda rasgada, eu tentei ainda me cobrir, meus cabelos estava todo desconstruído, me arrastei para o chão e me encolhi e chorei baixinho e foi aí que eu escutei. "Peguei seu primo saindo do quartinho e ele me disse que vocês dois se amam a anos e que transa sempre com você e não foi diferente desta vez!". Eu não respondi por hora, eu estava bastante machucada para isso, mas engoli em seco por um tempo, "Eu deixei de amar Nigel desde que fiz 18 anos e nunca mais transamos... Mas ele não me esquece e sempre estamos brigando por que ele não entende que eu não o quero!", puxei o ar com força, "Não transamos no quartinho, eu o empurrei várias vezes!". "Mentira!", disse ele soltando o ar com força pela boca, ele não me olhava. "Pode ser para você Renzo, mas estou falando a verdade e sinto muito por acreditar num cretino como Nigel e deixar de me escutar!", me levantei e fui ao banheiro e tranquei a porta, quando me olhei no espelho eu vi o estrago que estava fazendo em minha vida, eu estava a ponto de me casar com um cara louco e violento, eu precisava dar um jeito de sumir de sua vida, olhei para o anel de noivado que me deu e o tirei e coloquei sobre a pia, todo o amor e carinho que tinha por ele se foram, eu o odiava e tinha medo dele, fiquei imaginando como Priscila iria reagir quando não a procurasse mais e não atenderia mas suas ligações, mas eu precisava cortar o mal pela raiz, minha bunda estava queimando e doendo, tirei a camisola rasgada, minhas lágrimas rolavam como cachoeira, minha boca doía com a força que eu fazia para chorar, peguei os sais de banho e coloquei na banheira, eu queria tirar o cheiro dele e suas mãos nojentas sobre mim, abri as torneira e deixei a água fumegando, eu queria que ela ardesse e queimasse, me afundei na água, peguei a esponja e o sabonete e me esfreguei e muito, minha pele estava queimando com a água e agora com a esfregação frenética que fazia com a esponja, lavei e muito minhas partes intimas, enfiando o dedo e tirando o Maximo que deixou dentro de mim, eu tinha nojo e repudia dele, eu sentia um ódio tremendo, eu queria estrangula-lo com minhas próprias mãos, depois de um tempo e para ganhar tempo, eu fiquei chorando baixinho na banheira, debruçada na borda, fechei os olhos, também com raiva de Nigel, ele mentiu justamente para acabar com meu casamento, ele foi frio e leviano e sabia que ele iria me machucar, mas não daria esse gostinho para Nigel, ele jamais me teria de novo. Quando a água ficou fria e a dor que sentia minimizou resolvi sair, estava toda enrugada, me sequei com calma, limpei meu rosto tirando a maquiagem borrada, deixei a camisola de lado num canto e saí sem fazer barulho, Renzo dormia completamente nu e a vontade, entrei no closet que estava aberto, eu sabia onde tinha colocado a minha calça social e minha camisa e jaqueta e os saltos e minha bolsa ficou no sofá da sala, me vesti com calma e sem fazer barulho, tentei fazer o menor ruído para sair do quarto e quando me vi fora de lá, corri as escadas em desespero, puxei minha bolsa e abri a porta e atravessei o corredor e parei em frente ao elevador apertando o botão com urgência, calcei os saltos e quando olho para o lado Ned está parado me olhando desconfiado, e arregalou os olhos quando me viu, eu estava com a maça do rosto roxa e os lábios cortados, ele parou na minha frente e pegou no meu rosto, comecei a chorar. "Me deixa ir embora, por favor?". "Quem fez isso?". "Seu patrão!", a porta do elevador se abriu, entrei e me pus no fundo agarrando-me ao corrimão, "Você não me viu!". A porta se fechou e eu me agachei no chão e abraçando minhas pernas e chorei copiosamente até a garagem, de lá ganhei as ruas e peguei um táxi, morrendo de vergonha tentei esconder o rosto com os cabelos soltos, mas não consegui, o choro era constante, fui para o aeroporto e comprei a primeira passagem para o outro lado do país, fui para Seattle, não tinha nem ideia de como era aquela cidade e o que eu iria fazer por lá, mas eu precisava de um tempo e ficar bem longe até me sentir segura, me acomodei na poltrona e fiz de tudo para não olhar para as mulheres que me encaravam, eu deveria estar horrível e pelo meu estado assustada, quando o avião pegou velocidade e subiu, eu relaxei e chorei em silencio agarrada a minha bolsa, a única coisa que tinha levado comigo deixando o celular para traz, a dor que sentia era grande, jamais tinha levado uma surra, ainda mais quando minha mãe descobriu que não era mais virgem, ela tinha todo o direito de me punir, mas não fez, preferiu se calar e me ignorar, antes Renzo tivesse feito isso e me posto para fora de sua casa, teria sido muito melhor, dormi depois que recebi um analgésico da aeromoça, acho que meu choro e meu rosto machucado denunciaram de que estava com dor. Acordei com o sol entrando pela janela do avião, estávamos há vinte minutos para pousar, eu fiquei com o cinto o tempo todo, o pouso foi tranquilo e esperei que todos saíssem para sair por ultimo, o piloto assim que saiu da cabine me olhou assustado e me parou e pegou no meu rosto. "O que aconteceu com você?... Esta fugindo?". "Fugindo de mim mesmo!", disse deixando as lágrimas rolarem, "Eu só preciso sumir!". Ele tirou seus óculos de aviador e me entregou, "Boa sorte". Eu peguei os óculos sem jeito, mas sabendo que eu iria precisar, respirei fundo e saí, as lágrimas voltaram a descer, mas segui meu caminho até a saída, aluguei um carro sem taxa de quilometragem e peguei a estrada, para que destino eu não sei, mas segui, o vento que vinha da janela aberta me dava a sensação de liberdade, sabia que todos ficariam loucos a minha procura, mas eu precisava me encontrar e viver a minha vida e descobrir a mim mesmo. Segui pelo litoral, os óculos de aviador ficaram muito bem em mim, ainda existem pessoas boas no mundo, seis horas depois estava parada em um posto no litoral qualquer, abasteci mais uma vez e comi algo, paguei e comprei um mapa e continuei a seguir viagem, a sensação de liberdade e de não ser achada era uma delicia, eu me sentia feliz agora, não queria mais chorar, liguei o rádio e fui cantando até me cansar, parei em San Marine e me hospedei em um hotel beira mar, delicioso e confortável a cama era macia e a comida divina, dormi até o dia seguinte depois de uma bela refeição, o quarto era rústico e Ash teria amado viver uma aventura daquela. Antes de pegar a estrada novamente, passei na farmácia e comprei arnica e protetor para lábios rachados, minha boca latejava ao comer e sorrir, comprei água e salgadinhos e suco e um isopor para manter tudo fresco e gelado e continuei a minha jornada, sempre procurando me manter longe de más companhias, e assim foi até que me deparei com um lugar magnífico na Califórnia depois de cinco dias aproveitando a viagem e as praias que ria parando, meu rosto já estava bem melhor e meu lábio não estava mais cortado, Entrei por uma estradinha onde indicava um hotel o Big Sur Cabin Rental, incrível o quarto do hotel, só a cama e a banheira e janelas de vidros que entravam luz por tudo que é lado, dormi por três dias até que a policia resolveu aparecer, eu estava sendo procurada, para mim foi um vexame completo, mas o dono do local já tinha conversado comigo, pois minha bochecha ainda estava meia esverdeada, o policial me conduziu ao aeroporto, comprei uma passagem para Denisville e fui para a casa do meu pai, ele não falou nada, simplesmente me abraçou e chorou comigo, ficamos mais uma semana fingindo que nada tinha acontecido. O sossego daquele lugar era maravilhoso, eu cheguei a pensar na possibilidade de largar tudo e voltar a viver naquele lugar, eu jamais deveria ter saído de lá, deveria ter escutado minha mãe, eu seria feliz morando ali, mas eu queria ganhar o mundo, e ser feliz, e por seis meses eu fui feliz, Ash era perfeito e acho que jamais acharia alguém como ele, estava enrolada na minha manta quando vi a poeira se levantar do chão de terra entrando na propriedade, entrei em desespero e entre deixando a caneca de chá caindo no chão e entrei correndo. "Pai!... Ele me achou!", gritei apavorada, entrei no meu antigo quarto e abri a janela, ouvi a porta do carro ser fechada, meu pai fechou a porta do meu quarto e eu pulei e corri mais que pude para a floresta, nem olhei para traz, minhas pernas pareciam bambas, eu caí várias vezes quando atingi a floresta, não conseguia pular os troncos, logo escutei a voz de Ned me chamando. "fiquei longe de mim!", gritei e continuei a correr, chegando a clareira que eu e Nigel costumávamos a ficar para ver as estrelas e se beijar, eu escutei os passos rápidos de Ned, eu não olhei para traz, eu precisava entrar na madeireira do meu tio, lá eu estava segura e teria gente para me proteger, minha boca estava seca, os galhos batiam no meu rosto e no meu braço, mesmo assim continuei a correr. "Sra. Portman!... Pare... O Sr. Gray só quer conversar!". "Vá por inferno você e ele!", disse ainda correndo, de repente um troco surge na minha frente caindo como um raio, caí para traz, Ned me agarrou e rolamos morro a baixo passando por baixo do troco, o limo fazia deslizarmos e ele não me largou e paramos batendo contra outro tronco e ficamos ofegantes, ele agarrado a mim, comecei a bater nele para me soltar e a gritar, mas ele tapou a minha boca, e foi aí que lutei mesmo para sair e não conseguia escutar o que falava. "Cale a boca ou ele vai nos ouvir droga!", disse Ned no meu ouvido, parei de lutar e fiquei apenas tentando escutar alguma coisa pela mata, as sirenes apitavam indicando que madeira vindo ao chão, eu estava bem perto dos trabalhadores e corríamos um grande risco, Ned, olhava para todos os cantos esperando as arvores caírem, mas elas estavam caindo a traz de nós e por enquanto não representavam perigo, ele soltou minha boca ofegante e me apertou nos braços, "Eu não vou te machucar e só quero que fique calma entendeu?". "Entendi!", disse ofegante, uma tora caiu bem perto da gente, nos encolhemos, ele sobre mim, ela rolou e parou a milímetro de nós. "Se ficarmos aqui vamos ser esmagados!", disse Ned, puxando meu cabelo e olhando para o meu rosto, "Você sabe onde estamos?". Na madeireira do meu tio!". "Então vamos nos levantar e seguir para onde você"... ele se calou e tapou minha boca novamente, "Merda!", disse ele baixinho, " O Sr. Gray está por perto!". Respirei fundo e fechei os olhos e descansei a cabeça na grama molhada e gelada, minha roupa estava grudada no meu corpo, suja e gelada, Ned não era diferente, ele me olhou e acariciou meus cabelos, "É bom saber que está bem e viva!", ele sorriu, "O Sr. Gray está muito arrependido... E... Quer que volte, ele está desesperado Sra. Portman... A menina também!". "Quero que todos vão para o inferno Ned!", disse olhando para seus olhos, "O que ele fez comigo, nem meus pais fizeram e olha que tiveram bastante motivos para isso". "Entendo sua revolta... No seu lugar também estaria assim, mas a menina Priscila não tem nada a ver com isso". "Tem tudo, e se eu quiser manter distancia de todos, eu tenho que me distanciar dela!", respirei fundo, Renzo estava mais perto, "Eu não posso voltar para aquela família e me casar com um homem que não acredita em mim e é violento, jamais vou aceitar uma coisa desta!", Dei uma cotovelada em suas costelas, ele grunhiu, "Me desculpe!", dei outra cotovelada em seu queixo e o apaguei, me levantei ofegante e vi Renzo parado, nos olhamos, ele fez que ia correr, mas disparei montanha a baixo, meu pai estava a traz dele e o segurou. "Deixe ela ir, você não vai conseguir segurá-la, conhece bem este lugar e pode ter certeza, ela não vai voltar para casa!". Corri o mais que pude, escorregando e deslizando, até que cheguei a estradinha e parei para respirar, precisava de água e sabia que uma hora ou outra alguém passaria de carro, uma hora de caminhada e meu tio Oliver para ao meu lado e se assusta ao me ver tão machucada e suja, desceu do carro as pressas e me abraçou e pegou no meu rosto. "O que aconteceu filha?... Está machucada?". "Eu fui me aventurar na floresta... E não sabia que estavam trabalhando... Uma tora me jogou longe e não quis voltar por lá". "Sua maluca!", disse meu tio me puxando para o carro. Na casa da minha tia tomei banho e comi algo forte e fui dormir, fiz minha tia ligar para meu pai e arranquei o telefone de sua mão, "Pai!... estou na tia Emma... Me diz que ele foi embora?". "Oi Emma!...Como vai?". Eu entendi tudo, "Merda.... Ele não desiste". "Acho que não vou poder jantar com vocês, estou esperando Victória me dar noticias!". "Eu vou ficar por aqui então pai!.. obrigada... Eu estou bem!". "Fique tranquila!... Assim que ela aparecer eu te ligo!". "Te amo pai!", disse com a voz chorosa, ele não disse nada e desligou. Minha tia ainda me olhou querendo saber o que aconteceu comigo, mas não contei, apenas pedi para me recolher e ir dormir, rolei na cama a noite inteira, mas acabei dormindo exausta.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR