Quando finalmente abrimos a porta do apartamento, quase sinto as minhas pernas cederem de cansaço. Foi um dia longo, muito longo. E tudo o que eu quero agora é simplesmente cair no sofá e não ouvir falar da Cristina pelo menos até amanhã. — Você sente isso? Pergunta Sarah, inalando o ar do corredor em voz baixa. — Cheira a comida. Eu paro. Sim, há um cheiro – quente, delicioso, caseiro. Leves notas de alho, vegetais e algo indecifrável. Nós nos olhamos. Nos olhos de Sarah – suspeita e... curiosidade. — Você acha que eles...? Começo, mas minha irmã apenas levanta uma sobrancelha e avança como num filme de espionagem. Olhamos na cozinha – e a cena diante de nós me faz esquecer por um momento tudo o que aconteceu hoje. Ali, no meio da cozinha, está Daryana – com o seu avental de pôneis fa

