Máximo O carro desliza lentamente pela estrada noturna. As ruas estão quase vazias, apenas os postes de luz projetam uma luz suave sobre o asfalto molhado, como se sublinhassem o silêncio que reina dentro de mim. Mantenho as mãos no volante, mas meus pensamentos estão longe. Ainda estão no apartamento da Samanta. A sua voz, seu olhar, seu sorriso – tão autêntico, tão cansado, mas vivo. E a Daryana... Deus, Daryana. Ela me pegou pela mão com confiança, como se tivesse feito isso a vida toda. Ela confiou em mim. Falou comigo, riu das minhas piadas, agarrou a minha mão quando fomos para a cozinha. Ela é minha filha. Uma parte de mim. E nem percebi como ela envolveu o meu coração num mundo inteiro. E agora, estando sozinho, com apenas a minha respiração e o som surdo do motor no carro, sint

