Episódio 45

1587 Palavras

Máximo volta a dormir. Lentamente, com dificuldade, mas tranquilo. Como se as minhas mãos lhe dessem pelo menos uma gota de paz em meio ao infer*no em que o seu mundo se tornou. Fico mais um pouco, observando o seu peito subir e descer lentamente, e só quando tenho certeza de que ele realmente dorme, solto a sua mão com cuidado. O corredor para o qual saio está quase vazio. Só se ouve um soluço distante, mas não há ninguém por perto. E por alguma razão, isso me traz alívio. Como se o silêncio me permitisse relaxar um pouco. Chamo um táxi. A cidade noturna brilha suavemente através da janela com luzes amarelas, difusas, m*al vivas. No carro há silêncio, apenas fragmentos do rádio que não ouço. O batimento do meu coração está mais forte. O pulso ressoa nos meus dedos, nas minhas têmporas,

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