Passam mais dois dias. Hoje é o funeral do Tandy. Não dormi a noite toda. Só dois pensamentos giravam na minha cabeça: como os pais dele vão lidar com isso – e como Máximo vai lidar com isso. O médico foi categórico: ele não pode deixar o hospital. Mas é Máximo. Se ele decidiu algo – não ouvirá ninguém. Desde cedo pela manhã, Sarah e eu vamos para o hospital. No carro m*al conversamos. Ambas nos mantemos como podemos. Mas quando subimos para o quarto e vejo Máximo, os meus olhos ardem ainda mais. Está pálido, fraco e parece ter se afundado ainda mais em si mesmo. Mas mesmo assim – ele está sentado, já meio vestido, e espera. Seu pai trouxe-lhe um terno preto da noite anterior. Está cuidadosamente dobrado numa bolsa que agora seguro nas minhas mãos. Ajudo Máximo a colocar as calças, depo

