Capítulo um.

2055 Palavras
Um ano depois... -Tudo pronto. Só aguardando o sinal. - Disse o policial Curtis, em um sussurro. Estava tudo pronto. Depois de 2 meses investigando o maldito traficante Antônio Juarez, ali estava eles. Cassie estava de um lado da porta, respirando fundo. Do outro estava Karoline, sua parceira. Juarez matou algumas prostitutas que lhe deviam e culpava uma gangue do centro de Mahattam. Depois de muitas investigações, dois meses até que foi rápido para ter provas suficientes para prende - lo. Agora, para concluir tudo, nada poderia dar errado. Cassie olhou o relógio. Eram 15:59. Ela esperou os últimos segundos se passar. A equipe esperava por ela. Desde que tornou - se uma detetive à um ano, era a primeira missão que liderava. O nervosismo foi maior aquele dia inteiro por isso, sentiu medo de falhar, mas a determinação era bem maior. Olhou o relógio mais uma vez e em sua mente, com junto com os segundos que restavam. Quando o relógio bateu 16:00, era o momento certo. - Agora! A porta foi chutada violentamente por outro policial. Todos da equipe entraram, mas a voz era dela. - Antônio Juarez? Polícia de Mahattam. Você não tem por onde escapar, está completamente cercado. Você está preso por vários homicídios e... Ela não teve tempo de terminar a conhecida frase. Tiros foram ouvidos e acertaram a madeira da casa do lado de Cassie. A equipe ficou em alerta e todos se abaixaram. Os tiros vinham da cozinha. Cassie odiava esses tipos de pessoas. Karoline estava do lado dela. - Será que eles não podem levantar as mãos e se entregar para facilitar nosso trabalho? - Falou a ruiva, revirando os olhos. Cassie não aguentou e precisou rir. Os tiros foram ficando cada vez mais fortes e a equipe toda parecia encurralada. Cassie olhou uma brecha por entre a sala e a cozinha e permanecendo abaixada, foi até ela. - Ele é apenas um homem e nós somos seis. Não podemos deixar com que ele saia. - Falou ela para Curtis e o rapaz do lado dele, Taylor. - Preciso que vão mantendo ele ocupado. Eu vou pega - lo por entre a divisória. -Vocês não vão me levar. Eu me recuso a me entregar. - Gritou o homem com o seu sotaque Mexicano. - Você não tem mais escolha, Juarez. - Gritou Curtis em resposta a ele. Seus olhos estavam em Cassie. Ela tentava abrir a porta com todo cuidado do mundo. - Nós temos um mandato de prisão para você. Seu DNA bateu em todas as nossas investigações. Você estuprou e matou aquelas garotas. O homem estava escondido atrás de um armário branco, que dava acesso a porta para a sala. Ele respirou fundo e murmurou um "m***a!" bem baixinho. Cassie permaneceu abaixada quando entrou na divisória. - Eu já falei, essas garotas eram o pior tipo com quem já convivi. Eu disse isso em cada depoimento que vocês me fizeram assinar... - Mas você não confessou em nenhuma das vezes. - Cortou - o o policial. O homem tentou se aproximar mais da porta e o mexicano atirou, passando por cima da cabeça de Curtis. Este se escondeu atrás de uma escrivaninha. - Você deveria ter vergonha, isso sim. Ouviu - se uma gargalhada. - Ah meu amigo, este é meu território e intrusos como vocês devem morrer. Nenhuma Polícia pisa aqui sem a minha autorização. Ele estava pronto para atirar novamente quando escutou um click de arma e um cano frio em sua cabeça raspada. Juarez congelou em seu lugar. Cassie não poderia perder a piada. - Bom, na verdade você está no meu território. Então, diga Hasta la vista para tudo isso aqui. Abaixa a arma, você está preso. ** Ao pisar no departamento, os aplausos foram inevitáveis. Toda a equipe ficou sem jeito, principalmente Cassie. Era a sua primeira vez em liderança no Caso do traficante Antonio Juarez e todos a elogiaram muito bem. Enquanto os outros foram para a "Salinha do Café", a detetive foi para a sala de seu superior, que a recebeu com um grande sorriso nos lábios. - Quando você foi escolhida para essa missão, eu sabia que você seria capaz de colocar o cara na cadeia em tão pouco tempo. Parabéns Storm, você é o nosso grande orgulho. A policial riu, chegando a baixar a cabeça por causa da timidez. - Eu só fiz o meu trabalho, chefe. Aposto que qualquer um faria melhor do que eu. Jonathan Fleur era um Inglês muito difícil de se lidar. Para ele, tudo tinha que ser perfeito em todos os detalhes. Sua pele bem branca, o cabelo pouco loiro e curtos e seu sotaque estranho , mas sério era sim de dar medo, mas quando queria e tinha tudo, ele era um doce de pessoa. Cassie sempre se deu bem com o chefe do Departamento, por isso sentia - se muito bem em realizar as operações. Jonathan pegou nos ombros da garota, abrindo um sorriso. - Eu não quero acreditar nisso. Ninguém faria um trabalho tão bom. Seu pai está orgulhoso de você aonde ele estiver. Toda vez que falavam em seu pai, Cassie ficava sem jeito. O Major Nathan Storm foi um dos melhores policiais que já passou pelo Departamento de Polícia de Mahattam. Um verdadeiro herói na memória de muitos. Ele morreu de causas naturais a exatos quatro anos e Cassie entrou para a academia de polícia para que o legado da família não morresse. Sua mãe sempre teve orgulho da filha que tinha. Quando Cassie entrou para a polícia, a mãe se mudou para o Texas junto do novo marido, o técnico de um time de futebol americano. Os dois eram felizes demais, deixando Cassie muito orgulhosa por tudo dar certo. Cassie estendeu uma pasta para Jonathan. - Esse é o relatório de conclusão do caso Chefe. Acredito eu que esteja todos os papéis assinados pela equipe. Jonathan pegou a pasta e sorriu. - Tire o final de semana de folga. Você tem trabalhado muito e eu não quero que você se esforce tanto. Vá aproveitar sua vida um pouco. A surpresa estava estampada no rosto da jovem policial. Ela sempre respirava trabalho e ter um final de semana para descansar, nunca esteve em seu pensamento. Sem jeito mais uma vez, ela sorriu. - Obrigado Chefe. Vai mesmo conseguir sobreviver sem mim? - Perguntou, convencida. Jonathan gargalhou baixo devido a brincadeira. - Não se preocupe minha jovem. Não faça como seu pai, que viveu mais aqui do que lá fora. Você merece. Com mais um agradecimento, ela sim da sala do chefe, sorrindo pelos próximos três dias de descanso. ** Como toda sexta feira, lá estava eles no Nick's. A primeira rodada de cerveja havia sido servida. Foi Curtis quem se levantou, pedindo a palavra. - Eu tenho que agradecer por todos vocês existirem em minha vida... Mas os resmungo divertidos dos seis integrantes na mesa o fizeram rir. - Ah para com esse discurso, Curtis. - Reclamou Karoline, fazendo careta. - Você nem bebeu nada e já está agindo feito um bêbado! O homem riu, mas acabou pedindo a palavra de novo. - Agora eu preciso falar sério. Eu realmente me sinto realizado por fazer parte de uma equipe com vocês. Conseguimos tudo tão rápido que eu fico muito surpreso por tudo. Nós somos imbatíveis. Adoro vocês. Todos aplaudiram e levantaram suas garrafas de cerveja para um brinde. A equipe formada por Cassie, Karoline, Curtis, Taylor, Johnny e Billie foi iniciada a sete meses atrás. Todos os integrantes tinham ótimos curriculuns na polícia. Quando Jonathan resolveu junta - los, a equipe conseguiu desmontar muitas gangue, aprender drogas que chegavam do México e até mesmo resolver casos antigos. Jonathan depositava muita fé naquela equipe e eles nunca decepcionavam. Eles conversam bem alto, contando de piadas a histórias familiares. Até que Billie focou em Cassie. - E então, detetive Storm... Depois de meses trabalhando duro para poder manter a cidade limpa, o que vai fazer em seus dias de folga? Todos riram da pergunta, incluindo a própria Cassie. Ela deu de ombros. - Eu realmente ainda não sei. Não parei para decidir o que eu quero fazer, mas lhe asseguro que não me liguem antes do meio dia amanhã. Mais risadas. Karoline focou na parceira e amiga. - Do jeito que é, vai aparecer no Departamento, perguntando se não estamos precisando de ajuda. Mais risadas e algumas reclamações são ouvidas. - Se ela fizer isso, eu juro que a chuto de lá e sem dó. - Comentou Taylor, bebendo um gole de sua cerveja. Curtis acabou rindo e olhou para a policial. - Pena que eu não posso ter o mesmo privilégio, pois a levaria para um jantar maravilhoso. Os amigos ficaram muito animados ao escutarem aquilo. Já Cassie sorriu, sem jeito e olhou para baixo. - Você já está bêbado Aries. Acho melhor ter cuidado para não ter uma ressaca amanhã no trabalho. - Ela se levantou. - Vou pedir mais uma rodada e por minha conta. Houve uma grande comemoração por parte do grupo. Ela caminhou até o balcão, fazendo o pedido, mas para ela, queria algo diferente. No Menu das bebidas, havia muitos coquetéis. Pediu um e esperou. Olhou por todo o lugar do bar, vendo muitos dançarem pelo redor. Nick, o dono do Bar, estava em um dos cantos, conversando com um cara grande e porte de segurança. Do outro lado, a garçonete e uma conhecida de Cassie servia uma cerveja para um casal. A mente de Cassie sempre rondava sobre aquelas pessoas. Acabou sorrindo sozinha. "Você precisa parar com isso." Era o que tentava dizer a sua mente. Quando ela levantou os olhos, percebeu pelo espelho da adega que alguém a observava. Os olhos castanhos, a pele morena, o cabelo grande caído nos ombros e o cavanhaque bem feito. O homem que assombrava seus sonhos. Raymmond River estava em um bar como aquele? Cassie se virou para trás, na chance de encontra-lo, mas não havia ninguém. Cerrou o cenho, seu coração pulava dentro do peito. O que ele queria fazer? - Oi. - Disse uma voz que a assustou. Era Curtis ao seu lado. Ele ficou curioso. - Desculpe te assustar, mas como estava demorando, resolvi vim ver se precisava de ajuda com as garrafas. Cassie arfou e amaldiçoou o colega de trabalho. Curtis sempre foi afim dela, mas a policial sempre dizia: "eu não tenho tempo para relacionamentos." Mas aquilo para Curtis sempre fora um desafio. Ele sempre achou, dentro de seu coração, que Cassie algum dia, iria aceita - lo. Voltando a ficar normal, a policial colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. - Eu pedi um coquetel pra mim, por isso eu não voltei. - Falou ela, olhando mais uma vez para trás e se certificar de que Raymmond não estava ali. Curtis olhou para o mesmo lugar que ela é cerrou o cenho. - Está... Tudo bem mesmo Cassie? - Perguntou o homem. - Está esperando alguém. Cassie voltou sua atenção ao balcão. - Não Curtis. Eu acho que só estou cansada um pouco. - Respondeu, depois de um suspiro. Ela sabia muito bem o que o companheiro de trabalho estava fazendo ali e a cartada dele foi jogada logo em seguida. - Então, eu acho que é uma excelente hora para te convidar para ir a minha casa. - Ele disse, todo galante. - Eu prometo que não farei nada do que você não queira. Cassie acabou sorrindo. - Você não desiste mesmo, não é? Curtis a olhava de um modo apaixonado. Quem o conhecia, sabia que uma noite com Cassie nunca seria o suficiente. - Você sabe que nunca desisto daquilo que eu gosto. A detetive balançou a cabeça e mordeu os lábios. - Escuta Curtis... Eu disse para você e eu sempre vou repetir: você é um cara incrível, mas eu não sou mulher para você. Eu quero que seja feliz, mas não sou eu quem vai te dar a felicidade que quer. O sorriso de Curtis sumiu aos poucos quando ela disse aquilo. Ele gostava demais dela, mas Cassie era muito difícil. - Eu só acho que você deveria dar uma chance a sua vida Cassie. Eu sei que sou homem suficiente para te fazer feliz, só não queria que você se fechasse assim. Ela respirou fundo. Era a sua personalidade ser daquele jeito, pena que ninguém compreendia. O coquetel chegou e a mesa dos amigos foi servida com as garrafas de cerveja. Cassie olhou para Curtis. - Acredite, eu fui criada assim. No meu lugar, eu duvido que faria diferente. - E assim sim, se afastou do homem. ** A noite se seguiu e ela acabou bebendo mais do que deveria e como o carro de Karoline estava no conserto, Cassie pediu que a amiga dirigisse para ela. No caminho, Karoline resolveu puxar um assunto. - Eu vi o Curtis ir conversar com você de novo. Ele estava tentando te fazer ir à casa dele? Cassie balançou a cabeça, afirmando. - Curtis é um cara legal, pena que se apaixonou pela mulher errada. Karoline olhou para ela. - Ele se apaixonou pela mulher errada ou a mulher que não quer nada com ele? Cassie acabou rindo. - Curtis merece alguém melhor do que eu, Karol. Já tive minha cota de decepções e isso acabou afetando a minha cabeça com os homens. Você sabe disso. Karoline mordeu os lábios, com medo que a pergunta a seguir fosse afetar sua amizade. - Você ainda sonha com River? Cassie não respondeu de primeira. Ficou em silêncio, pensando. Karoline a conhecia bem e saberia Quando mentia. Por isso, resolveu responder. - Não é isso em questão. River é um bandido que me ameaçou uma vez e eu não quero dar trela. Eu só... Eu só tenho medo de magoar o Curtis. Eu não gosto dele como ele gosta de mim. Apenas isso. Com o assunto encerrado, Karoline parou em frente ao prédio aonde Cassie morava. - Tem certeza que eu posso ficar com o carro por essa noite? Vou acabar encontrando algum bonitão na rua e saindo com ele. - Falou a ruiva, rindo. Cassie também riu da piada. - Eu não me importo que saia com o tal bonitão, desde que façam qualquer coisa em um motel e não dentro do meu bebê. - As duas gargalharam e Cassie abraçou a parceira. - Se cuida e amanhã traga meu carro ou eu te prendo. - Você já está bêbada demais. Vai logo descansar e não se preocupe com o seu "bebê". Cassie se preocupava demais com Karoline. Sempre a protegeu desde que se conheceram na época de escola. A amiga entrou para a academia de polícia contra a vontade dos pais. Karoline Graves era uma ótima na profissão, mas nenhum deles via isso. Por esse motivo, Cassie prometeu ser a família que Karoline nunca teve. Cassie estava bem, apesar da grande bebedeira. No elevador, pensou nas palavras de Curtis e em como ela o magoava por n**a - lo. Quando sabe, se lhe desse uma chance... Balançou a cabeça, afastando a possibilidade disso. Ela saberia aonde tudo acabaria. A porta do elevador abriu e ela caminhou até seu apartamento. Pegou as chaves do bolso, mas a porta vizinha abriu e uma sorridente senhora de cabelos enrolados e brancos apareceu. - Querida Cassie, que bom ve-la menina. Cassie abriu um sorriso, foi até a senhora e a abraçou. - Oi senhora Foxy. Como está? - Estou muito bem. Soube do sucesso contra o homem que estava investigando. Fico feliz que tenha conseguido prender ele. Mas não é por isso que estou te esperando. Por favor, entre. - As duas entraram, com Cassie estranhando tudo. A casa da senhora Foxy era bem diferente da dela. Os móveis pareciam mais velhos e todos de cor neutra. Na janela do apartamento, a gata branca e peluda de nome Chelsea olhava e cheirava Cassie. A mulher voltou com uma caixa quadrada e branca, com um laço vermelho no meio em mãos. - Um belo e educado rapaz deixou isso para que eu lhe entregasse. Disse que era uma entrega especial e que ninguém poderia abri - la a não ser você. Cassie olhou a caixa e ficou surpresa. Quem mandaria aquilo para ela? - Ahn... Deve ser algum engano, senhora Foxy. Será que não me confundiram de novo com a Lindsey? A senhora balançou a cabeça. - Eu pensei a mesma coisa, mas sei nome está escrito com uma bela caligrafia no canto esquerdo. Veja. Cassie pegou a caixa, que não era pesada e viu seu nome ali. Ficou curiosa, mas não abriria ali na frente da senhora Foxy, que já olhava bem curiosa. Cassie então sorriu, sem jeito. - Bom, eu vou levar para o meu quarto e abrir amanhã cedo. Prometo contar a senhora o que é. Eu estou muito cansada para me preocupar com coisas assim. Muito obrigado por receber essa encomenda por mim, Senhora Foxy. A senhora lhe abriu um sorriso, satisfeito. Cassie a deixou e foi para o seu apartamento. Colocou a caixa em cima da mesa de centro na sala. Estava completamente curiosa para saber o que havia ali. Não havia nenhum remetente, apenas seu nome em letras bonitas e finas. Cassie então abriu o laço vermelho, mas ainda manteve a caixa fechada. E se fosse alguma armadilha? E se alguém está armando para ela? Ou se for Curtis a tentar conquista-la de novo? Para tirar as dúvidas, se sentou no sofá e abriu a caixa, espalhando o papel que cobria o que tinha dentro. Seu cenho se fechou de curiosidade ao ver um pano preto em cima. Ela tocou o pano e parecia ser seda. Melhor seda do que uma bomba. Cassie se levantou e pegou o pano. Deixou que o pano caísse e revelasse ser um vestido de alças curtas, chegando a mais ou menos em suas coxas e uma grande f***a aberta em V, que mostraria um belo decote e sua barriga. Olhou na caixa e havia um par de salto alto de tiras trançadas, além de um par de brincos pequenos e um bracelete de ouro. E era ouro mesmo. - Uau! - Acabou exclamando ela, ainda surpresa pelos objetos. Passou os olhos por toda a caixa até que encontrou um envelope. Sem delongas, ela o pegou e abriu. A mesma letra da caixa estava no bilhete. Este é apenas um mero presente por sua grande vitória hoje. Quero que vista ele amanhã a noite para um jantar em minha casa. O motorista irá busca-la as 20. E não é um pedido. R.R Cassie releu várias vezes o bilhete, mas as siglas... R.R? Ficou surpresa ao se lembrar quem poderia ser... Raymmond River a intimou para um jantar!
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