Depois da grande surpresa da noite, Cassie demorou a dormir. Havia levado a caixa até o quarto e deixado ele no canto. Sua mente vagou na pergunta: o que Raymmond queria com ela? A única resposta era: corrompe - la. Aquilo deixou Cassie bem brava. Ela nunca iria cair na corrupção. Já não bastava ter ordens de não mexer nos negócios dele, agora ser obrigada a trabalhar para Raymmond, era demais. Com esses pensamentos, acabou pegando no sono.
O dia amanheceu e por ter deixado as cortinas abertas, acabou acordando às sete da manhã. O sol estava bonito. Meio preguiçosa, ela resolveu levantar. Preparou seu café da manhã matinal e voltou para o quarto.
A caixa aberta com tudo estava ali. Ela olhou por alguns segundos e foi ao banheiro. O banho a distraiu. Ao voltar, percebeu que em seu celular havia uma mensagem. Ela o pegou.
Não se esqueça: às 20 em ponto.
Odeio atrasos.
R.R
Mais uma vez, a surpresa atingiu seu corpo. Como ele descobriu o seu número? Jogou o celular na cama. Ela não poderia ceder. Tinha que ficar na dela. Raymmond não era alguém com quem queria andar, mas tudo cheirava a provocação.
Desde que ele a visitou a um ano, parecia que ele a perseguia em qualquer lugar, principalmente em seus sonhos. Porque isso acontecia, não sabia, mas tinha que dar um basta nisso.
Pegou o celular e ligou para Karoline, já era a hora do almoço. Depois de dois toques, a ruiva atendeu.
- Eu achei que tinha esquecido de mim.
Cassie riu.
- Como eu vou esquecer se está com o meu carro?
- Não estou mais. Aquele guarda do estacionamento do seu prédio me irritou de novo e não deixou que eu subisse para o seu quarto. Deu uma desculpa, dizendo que preciso atualizar meu cadastro aí.
A irritação da ruiva fez Cassie rir.
- Eu vou dar um jeito no i****a. Enfim, está sozinha? Podemos conversar?
- Você sabe que quando você não almoça comigo, eu prefiro comer sozinha. Pode dizer.
Cassie sentou na cama, de frente para a caixa aberta.
- Ontem eu cheguei em casa e a senhora Foxy disse que havia uma encomenda pra mim. Quando eu abri a caixa, tinha um vestido, um par de salto caros, um par de brincos e um bracelete...
Do outro lado da linha, Karoline assoviou, surpresa.
- Uau! Mas tinha algo escrito? Um remetente?
-Sim. Dizia que um motorista ia passar aqui às 20 para me buscar para um jantar. Estava assinado R.R.
Karoline cospiu a Coca -Cola que bebeu. Cassie pode escutar alguns garçons perguntar se ela estava bem. Havia derramado um pouco da bebida em sua própria roupa. Foi correndo para o banheiro e se certificou que não havia ninguém ali.
- R.R? Só pode ser Raymmond River. - Falou, surpresa. - O que será que ele quer com você?
Cassie suspirou.
- Eu não sei. Eu juro que passei a noite pensando sobre isso e até cogitei de ignorar, mas ele enviou uma mensagem no meu celular, lembrando do jantar... E ainda disse que odeia atrasos. - Completou, revirando os olhos.
Karoline ficou alguns segundos em silêncio, ainda tentando digerir aquilo.
- Talvez ele quer que você trabalhe pra ele... Como Guarda – costas.
-Nem ferrando! - Falou Cassie, soltando uma risada. Logo a seriedade bateu em aeu rpsto. - Eu quero que ele se dane. Eu só quero ficar em paz.
Karoline mordeu o lábio.
- Então vá no jantar e diga isso a ele. Veja o que ele quer e dê a resposta que ele merece. Eu só quero que você tenha muito cuidado. A fama dele não é boa. Dizem que ele tem uma vida dupla, que já matou muitas pessoas e foi preso a muito tempo atrás. Bom, ele parece ser bem... Misterioso.
Cassie conhecia a fama dele. Em seus tempo na patrulha, ela escutou que ele matou um traficante que queria rouba - lo. O corpo do traficante nunca foi achado, pois falavam que ele deu a um tubarão de estimação que tinha.
- Ele não me assusta. Eu só quero que me deixe em paz.
-Então, eu acho que você deve ir e encara - lo, mas só tenha cuidado. Você banco a valentona com ele na última vez, só saiba o que vai dizer. Vai estar no território dele e quero a minha amiga viva na segunda.
Cassie chegou a sorrir com as palavras de Karoline. Olhou mais uma vez para a caixa.
- Então, está decidido. Vou fazer Raymmond ficar no lugar dele.
***
Já estava pronta. O vestido tinha caído perfeitamente com seu corpo, o que a fez ficar bem surpresa. O decote em V até a barriga não mostrava nada mais, os saltos deixaram suas pernas mais grossas, os brincos deram um charme, mas o bracelete era o que mais lhe chamou a atenção. Alisou o cabelo, percebendo o quanto estava grande. Seus fios negros iam até a b***a. Escolheu uma maquiagem mais leve e um brilho para os lábios. Cassie não reconheceu a si mesma no espelho. Havia se reproduzido toda para... Um mafioso? Ele não merecia aquilo, mas estava decidida a ir e acabar com qualquer joguinho que Raymmond fizesse a ela.
O relógio bateu 20 e seu celular tocou. Cassie deu até um pulinho de susto. Chegando no aparelho, abriu a mensagem.
O motorista está a sua espera.
E desta vez, sem assinatura. Será que Raymmond estava no carro? Correu para a janela e viu uma Limosine grande a porta do prédio e um rapaz jovem, forte e moreno saindo pela porta do motorista.
Cassie se perguntou do porquê tudo aquilo. Será que todos sabiam desse encontro dela? Temeu por seus colegas. Tirando Karoline, o que pensariam dela? Balançando a cabeça, afastou os pensamentos. Pegou as chaves do apartamento e saiu, torcendo que ninguém a visse.
Sorte que tudo estava vazio. Tentou não bater tanto os salto no piso de entrada no prédio, mas era impossível. Chegando na frente da Limosine, o motorista lhe deu uma olhada dos pés à cabeça.
Gentilmente e em silêncio, o rapaz abriu a porta para ela. Cassie estranhou todo o silêncio, mas ela entrou na Limosine. Ela era bem grande, tinha um balde de champanhe vazio, cinzeiros e o banco era de couro e bem confortável. Seu coração faltava pular da boca de tanto nervosismo. Era um carro que chamava a atenção.
O motorista deu a volta e entrou em seu lugar. O vidro abaixou e ele a olhou pelo retrovisor.
- Preciso que vende seus olhos, Senhorita. Há uma fita a sua frente. Ordens do patrão.
Ela desceu os olhos para a fita, que estava no banco a sua frente. Cerrou o cenho para o homem, que Repetiu "ordens do patrão". Cassie projetou o corpo pra frente e pegou a fita, que também era de seda. Levou aos olhos e apertou a amarra. Sua visão estava completamente escura e ela arfou. O que lhe faltava agora?
***
Ele não deveria ficar tão ansioso por uma visita, mas não era uma qualquer. Ficaria entediante ter que esperar algum outro Latino metido a b***a em sua cobertura, mas ele esperava por ela. Uma última vez, ele olhou a mesa de jantar na parte de fora do seu luxuoso apartamento. Raymmond preparou tudo nos mínimos detalhes, até mesmo na escolha das roupas. Fechou os olhos por um momento e a imaginou no vestido que comprou. Só de pensar, já ficava e******o demais.
Ao fundo dos pensamentos, escutou os pneus da Limosine chegar. Ele foi até o parapeito e olhou, mas o veiculo já havia entrado no estacionamento. Poucos minutos depois, escutou a porta de seu apartamento abrir. Ele sorriu divertido ao lembrar - se da visita que fez a ela a um ano atrás. Tão corajosa, tão cheia de si...
Não demorou muito e a porta da cobertura foi aberta. j**k a trazia, segurando de leve em sua mão, o que fez Raymmond sentir uma pontada de ciumes. Com um aceno, dispensou o motorista. Cassie estava a poucos metros dele, com os olhos vendados e vestindo o que ele havia enviado. Como imaginou, o pequeno pedaço de pano caiu bem com as curvas de seu corpo. Cassie não tinha s***s grandes, mas o decote lhe deixava sexy. Melhor do que uma calca jeans, regata e casaco, com o distintivo pendurado no pescoço. Raymmond levou as mãos aos bolsos da calça.
- Tire a venda.
A voz grossa dele a assustou, mas Cassie não levou muito tempo para abrir sua visão. Ao tirar a venda, seus olhos embaçaram pela pequena luz do lugar, mas aos poucos foi voltando ao normal. Ela pode ver Raymmond River a sua frente, em seu terno e calça social cinza, camisa preta e sapatos brilhante. O cabelo grande estava enrolado em um coque. O cavanhaque parecia maior, mas mesmo assim, ele não perdia o seu charme. A policial engoliu seco, ficando sem jeito pelo modo como ele a engolia com os olhos. Cruzou as mãos na frente do corpo e levantou o queixo.
- Bom, estou aqui. Espero que diga o que quer de mim. - Falou, cheia de si.
Raymmond precisou sorrir, achando engraçado o jeito dela. Cassie cerrou o cenho, não gostando disso.
- Vocês policiais tem uma mania de falarem como se mandassem mesmo. É legal, eu gosto. - Ele continuou rindo. Foi até a mesa e pegou o vinho, servindo dois taças. - Que tal você relaxar e aproveitar essa noite, Storm. Eu não vou te devorar... - Ele a olhou. - Não ainda.
Cassie sentiu seus pelos eriçarem quando ele disse isso. Devorar? Quem? Passou a mão na nuca e sentiu o corpo começar a suar.
- Eu até poderia, mas já deve ter percebido que não estou à vontade. Quero saber o que quer comigo, Raymmond.
Seu nome sendo dito por aqueles lábios o excitava mais ainda. Ele enrijeceu a mandíbula, espantando os pensamentos, mas ele queria provocar.
- Senhor River. - Respondeu, em tom normal.
Cassie permaneceu quieta. Olhou por todos os lados. Por perceber o tamanho dos prédios, julgou estar na parte milionária de Mahattam. Era bem difícil policiais ir pra aquele lado, pois “os ricos” tinham já quem ajuda - los. Raymmond se aproximou devagar e lhe entregou a taça de vinho. Ela olhou da taça para os olhos castanhos a sua frente. Ainda hesitando, ela o pegou. Ele sorriu sedutor e se afastou.
- Ahn... Por que me queria aqui? - Perguntou ela, em uma voz mais suave.
Raymmond permaneceu de costas, levou uma mão ao bolso e a outra segurava a taça. Ele bebeu um gole do vinho.
- Eu e você precisamos ter uma conversa bem séria. Envolve muitas coisas, incluindo negócios.
Ele não pode ver, mas a expressão da policial fechou. Ela cerrou os olhos e se pudesse, tinha matado ele só com o olhar.
- Eu já falei que eu não estou em momento de negociação, Senhor River.
Ele sorriu novamente ao escutar seu sobrenome com ironia. Ele bebeu o vinho e se virou. Mais uma vez, ele precisou admirar a beleza da policial, evitando o desejo de joga-la na mesa, rasgar aquele pedaço de pano e a f***r do jeito que ele queria. Os dois permaneceram em silêncio e olhando nos olhos um do outro. Raymmond não queria desviar. Sempre se perguntou o porquê aquela mulher lhe causava aquilo.
Ele puxou um controle pequeno do bolso e apertou. Em poucos segundos, um homem vestido de chefe de cozinha entrou pela mesma porta que Cassie, chegando a assusta - la. O homem empurrava um carrinho com duas bandejas, deixando do lado da mesa e saindo o mais rápido possível e sem olhar para lugar algum. Cassie levantou uma sobrancelha, espantada pelo modo como o homem agiu.
- Sente-se.
A voz de Raymmond veio para perto dela. O homem foi um perfeito cavalheiro. Passou por suas costas e a ajudou a se sentar. Logo após, o grande homem moreno passou pela mesa, abrindo as duas bandejas. Ele lhe serviu o prato com um enorme file grelhado e uma porção de arroz. O mesmo era o prato dele. Raymmond se sentou e lhe serviu mais vinho. Seus olhos se encontraram por um momento e Cassie pode olhar todos os traços dele. Quem não conhecesse seu nome, não falaria que ele era o homem mais perigoso do mundo e sim, o galã dos filmes policiais que sempre seduzia a mocinha.
- O que lhe deu de me obrigar de jantar com você? - Perguntou ela, ao perceber que ele estava mais uma vez lhe devorando com o olhar.
Ele abriu um sorriso.
- Se eu convidasse, você aceitaria?
Bingo! A resposta era óbvia. Ela nunca aceitaria jantar com um bandido.
- Não fale assim de mim, me mágoa. - A voz dele a surpreendeu e ela o olhou, espantada. Será que ele lia pensamentos ou ela quem pensou alto demais? Ela bebeu um gole a mais do vinho. - Não sei porque insistem em dizer que eu sou um bandido...
-E você é um bandido...
-Não, eu não sou. - O tom dele era um pouco irritado. Em seu olhar castanho, era nítido um fogo queimar. - Eu sou um empresário, que cuida de negócios e deixa a cidade bem melhor.
- Bom,não é bem isso que dizem de você. - Disse Cassie irônica ao beber mais um gole de seu vinho. – alguns falam que você é um grande t******************s, outros dizem que é um bandido de primeira e é por um desses motivos que paga a polícia para ficar longe de você.
Ele encostou os cotovelos na mesa.
- E voce é o tipo que acredita em tudo o que falam, não é mesmo? Me surpreende uma mulher tão linda e inteligente como você não saber a diferença entre bandido, traficante e empresário, Storm. Ainda mais, você sendo uma detetive de tanto sucesso.
As palavras dele fizeram seu corpo esquentar de raiva. Ela voltou a sua comida.
- Ainda não respondeu a minha pergunta, Senhor River.
Ele comia tranquilamente.
- Eu estou a tempos querendo fazer isso. Gostaria de conhece-la e nada melhor do que um dia como esses... Aposto que é melhor do que estar em seu apartamento, comendo um grande pote de sorvete.
Seus olhos levantaram para ele, ainda mais assustados. "Ele estava me espionando?" Perguntou para si mesma. Voltou com a atenção ao seu filé, se segurando para não ataca - lo. "Deveria ter trazido minha arma."
- Obrigado pelo convite. - Foi o que conseguiu dizer. Não percebeu, mas Raymmond lhe jogou um olhar fumegante.
Eles comeram em silêncio, apenas com troca de olhares. Por um momento, a policial sentiu uma certa atração pelo homem, mas sempre colocando em sua mente de que eram de lados opostos. Raymmond não poderia ter colocar as mãos nela.
Após o jantar, o homem apertou o controle e o mesmo vestido de chefe de cozinha entrou, tirando os pratos e levando a bandeja. E mais uma vez, lá estavam sozinhos, apenas com uma mesa os separando. "Se soubesse o que penso em fazer nesta mesa..." pensou ele.
- Como eu disse, a convidei ao jantar para conversarmos sobre negócios. - Falou Raymmond, cruzando as mãos na mesa.
Cassie tentou relaxar, mas a tensão que se formava ali a deixava um tanto desconfortável.
- Eu já falei que não tenho nada o que possa querer, Senhor River.
Um sorriso malicioso apareceu nos lábios dele.
- Ah você tem sim. - Ele respirou fundo. - Eu posso ser quem você quiser pensar que eu seja: um traficante, um bandido, um empresário que cuida desse distrito como se fosse a propria vida... Você pode achar que eu pago a polícia para me manter sempre a salvo no crime, mas isso não quer dizer que todos os dias, o que acontece com você não tenha passado em minhas mãos. - Cassie o olhou surpreso e isso o divertiu. - Eu soube do seu sucesso com Juarez. Tanto tempo investigando duro aquele lixo e finalmente você tirou ele das minhas ruas. - As três últimas palavras saíram com ênfase dos lábios dele. - Por isso, eu quis lhe presentear com um belo jantar e logo terá um belo prato com uma sobremesa, mas apenas quando terminarmos esta conversa. - Ele curvou pouco o tronco a frente. – Você acha que sou bandido, então Lembre – se que, mesmo não querendo, você trabalha pra mim. Me protege e protege a MINHA cidade.
Cassie cerrou os olhos, com o corpo começando a tremer de raiva. Ela cerrou os dentes dentro da boca e fechou as mãos em punhos em cima da mesa.
- Você pode achar que comanda isso, mas faço questão de um dia te colocar atrás das grades por tudo os que fez. - Falou, baixo mas ríspida.
Uma baixa gargalhada saiu da boca de Raymmond.
- Eu tenho pena de você, Cassie, mas eu confesso que a sua coragem de afronta me excita demais. - Ele encostou na cadeira, olhando para o decote da policial. - Em todo o caso, você me deve. Eu não aprovei você subir de cargo a toa, até mesmo a sua primeira folga em... quatro meses? Você e sua amiga se divertiram muito...
- Você me espiona? - Perguntou ela, incrédula.
Os olhos de Raymmond brilharam.
- Não digo isso. Eu cuido de tudo o que... - Ele sorriu. - Como eu disse, quando eu quero algo, eu vou atrás até ao inferno.
Cassie estremeceu com o que ele disse. Engoliu seco antes de fazer a tal pergunta.
- E o que você quer?
Raymmond sorriu.
-Você.
***
Cassie arregalou os olhos, mas sentiu suas bochechas corar um pouco pelas palavras do homem. Ele era um louco.
- Me desculpe Senhor River, mas eu não estou à mostra para que o senhor queira escolher. - Falou ela, com firmeza.
Raymmond gargalhou, jogando a cabeça para trás.
- Ah minha doce Cassie. Você acha que tem escolhas, mas na verdade não tem. - Ele apoiou o braço na cadeira e levou o dedo aos lábios. - Eu conheci o seu pai. Você é mesmo bem parecida com ele. Durona, valente, ameaçadora... Assim como ele, você é dura na queda.
Quando Cassie ia falar, Raymmond apertou o botão e o chefe de cozinha entrou pela porta, trazendo uma bandeja maior. Quando abriu, havia dois pratos com Petit gateou. Cassie levantou as sobrancelhas com mais surpresa. Olhou para Raymmond, que sorriu. Hesitante, a detetive levou a primeira colherada a boca e evitou que um gemido saísse de sua garganta. Fechou os olhos e respirou fundo. Quando os abriu, percebeu que o homem a olhava com os olhos brilhantes e sedutores. Mais uma vez, Cassie corou.
- Está... Delicioso. - Falou, abaixando a cabeça e voltando a comer.
Raymmond não falou nada, mas o modo como ela levava a colher a boca, o deixava mais e******o. Precisou levar a mão para baixo da mesa e apertar seu p*u. Eles comeram a sobremesa em silêncio.
Quando tudo foi retirado da mesa, Raymmond se levantou, indo até Cassie e lhe estendeu a mão. Os olhos castanhos dela se levantaram pra ele.
- Por favor. - Falou Raymmond.
Surpresa, Cassie aceitou a ajuda dele, mas quando se levantou, Raymmond puxou o corpo da policial contra o dele. Cassie aspirou o perfume dele, era o mesmo do dia em que ele foi em seu apartamento. "É a marca dele." Pensou. Mesmo que tenha um belo terno cobrindo, a policial imaginou o corpo forte dele. Raymmond era alto, o peitoral bem largo e os braço bem fortes. Com os saltos, Cassie chegava perto do pescoço dele. Ela precisou pensar várias vezes para lembrar - se de que um bandido a tinha nos braços.
Raymmond passou uma mecha de seu cabelo para atrás da orelha e isso a arrepiou.
- Você me julga m*l, Storm. - Falou ele em um tom baixo e rouco. - Eu não sou assim... Quer dizer, apenas em alguns quesitos na qual quero lhe apresentar muito em breve.
Cassie não poderia negar, mas ficou curiosa e... Excitada pelo o que ele disse. Sua respiração ficou até um pouco acelerada. Seu peito subia e descia rápido contra o peitoral dele.
- Não pode fazer nada comigo... - Ela conseguiu dizer, quase em um sussurro.
Raymmond deu alguns passos, até que a encurralou na mesa. Cassie sentou nela e Raymmond ficou no meio de suas pernas. Raymmond abaixou, para que seus rostos ficassem bem perto.
- Eu não estou fazendo nada... Ainda. - Ele disse, aproximando sua boca da dela. Apoiou as mãos na mesa. - Eu sempre tive uma queda por você, sabia? Mas eu tinha consciência de que seria perigoso. Uma policial e um... Bandido? - a última palavra saiu com desdém. - Mas infelizmente eu não posso controlar o que eu sinto. Quando eu quero alguma coisa, eu vou até o final para conseguir. Quando eu disse que eu quero você, eu vou fazer tudo para conseguir te levar para a minha cama e te fazer gritar meu nome noite toda. - Ele percebeu que a respiração dela ficou mais acelerada e acabou sorrindo. - Eu sei que... - Ele levantou a mão e passou o indicador em sua garganta, descendo vagarosamente pelo decote. - No fundo, te excita estar nas minhas mãos. Te excita saber que eu posso te dar o prazer que não tem a tanto tempo. - Ele desceu mais um pouco, até parar em seu abdômen e quando ela soltou um gemido baixo, ele sorriu. - Desde a hora que chegou, eu quase cancelei o jantar. Eu fiquei tão e******o em te ver vestida com meu presente, que eu queria te jogar aqui e f***r tanto com você. - Raymmond percebeu que Cassie tinha os olhos fechados, a respiração acelerada e não havia se afastado de seu rosto. Ele sorriu. "Ela está excitada e esperando que eu a tome. Pobre coitada." Devagar, se levantou e afastou um pouco. - Mas como você mesma disse que não está a mostra para que eu não escolha, então eu vou deixar nosso jogo mais interessante.
"Filho da p..." Cassie abriu os olhos, ainda ofegante. Raymmond se afastou e foi para a sacada. Cassie estava com as pernas tremendo. Teve que respirar fundo para se recompor. Já de pé, ela ficou olhando pra ele.
- Eu não vou entrar em seus jogos. Eu não sou alguém para brincar e jogar fora, Raymmond. Então, se já acabamos, eu quero ir embora. - Falou, com a voz firme.
O homem sorriu de canto e levou as mãos aos bolso, se virando novamente para ela. Mais uma vez, olhou - de cima a baixo. "Controle - se." disse a si mesmo Mentalmente. Ele se aproximou, ficando a poucos passos dela.
- Eu queria parabeniza-la pela prisão do Juarez. Ele era uma grande pedra no meu sapato. Juarez tentou me enganar, mas eu sabia que quando você foi colocada no caso, faria um ótimo trabalho. - Mais uma vez, levou a mão nas bordas do decote do vestido. - Esse é o primeiro de muitos presente que pretendo lhe dar, Cassie e eu euspero que sempre use isso... - Ele apontou para os brincos. - E isso. - E para o bracelete. - São minhas marcas e quando nos vermos, eu quero que esteja com eles.
Cassie cerrou os olhos.
- Nós não vamos nos ver de novo, Raymmond. Hoje foi o primeiro e último jantar. Eu não quero manchar a minha reputação.
- E não vai, eu garanto isso. - Disse ele, sério. - Você me deve e eu vou cobrar.
Cassie não sabia o que dizer. Mais uma vez, viu o homem se aproximar dela e passar a mão em seu rosto de modo carinhoso. Aquilo atiçou a curiosidade dela. Logo em seguida, ele pegou o celular do outro bolso e ligou para o motorista. Logo que voltou, pegou a venda jogada em um canto.
- Não se preocupe. j**k irá leva - la em segurança. Vamos nos ver em breve e até lá... - Ele passou a venda nos olhos dela e levou os lábios aos ouvidos dela. - Eu quero que sonhe comigo, abraçando você na cama, fazendo amor como nenhum outro homem fez. - Raymmond sentiu-a arrepiar e sorriu. - Eu sei que quer isso e logo você terá.
Ele m*l se afastou e a porta abriu. Seu motorista havia chego e ela estava bem confusa. j**k a ajudou até a porta e antes que eles fossem embora, Raymmond gritou.
- Boa noite, detetive Storm. Nos vemos em breve.