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Destinos Entrelaçado

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Sinopse

Lyla queria apenas uma noite para se sentir viva, só que ela não esperava que tal noite fosse colocar sua vida de cabeça para baixo. Grávida de um desconhecido, um fantasma perdido e existente somente em suas lembranças, Lyla se vê diante de um novo desafio: ser mãe solteira. Anos se passam e por ironia do destino Lyla, no casamento de seu pai, Lyla descobre que um dos convidados é o pai de seu filho. Só que nada é o que parece, e ela não é mais a mesma Lyla que ele conheceu.

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Capítulo 1
Acabou,quatro longos anos se passaram e enfim, acabou. Me formei. Não devia estar contente,não devia estar feliz? De qualquer forma,por mais que felicidade não seja o que estou sentindo agora, me sinto realizada. Será que minha mãe está orgulhosa? Espero que aonde quer que ela esteja, esteja sorrindo neste momento. —Eu não acredito que acabou! — disse Ana, minha ex-colega de quarto. — Esses anos voaram. Veja, estamos crescidas! — Ana gargalhou de forma exagerada, fazendo alguns formandos olharem em nossa direção. — Acho que muita coisa mudou — ela cutucou meu ombro levemente — mas você permanece a mesma de quatro anos atrás! — Como assim? — Lyla, me diz uma lembrança sequer dos seus quatros anos de universidade? Me pus a pensar. Minhas lembranças de noites em claro na biblioteca,ou até mesmo em meu quarto, estudando dias a fio. Deve haver algo mais, eu ia a sorveteria com Ana e James aos sábados,mas sempre voltava mais cedo para por as matérias em dia. O que eu fiz de nesses últimos anos que não fosse estudar? A resposta não me agrada. Nada. — Tá, eu entendi. — Aquilo, surpreendentemente, me deixou triste. Acho que devo agradecer ao meu amado pai pela educação militar, que me tornou essa pessoa anti social e anti diversão que sou. Anos de "não faça isso", "não faça aquilo" me tornaram o que eu mais temia, uma jovem com uma velha alma. Meu espírito morreu, sufocou em meio aos muros que meu pai me cercou. Me sinto presa,mas esse sentimento já é famíliar. Los Angeles é muito linda a noite. Por mais que muitos estejam em suas camas neste horário, LA parece viva. A música dos bares e lojas de conveniência, os skatistas a passear pelas ruas. Casais de mãos dadas a beira mar, olhando para o mar. É pura liberdade. Eu tenho vinte e quatro anos. Nunca namorei,nem se quer vivi uma história de amor. Minha vida se baseou em rígidos preceitos. Estou farta disso. Atravesso a rua, e me encaminho ao bar em minha frente. Aquele sininho, acusando a minha entrada. Recebi alguns olhares já de cara,mas não me contive. Atravessei o salão com o queixo erguido,até o balcão. — O que vai querer? — o belo barman me pergunta. O seu sorriso entrega certa malícia. —Hum — mordo o lábio inferior em busca de respostas. Me lembrei das histórias de Ana e das incríveis margueritas que ela sabe fazer , nunca as provei — marguerita. Me sentei na banqueta e esperei meu drink ficar pronto. Eu poderia não beber, ou sair do bar e fazer algo menos e******o. Está tarde e eu tenho certeza que muitos aqui estão bebendo além da conta. Nossa, como eu sou careta. — Já pensou em ser musa? O homem ao meu lado perguntou. Seus olhos estão fixos nos que eu acredito ser um copo de bourbon. — Musa? Como assim? — Seus traços, — ele se virou um pouco e me encarou — nariz pequeno e arrebitado, olhos marcantes, boca perfeitamente desenhada — ele estacionou seus olhos nos meus. Arrepiei. — , você daria uma bela pintura. Quis rir. Se isso for uma cantada, ele me pegou. De onde ele saiu? Suas roupas entregam seu caráter. Jaqueta,blusa branca e uma calça jeans vem surrada. O típico visual de um bad boy. Ir de em encontro a ele é como correr em direção aos lobos. Não sei se estou afim de levar mordidas. — É o que diz? Quantas caíram nessa conversa? O barman se aproximou e deixou minha taça sob o balcão. — Aqui está. — disse ele por fim. — Algumas,mas nem todas faziam jus a sua imagem. Eu deveria dar ouvidos as cantadas baratas dele? Não, mas se eu me levantar daqui agora estaria contrariando o que vim fazer aqui. — Hum — mordi novamente o lábio inferior, tentada a continuiar —, e o que eu ganharia em troca? — Não sei, o que gostaria? — ele voltou sua atenção ao copo, brincou com o liguido que ainda restava e esperou minha resposta. Pular em um abismo desconhecido. Isso valeria por uma vida de riscos. Ele é um estranho e eu estou pronta para pedir algo impossível. — Eu quero — me virei um pouco na direção dele — , um dia, livre de todas as regras, de todas as leis. Um dia que um cara como você,poderia me proporcionar. — seus olhos caíram sobre mim, ardentes. É como fazer um pacto com o d***o. — Vinte e quatro horas? — Sim. — Uma pintura,por um dia. — ele bebeu o resto do conteúdo do copo, de uma vez. Ele se levantou, jogou uma bota sob o balcão e me puxou da banqueta. — Vamos. — Isso é um sim? Fui puxada bar a fora. A mão dele residiu em meu pulso, sem me machucar, até estarmos frente a frente com uma moto. — O quê? — ele perguntou para mim — Um dia de aventuras? — ele disse com aquela insinuação, como se dissesse "vou te levar ao limites". — Vamos logo. — foi tudo o que pensei. Não iria dar meia volta, não fugiria , não agora. Subi, sinto meu coração na garganta. Minha vida, dada a um estranho que eu nem sei o nome. Se meu pai me visse agora. — Se segure. — ele disse. É assustador. A velocidade, as curvas cerradas. Eu já sinto que meu estômago e meu coração ficaram para trás. Mas, o vento soprando meus cabelos castanhos, isso sim é sensacional. Senti o medo se esvair de minhas veias. Fechei os olhos e aproveitei a viagem. — Ei estranha, pode me soltar. Acordei do meu transe momentâneo. Ele está com o rosto virado para mim, me olhando com o canto do olho. — Vamos ficar aqui a noite toda? — sacudi a cabeça rapidamente. Me atrapalhei ao descer da moto, como se a situação já não fosse constrangedora. — Você é engraçada. — disse ele,então, ele tomou minha mão e me puxou até a entrada de um grande edifício. — Onde estamos? — minha pergunta não surtiu efeito. A recepção do hotel Grand Plaza é de fato rica. Seu ambiente é bem iluminado, com grandes sofás brancos e vasos com arranjos variados. — É uma acompanhante? — perguntou a recepcionista e pude perceber certo nojo em um voz. — Não sou p********a,se é o que está pensando. — respondi, curta e grossa. — Ela ficará comigo, quero adicioná-la em duas diárias. — Duas diárias? — Acho que termino a pintura que tenho em mente em um dia,ou menos. — ele disse. Levará tanto tempo assim fazer um pintura se quer? — Está bem, vamos precisar do seu nome. — a recepcionista olhou para mim. Tive que piscar algumas vezes para enfim falar. — Cooper, Lyla Cooper. — Lyla Cooper. — disse ele — Combina com você. — ele se voltou para mim — Me chamo Jonah. Jonah. É um prazer conhecê-lo.

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