CAPÍTULO 11 DECO NARRANDO Depois que eu subi pro camarote, a noite virou trabalho. Baile pra mim nunca foi lazer. Nunca foi curtição. É território, é radar ligado, é risco rodando o tempo todo. Enquanto o povo dança, bebe e se perde no som, eu observo. Sempre observei. E naquela noite, mais do que nunca, meus olhos não desgrudavam de três pontos específicos. A Diana. A amiga que ela trouxe — que eu não fazia a menor ideia de quem era. E o Frajola. Não era desconfiança gratuita. Era instinto. Era sobrevivência. Eu não confio em coincidência e não confio em ninguém que eu não conheça o histórico inteiro. Principalmente quando envolve minha irmã. Diana circulava pelo baile como se fosse só mais uma noite comum. Ria, falava alto, dançava do jeito dela, sem medo. Sempre foi assim. Sempr

