CAPÍTULO 13 MANU NARRANDO Eu sempre achei que liberdade tinha gosto de vento no rosto. Agora sei que também pode ter gosto de medo. Acordei com a cabeça pesada, o corpo ainda quente da noite que insistia em não sair de mim. O quarto estava claro demais pro turbilhão que eu sentia por dentro. A luz entrando pela cortina branca, o silêncio elegante do apartamento, tudo parecia… distante. Como se aquela não fosse mais a minha vida de verdade. Como se eu tivesse deixado uma versão de mim mesma em outro lugar. No morro. Passei a mão pelo cabelo ruivo espalhado no travesseiro e encarei o teto, respirando fundo. Meu coração ainda batia diferente. Não acelerado — diferente. Como se tivesse aprendido um ritmo novo e se recusasse a esquecer. Frajola. Só pensar no nome dele já me causava um a

