CAPÍTULO 34 MANU NARRANDO Acordei com a claridade entrando pela fresta da cortina e um silêncio estranho dentro de casa. Não era aquele silêncio de madrugada, era outro. Vazio. Definitivo. Estiquei a mão pro lado da cama por reflexo… fria. Intacta. Do jeito que eu deixei. Frajola não tinha dormido ali. Meu peito deu uma apertada automática, mas não foi surpresa. No fundo, eu já sabia. Passei a mão no rosto, sentindo o inchaço perto do olho, a pele sensível ainda. Levantei devagar, com o corpo pesado, como se cada movimento custasse mais do que devia. A casa continuava do mesmo jeito da noite anterior. Nenhum sinal dele. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Só o cheiro distante de cigarro misturado com o perfume dele que ainda insistia em ficar impregnado nas coisas. Fui pro banheiro e

