Quinze dias haviam se passado desde a última vez que Letícia e Juan se viram. Entre a faculdade, os estudos, o laboratório e a rotina intensa, era difícil encontrar tempo para se ver. Letícia se sentia exausta, mas determinada a não deixar nada atrapalhar seus compromissos.
No meio da tarde, seu celular vibrou com uma mensagem:
"Amor, vem pra cá depois da faculdade… tô com saudade."
Ela sorriu, os olhos brilhando, e respondeu rapidamente:
— Vou sim, amor… tô com saudade também. Preciso desligar agora, tá? Mais tarde eu tô aí.
De volta à aula, o sorriso dela parecia contagiar a todos ao redor. Mesmo cansada, Letícia conseguia irradiar energia e alegria, deixando escapar pequenas fagulhas de felicidade enquanto pensava em Juan.
O tempo passou rápido e, finalmente, a aula terminou. Ela pegou o celular e ligou para ele:
— Amor, já saí. Peguei um táxi. Em 15 minutos tô aí.
— Amor… sabe que eu não gosto disso — respondeu Juan, preocupado — manda a localização.
Ela suspirou, entendendo o cuidado dele, e enviou a foto do motorista, a placa e a localização da corrida.
— Amor, desce uma esquina antes — disse Juan, com firmeza, mas de forma carinhosa.
— Por quê? — ela perguntou, ainda meio confusa.
— Faz isso por favor — respondeu ele, com aquela voz que misturava autoridade e carinho.
— Tá… tá bom, amor — disse ela, ainda sem entender totalmente, mas confiando na proteção dele.
Naquele instante, Letícia percebeu o quanto a rotina exaustiva e a distância só aumentavam a intensidade de seus sentimentos por Juan. Cada gesto dele, cada cuidado, cada determinação em protegê-la, fazia com que ela se sentisse mais próxima dele, mesmo em meio à correria e ao cansaço do dia a dia.
Letícia seguiu as instruções de Juan e desceu do táxi uma esquina antes. Ela olhou ao redor, nervosa e animada ao mesmo tempo, até avistar a figura dele esperando. Juan estava encostado no carro, o olhar intenso, a postura confiante e o sorriso leve quando a viu.
— Amor… — disse ele, a voz grave e baixa, aproximando-se dela — você demorou, mas finalmente chegou.
Ela sorriu, quase sem fôlego:
— Eu sei… é que a faculdade me matou hoje. Mas eu precisava te ver.
Juan estendeu a mão e segurou a dela com firmeza. O toque dele era sempre reconfortante e ao mesmo tempo dominador, lembrando Letícia de que, com ele, ela estava segura.
— Quinze dias… — murmurou ele, mais para si do que para ela — quinze dias longe de você. Não quero mais isso, Letícia.
Ela riu baixinho, nervosa, e encostou a cabeça no peito dele:
— Eu também senti saudades… cada dia parecia mais longo sem você.
Ele envolveu a cintura dela, puxando-a para perto, e murmurou ao ouvido dela:
— Hoje eu vou compensar cada minuto que passamos separados.
Letícia sentiu o coração acelerar. Mesmo exausta, a proximidade dele e o jeito firme, mas cuidadoso, que Juan tinha com ela a deixavam completamente entregue. Ela respirou fundo, sentindo o cheiro dele, a segurança que emanava de cada gesto.
— Vamos para casa? — ele perguntou, acariciando suavemente os cabelos dela.
— Sim… quero só você agora — respondeu ela, fechando os olhos e deixando-se guiar por ele.
No carro, enquanto Juan dirigia, Letícia descansava a cabeça no ombro dele. Não precisavam de palavras; o silêncio dizia tudo: a proteção, o carinho e a intensidade do que sentiam um pelo outro.
Quando chegaram em casa, Juan guiou Letícia para o banheiro, já enchendo a banheira com água quente e espuma. A atmosfera estava calma, íntima, e o aroma do sabonete perfumado enchia o ar.
Letícia encostou-se na borda da banheira, olhando para ele, curiosa e ainda intrigada:
— Amor… por que você me mandou descer uma esquina antes?
Juan deu um sorriso leve, mas o olhar era sério e intenso. Ele se aproximou dela, acariciando os cabelos molhados que caíam sobre os ombros dela:
— chequei aquele homem, e ele tinha uma fixa muito suja, alguém que poderia te machucar … e eu não queria que você percebesse ou tivesse que disfarçar sozinha — disse ele, a voz baixa e firme — Por isso mandei você descer uma esquina antes.
Ela piscou, absorvendo a explicação, e viu a intensidade nos olhos dele.
— Mas você estava atrás de mim, né? — perguntou, meio brincando, meio preocupada.
— Claro que sim — respondeu Juan, aproximando-se mais — se ele mudasse a rota, eu já estaria atrás de você. Ninguém toca em você, Letícia. Ninguém.
Ela sorriu, sentindo um misto de alívio e fascínio. A segurança que emanava dele era palpável, e ao mesmo tempo ela se sentia completamente íntima e protegida.
— Eu confio em você, Juan — murmurou ela, encostando a cabeça no peito dele, sentindo o calor e a presença dele.
Ele a abraçou por trás, envolvendo-a com cuidado, enquanto a espuma quente da banheira rodeava os corpos deles.
— E vai confiar sempre — disse ele, beijando sua nuca. — Eu nunca vou deixar nada te acontecer.
Por alguns minutos, ficaram assim, em silêncio, apenas sentindo a presença do outro, a proteção de Juan e a i********e tranquila que, por mais intensa que fosse a vida fora dali, eles conseguiam criar juntos naquele pequeno refúgio.