YASMIN Dois mêses. Sessenta dias inteiros desde que vi o Alan gritar no portão do condomínio. Sessenta dias em que ele não apareceu, não mandou mensagem, não ligou. Silêncio. Pela primeira vez desde que entrei na vida dele, ele sumiu. E isso me deixou em paz... e também me despedaçou um pouco por dentro. Eu me sentia melhor, mas não inteira. A rotina por aqui tava ajeitada. Dona Márcia tava estável, indo na clínica dia sim, dia não, acompanhada por mim ou por um motorista que o próprio Augusto arrumou. A clínica era boa, moderna, com médicos humanos, delicados... e pela primeira vez em muito tempo, ela começou a sorrir. Ver minha mãe sorrindo me fazia querer sorrir também. Mas o sorriso vinha sempre acompanhado de uma culpa invisível. Augusto foi ficando. Cada vez mais presente. Co

