Capítulo 31 — No Fio da Navalha

1248 Palavras

ALAN Mano, tem dia que a gente acorda com o mundo inteiro pesando nas costas. Tem dia que a gente não acorda, só levanta porque a mente manda e o corpo segue. Eu tô assim. Um zumbi no meu próprio morro. Não sinto mais o sabor do rango, não sinto mais a onda da droga, não sinto mais a batida do coração quando vejo a Yasmin. Ou melhor, quando lembro dela. Porque ver mesmo, eu não vejo desde que ela saiu do morro. Me afundei. f**a-se. Tô no lucro de ainda estar respirando. Cheiro uma, fumo outra, misturo com whisky, com dor, com saudade. E no fim da noite, é sempre eu, o teto da minha sala no QG e o vazio. Eu berro, xingo, quebro coisa, mas nada preenche. Nada preenche ela. O André? Moleque bom. Melhor que eu mil vezes. Mas tá vendo tudo isso e se afastando. Voltou a estudar com a ajuda d

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