YASMIN Duas semanas se passaram como se fossem meses. Foram dias de cansaço, noites m*l dormidas, esperas longas em corredores de hospital, exames, resultados, e aquela constante sensação de que tudo podia piorar de uma hora pra outra. Eu estava exausta. Física, emocional e mentalmente. Mas segurando. Por ela. A dona Márcia Célia, minha mãe, vinha ficando mais fraca. Dormia demais, sentia dores quase o tempo todo, os remédios já não faziam tanto efeito. O olhar dela, mesmo com o sorriso doce de sempre, já não era o mesmo. E, ainda assim, ela tentava me tranquilizar. — Vai ficar tudo bem, minha filha. Deus sabe de tudo. — ela dizia, como se pudesse me proteger da realidade. Mas eu sabia. Não estava tudo bem. Quando entramos na sala do doutor Ricardo naquela manhã, eu já sabia que vin

