Com Natalie "fora de seu caminho", Eloá poderia focar em continuar cometendo seus crimes, sem levantar suspeitas ou qualquer coisa do tipo, por estar completamente fora do que a polícia procurava.
O perfil que a polícia julgava ser do assassino, era de um homem, pouco mais de 1,75, forte e cuidadoso. Provavelmente trabalhava na área que poderia facilmente m***r uma pessoa ou um animal. A balística ainda estava sendo feita para o porte de arma que foi usada para m***r os animais no dia da morte de Justin Kallan. A polícia levava em consideração que poderia ser um homem, por causa da gravidade dos crimes, a precisão no tiro, a força com o machado e a maestria com a faca. Levantaram a hipótese de que poderia ser um açougueiro ou um médico, por saber exatamente onde cortar.
Eloá aproveitava do machismo dentro do DP, eu não considero que tudo aquilo foi feito por uma mulher, para continuar cometendo seus atos criminosos sem levantar quaisquer suspeitas.
Enquanto a morena se preocupava em como seria feito o próximo crime, Natalie se debruça em lágrimas no seu quarto, lembrando de tudo que perdeu naqueles últimos meses.
Já era próximo a virada do ano, mas ela só queria deixar de existir por causa da dor que sentia, de ter sido deixada de maneira fria por Nardoni e por ter perdido seus amigos, os que faziam o seu dia mais feliz.
O que mais impressionava Riddle sobre o término, é que Eloá não ficou abalada em nenhum momento, nem no tom de voz e nada que parecesse que ela estava m*l com aquilo. Era como se ela tivesse simplesmente dito "o leite acabou", porque não tinha nada ali que demonstrasse sentimentos ou qualquer coisa do tipo. Aquilo parecia anormal para ela, por um momento ela considerou que ela poderia só parecer forte na sua frente e ter desabado como ela por trás, mas a voz de tranquilidade quando ela atendeu o celular, provou o contrário do que ela imaginava.
Natalie pensava em diversas coisas que poderiam ser feitas para conseguir reconquistar seu relacionamento com Eloá, mas ela não sabia o que fazer, nem se poderia ser eficiente. Então, mesmo se sentindo péssima e devastada, ela precisava entender que aquilo era o fim de um ciclo e que precisava retomar a sua rotina de vida, mesmo estando um caco. Não dava para entender o que tinha acontecido, já que elas tinham viajado juntas, passavam a maior parte do tempo uma com a outra e disseram que iriam se cuidar para que o tal assassino em série não pudesse fazer nada contra ela.
Não poderia ser algo normal que tenha causado aquilo, não tinha o porque daquele término, elas não brigavam, tinha uma boa conexão, uma boa conversa e tudo parecia estar indo bem. Riddle estava planejando pedir Nardoni em namoro na próxima semana, estava tentando descobrir o que ela gostaria para um encontro, assim poderia replicar e tornar um momento especial. Aquilo era ainda mais doloroso para ela, porque ela não sabia o porquê de tudo ter acabado daquela forma.
Nardoni passou o dia vendo televisão, comendo e não fazendo nada de útil, apenas pensando no que faria no próximo crime, até que recebeu uma mensagem de Bunny. O mesmo do grupo de expurgadores a qual ela fazia parte e que tinham participado juntos pouco tempo atrás.
Queria chamá-la para participar de um roubo que estava planejando no dia seguinte, durante a noite de réveillon, assim não atraiam atenção, já que as ruas estarão cheias de pessoas. Sem pensar muito, ela concordou com o plano e eles tinham dito que a buscavam na manhã seguinte, que era para ela levar roupa, uma máscara e alguma “arma”, pois eles teriam rifles de assalto caso não tivessem.
O assalto seria em um banco de médio porte, pois teriam bastante dinheiro, mas não teria tanta segurança como os outros bancos, principalmente em datas que muitas pessoas estariam na rua.
Bunny passou para buscar Eloá como combinado, eles iriam para um hotel próximo ao banco depois do assalto, assim poderiam se trocar e se camuflar no meio de todas as pessoas, para não serem descobertos e poderem aproveitar a vontade a virada de ano com muito dinheiro no bolso.
Nardoni nem precisava daquilo, pois tinha muito dinheiro em sua conta, mas queria da mesma forma, pela adrenalina e por “não ter nada melhor para fazer”. O plano foi repassado e tudo estava como o combinado, Bunny seria o líder daquele assalto. Quem estaria envolvido era B1, B2, Mask, Bunny, Bear, Bunny e Eloá, conhecida por eles como Kiss. Tudo estava pronto, armas carregadas, bolsas separadas, roupas prontas e de fácil acesso para que eles pudessem vestir quando chegassem do assalto.
Ficou combinado que não haveria morte, pois não queriam atrair a atenção e ter tudo interrompido por policiais, televisão e tudo mais, assim estragaria a noite que eles tinham planejado, que era beber à vontade com o dinheiro que eles tinham roubado. Mesmo contra sua vontade, Eloá concordou e se arrumou, ficou no celular por mais um tempo até que desse a hora que eles sairiam.
No horário combinado eles saíram, com as armas nas bolsas, roupas claras como de outras pessoas e de um a um foram entrando no banco para não causar pânico e nem levantar suspeita do guarda que estava trabalhando naquela noite. Eles já tinham acesso às câmeras de segurança do local, então colocaram a imagem para repetir por horas, assim não teria nenhuma prova nas câmeras que pudesse ajudar a polícia a encontrá-los.
Já dentro do local, cada um seguiu para um caixa e Eloá foi até o segurança, disse que precisava usar o banheiro e o mesmo disse que não poderia levá-la lá dentro, mas ela sussurrou algo em seu ouvido, o fazendo concordar e abrir a porta para que ela pudesse “usar o banheiro”.
Nardoni entrou, colocou sua máscara, luvas, carregou sua arma com um pente novo e saiu, já com a arma na cabeça do segurança que estava de costas para o banheiro, olhando os outros “clientes” do lado de fora.
- Eles pediram um assalto sem morte, mas se você tentar fazer qualquer coisa, seja chamar ajuda ou atirar, eu vou ter todo o prazer de estourar a sua cabeça e mandá-la para a sua esposa. - Nardoni disse com a arma encostada na cabeça do homem. - Me dê a sua arma e tudo ficará bem, você vai apenas assistir o meu grupo roubando seu trabalho e vai permanecer de bico calado. Sei onde você mora, sei sobre sua família e até mesmo onde seu filho Jonas estuda. Acho que você não vai querer que eu faça uma visita, certo? - ela fazia pressão psicológica com o guarda, que logo tirou a arma de seu cinto e a entregou para Eloá
- Eu não vou fazer nada, mas por favor não me mate e nem vá atrás da minha família. Só aceitei esse trabalho porque preciso levar comida para dentro de casa, então por favor, não faça nada comigo. - o guarda implorou colocando suas mãos na cabeça, começando a chorar
- Então seja um bom garoto, sente-se e aprecie o show. - Nardoni o empurrou para uma das cadeiras no interior do banco, fazendo com que ele assistisse como Mask, Bear e Bunny abriam de uma forma “mágica” os caixas. Assim eles tirariam o dinheiro sem estrago nos caixas eletrônicos, sem disparar os alarmes e poderiam sair dali com o dinheiro limpo, sem nenhuma mancha.
- Vou ser uma pessoa tranquila, toma aqui 200 dólares para comprar um presentinho para a sua esposa e seu filho. Diga que foi um presente porque você é um homem corajoso. - Eloá disse tirando duas notas do bolso, colocando no uniforme que tinha a identificação Kevin Warren - Agora, eu prometi não m***r você, mas não vou conseguir sair daqui sem te deixar apagado. Bons sonhos Warren.
Nardoni disse dando uma coronhada em Kevin, desmaiando o mesmo nas cadeiras que tinha ali. Arrumou seu corpo nas cadeiras e colocou sua arma novamente no cinto, pegou a chave para trancar a porta que o mesmo tinha aberto minutos antes, o trancou lá dentro e jogou a chave para dentro do cômodo, para que ele não ficasse preso.