📓 NARRADO POR RAFAEL “TOURO” Eu segui o Rey até a sala como quem caminha para o abate. Cada passo meu fazia um barulho que o universo amplificava de propósito só pra aumentar minha pressão. Rey não falou nada no caminho. Só andou. Pesado. Firme. Com aquela postura de homem que já lutou contra a vida e venceu e que, se quisesse, poderia me vencer também com um peteleco. Ele parou no centro da sala. Virou devagar. Me encarou por longos três segundos. Eu devolvi o olhar por… nenhum. Baixei a cabeça na hora. Instinto de sobrevivência. — Rafael. — ele começou, a voz baixa mas mais perigosa que grito. — Tu sabe por que eu te chamei aqui? Eu tentei pensar numa resposta inteligente, madura, racional. O que saiu da minha boca foi: — Eu… espero que não seja pra morrer… senhor. Rey

