capitulo 163

1229 Palavras

📓 NARRADO PELA CORONEL MIRELA (“a hora em que eu subi na boca achando que controlava alguma coisa”) O cheiro veio antes dele. Cheiro de pólvora fria, cigarro de alguém lá fora, café r**m, e homem. Homem perigoso. Homem que não abaixa a cabeça. Homem que deveria me dar nojo. Mas que, por algum motivo fisiológico que eu ainda não consegui arrancar da pele, mexia na minha espinha como se tivesse acesso a códigos internos meus. Eu subi cada degrau daquele morro com a postura reta, o queixo erguido, a respiração firme. Nada no meu corpo indicava medo. Nem hesitação. Nem… o resto. Aquele resto desprezível que eu queria esmagar com a bota: o fascínio. O tal Zico me anunciou e sumiu como quem foge de tigre. Entrei. A sala era úmida, apertada, cheirava a território masculino e poder

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