capitulo 138

1308 Palavras

📓 NARRADO POR MANU SANTANA (continuação — “sossego de mãe é cura que ninguém entende”) Assim que meu pai saiu atrás da Lívia resmungando igual velho rabugento a casa voltou a ficar daquele jeito que eu mais amo: silêncio de amanhecer, cheiro de café, paz que só existe dentro do abraço de quem te criou. Minha mãe me puxou pelo braço com a maior naturalidade do mundo. — Vem, minha filha. Senta comigo um pouquinho antes que comece a bagunça. A gente se jogou no sofá antigo, o mesmo que eu cresci assistindo novela grudada nela. Ela ajeitou a almofada atrás das costas, esticou as pernas, respirou fundo… E me olhou. De verdade. Com aquele olhar que atravessa a alma, o coração e até o que eu escondo atrás da língua. — Eu tava com saudade tua, Manu. — ela disse, baixinho, como quem con

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