📓 NARRADO POR MANU SANTANA A porta m*l tinha encostado quando uma voz conhecida aquela que acalma até terremoto estourou do corredor: — MINHA PRINCESINHA! Eu não tive nem tempo de respirar. Minha mãe surgiu igual furacão doce: cabelo preso às pressas, avental florido, chinelo batendo no chão, e aquele olhar que me desmonta desde que eu usava maria-chiquinha. Eu larguei tudo. Tudo. Mala, aflição, saudade, mundo. Corri pra ela. E ela correu pra mim. Quando ela me abraçou… pronto. Meu corpo lembrou o que era paz. Cheiro de café, sabonete de coco e casa limpa o pacote completo de mãe Santana. Ela me apertou tanto que eu quase virei parte do pulmão dela. — Meu Deus, Manuela! Tu demorou uma VIDA pra vir me ver! — ela reclamou no mesmo tom em que beijava minha testa. — Eu já tava ac

