capitulo 109

1136 Palavras

🔥 NARRADO POR MANU O ar da manhã vinha cortando meu rosto como navalha molhada. Cada rajada parecia querer arrancar de mim os últimos vestígios do que tinha acontecido minutos antes. Meus músculos ainda vibravam não era metáfora; era tremor mesmo, pulsando em ondas, lembrando cada toque, cada mordida, cada comando sussurrado no ouvido como se ele tivesse marcado meu corpo com brasas invisíveis. A jaqueta de couro do Touro pesava nos meus ombros como uma sentença. Cheirava a terra, a estrada quente, a fumaça velha de motor e… a ele. Era tão dele que parecia que eu estava vestindo a pele de um animal que ainda respirava no meu pescoço. A moto descia o caminho escondido do morro com aquela pressa silenciosa de quem sabe que a luz do sol não é só um relógio é um risco. A madrugada era cúm

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