CAPÍTULO 11 - REVIRAVOLTA

3543 Palavras
KAYLA WILLIAMS Encarei meu corpo no espelho e suspirei. Eu ainda me sentia pesada, mas já não aguentava mais ficar presa no quarto de hóspedes das minhas cunhadas. Faz uma semana desde que a casa da minha mãe explodiu e o meu filho desapareceu. Uma busca minuciosa está sendo feita na cidade, o departamento de trânsito garante que ninguém com as características de Jakob saiu da cidade. A cidade não é tão grande assim, já deviam ter encontrado ele. Encarei os pontos secos e quase cicatrizados na minha barriga, notando que a pele daquele lugar estava repuxada. Tinha um ser vivo crescendo dentro de mim e eu não tinha tempo pra pensar nisso, para amá-lo. Não tive tempo nem pra avisar ao pai dele que ele está aqui. Olhei para Bruce. Ele dormia tão profundamente que chegava a dar pena de acordar. Acho que, desde o meu acidente, essa é a primeira vez que ele consegue dormir uma noite inteira, sem interrupções. Pensei em acordá-lo neste exato momento e contar que o filho dele está dentro de mim, crescendo e se fortificando cada vez mais. Não consegui. Bruce está paranóico, está se sentindo culpado por tudo de r**m que vem acontecendo. Se eu jogar essa responsabilidade nos ombros dele agora, é capaz dele entrar em combustão e declarar guerra publicamente a sua esposa supostamente morta. Precisamos achar essa mulher. — Eu vou trazer seu irmão de volta. — sussurrei Vesti a blusa e me deitei ao lado de Bruce por mais alguns minutos, me permitindo observá-lo dormir. Onde o Jakob está? Na mesa de cabeceira, o celular dele vibrou com a chegada de uma mensagem de um número desconhecido. Saí da cama e peguei o celular, abrindo a mensagem. HEAVEN’S GATE É UMA CIDADE TEDIOSA, ME ESCONDER DE VOCÊ TEM SIDO TORTUOSO FOI O OLYMPUS QUE TE FEZ SE APAIXONAR POR ELA? ENTÃO SERÁ NELE QUE NÓS IREMOS NOS RECONECTAR TE ESPERO LÁ Franzo o cenho e apago a mensagem, saindo do quarto devagar. No quintal dos fundos, abro meu laptop e pesquiso no Google sobre os detalhes do caso Elizabeth Carter, olhando atentamente às imagens. Aparecem imagens das vigílias que foram realizados por vizinhos, cartazes do povo exigindo que Bruce fosse preso e outras barbaridades. Se ela está com o meu filho, isso acaba hoje. Eu vou resolver isso. *** — Dois pontos meus caíram essa noite. — comento enquanto vejo Bruce comendo cereal Às vezes ele se alimenta feito um menino de doze anos. — Isso é bom, não é? — franze o cenho — Isso é ótimo. — Susan ri ao beber um gole de café — Você não vai voltar ao hospital, Kayla? — Martha me encara e eu sei exatamente sobre o que ela está falando — Tenho um filho perdido no mundo real, precisando de mim. — respondo O que está aqui dentro está salvo. Ninguém pode tirá-lo de nós. Minha prioridade é Jakob. — Eu preciso que você se cuide. — Bruce segura minha mão — Eu te prometi que trarei o Jakob pra casa, são e salvo. — me olha nos olhos — Nem que só volte ele. — Que tal os dois voltarem, hã? — Martha encara o irmão, que abaixa a cabeça — Sim. — concordo — Eu não aguento mais perder ninguém. Ficamos em silêncio até o fim do café da manhã, quando Bruce se levanta e checa o celular. Ele parece desapontado por não receber nenhuma mensagem ou ligação. Eu sinto meu coração acelerar. Eu devia avisá-lo sobre a mensagem. — Vou até o distrito, perturbar a Jones e o Stone. — ele se inclina na minha direção e me dá um beijo na boca — Não perca a fé, ok? — Eu vou tentar. — murmuro o encarando — Não faça nada de e******o. — Eu vou tentar. — imita e dá um sorrisinho de lado — Amo você. — Amo você. Bruce sai de casa depois de se despedir da irmã e da cunhada com um abraço em cada uma. Eu ajudo elas a arrumar a mesa e converso sobre fazer uma visita ao pessoal do Olympus. Elas não se opõem e se oferecem para me darem uma carona até lá, enquanto vão ao mercado. Tudo continua igual no clube, exceto pela queda no movimento. Segundo Khloé, os clientes estão com saudades de mim e não vêem a hora do meu retorno. Honestamente, nem se minha vida estivesse boa eu saberia se iria voltar. Eu venho juntando dinheiro há tanto tempo, não posso dançar aqui pra sempre. E agora outra vida depende de mim, além de Jakob. Minha mãe não pode me ajudar mais. A noite caiu e eu até me distraí, vendo as meninas se arrumarem para o show. Bruce viria me buscar depois, quando meu plano já tivesse dado certo. — Kira, eu preciso da sua ajuda. — sussuro ao ver a segurança da boate retocando o batom — O que você precisar. — me olha — Eu faço. É perigoso, mas se tem alguém que possa me ajudar agora, esse alguém é a Kira. BRUCE CARTER Estranhamente, meu celular não vibrou hoje. Nenhuma mensagem foi recebida. Nem como provocação, nem como ameaça. Nada. Passei o dia sendo parceiro da Jones. A perícia acredita que a explosão ocorreu graças a uma bomba caseira que foi explodida dentro do quarto de Jakob, provavelmente colocada lá pouco antes do menino ser tirado de casa. A pergunta é, por que tirar Jakob de lá? Seria Elizabeth tão sádica ao ponto de obrigar Kayla a me trocar pelo filho? Seria! — Como ela está? — Jones perguntou quando chegamos ao estacionamento do distrito — Eu não sei dizer. — coço a barba — Hoje ela saiu de casa, está no Olympus vendo as amigas, mas eu sei que se sente impotente por não conseguir encontrar o filho e culpada pela morte da mãe. — Bruce, sejamos sinceros um com o outro. — Magdalene estreita os olhos — Sem Hastings por perto pra te intimidar, sem Stone pra aliviar sua barra. Só você e eu. Lá vem, já vi isso antes. É agora que eu viro suspeito. — Você realmente acredita que as mulheres do seu passado não tenham nada com isso? —me encara Como assim, as mulheres do meu passado? Elizabeth foi a única psicótica. — O que? — franzo o cenho — Bruce, acorda! — estala os dedos perto do meu rosto — A sua esposa está desaparecida há uns dois anos, você foi o alvo dessa investigação por meses, suspeito de matá-la e, agora, a sua namorada teve os freios do carro sabotados, quase morreu numa ribanceira, perdeu a mãe em um incêndio criminoso e está com o filho desaparecido. Cá entre nós, Bruce, Kayla não é o alvo dessa vez, assim como Elizabeth pode não ter sido o alvo antes. — Sim, Elizabeth não era o alvo. — suspiro Ela não pode ser alvo de um ataque, porque não houve ataque nenhum. Ela armou isso. — Então assume que também desconfia de Ashley Dunne? Espera. O que? — O que? — franzo o cenho — Ashley Dunne, a mulher que misteriosamente sofreu um acidente de carro similar ao de Kayla, fraturou o baço, a bacia e perdeu parcialmente os movimentos das pernas. — me encara — Ela foi sua primeira amante, certo? Vocês estavam apaixonados. Parcialmente? — O que? — pergunto de novo — Ha! Não. — dou uma risada sarcástica — Ashley é uma mulher centrada, jamais faria isso. — Então por que o departamento de trânsito marcou sua passagem pelo pedágio da cidade, meses atrás? — ergue uma sobrancelha — Por que a chefe da Kayla encontrou o irmão dela, seis meses atrás? Por que, Bruce? Ashley? — Não é possível. — me n**o a acreditar — Elizabeth. Ela é a doente por trás disso tudo. Ela sabotou o carro da Ashley e causou tudo isso. Ela franze o cenho, enquanto me encara. — Bruce, por que acha que a Hastings tá aqui? — Porque ela m*l pode esperar pra me prender por uma coisa que eu não fiz. — reviro os olhos — Preste atenção. — me olha séria, apoiando as mãos nos meus ombros — Uma equipe foi até o endereço de Ashley e somente a mãe dela foi encontrada lá. Ela não vê os filhos há sete meses, disse que estão viajando pelo país. Eles não foram vistos em lugar nenhum, a não ser no pedágio da cidade. São eles, Bruce. Não! Não pode ser! Meu celular vibra, chamando a atenção de Jones. Eu seguro o mesmo, vendo que se trata de Kira Johnson, a segurança do Olympus. ALGO ESTÁ PARA ACONTECER VENHA PARA O OLYMPUS KAYLA TEM UM PLANO Franzo o cenho e uma mensagem de um número desconhecido chega. NOS VEMOS EM BREVE, NÃO ESQUEÇA SUA MÁSCARA Máscara? De repente algumas coisas me vêm à mente. O modo como se referiu a si mesma como minha “princesa” na mensagem do hospital, a mulher cadeirante que Rebecca cuidou após um furto sem pé nem cabeça, as mensagens que Kayla recebeu há uma semana, o modo como fala comigo. Elizabeth nunca foi do tipo “dengosa”. — Isso é sobre o Olympus. — Jones me encara — m***a! — resmungo — Kayla quer enfrentá-la sozinha. — Eu preciso de unidades à paisana cercando o Olympus Club. — Jones diz em seu celular — Agora! — me olha — Bruce, eu não posso deixar você ir até lá. — Eu não tô pedindo permissão. Eu preciso salvar a minha mulher. *** — Se você entrar, pode estragar tudo. — Andrew me olha — Se ela marcou comigo e a Kayla veio no meu lugar, então ela é quem corre perigo. — digo — Kira disse que a Kayla mostrou uma foto da Elizabeth pra ela e disse que, se ela passasse, que era pra avisar. — Você finalmente convenceu a Kayla de que é a Elizabeth e agora a Jones acha que é a outra? — Andrew suspira — Qual é o problema com as mulheres da sua vida? Você tem mel ou algo do tipo? — A minha mulher corre perigo, minha sogra morreu e meu enteado sumiu. — o encaro — Quer mesmo fazer piada agora? — Foi m*l. — faz careta — Foi o que pensei. — Carter, eu vou colocar uma escuta em você. — Jones se aproxima — Você entra e fica de olho em quem aparecer primeiro. Eu vou estar aqui fora, com a equipe tática, cercando tudo. Aconteça o que acontecer, não reaja. Isso precisa dar certo para acharmos o Jakob e mantermos Kayla viva. — Ok. Depois de me equipar, entrei no clube notando que ele não estava tão cheio quanto costumava ficar, antes da licença de Kayla. Reconheci os rostos de alguns empresários e até mesmo o de Laura, a mulher que gostava de pagar para que Kayla conversasse com ela. Ela já deixou claro que não vai com a minha cara. Acho que tinha esperanças com Kayla. Vasculhei cada canto possível do clube e, depois de garantir que estava tudo bem, decidi ir até o segundo andar, no escritório de Khloé. Eu precisava saber por que ela se encontrou com o irmão de Ashley e por que aceitou o dinheiro para entregar aquele cartão de memória. Ainda do lado de fora da sala, apesar da música alta do clube, pude perceber que tinha algo muito errado acontecendo. Puxei a blusa, escondendo a arma que está na minha cintura e abri a porta, entrando e me surpreendendo. — Bruce! — Kayla exclamou sentada no sofá, com uma arma apontada para si — Faz alguma coisa, Carter! — Khloé berrou Não consegui. Eu estava paralisado demais. KAYLA WILLIAMS — A gente pode conversar? — encarei Khloé, ao me sentar na cadeira diante de sua mesa — Claro. — ela me olha — Eu preciso dizer que estou preparando um show enorme para o seu retorno. Tenho fé que seu filho será encontrado e você logo vai se recuperar disso tudo. Isso é sério? Eu ainda estou de luto pela minha mãe. — Khloé, é sobre isso que eu queria falar com você. — suspiro — Eu acho que não vou voltar. Um minuto de silêncio e tensão. — O que? — franze o cenho — Eu não vou voltar. — Tá brincando, né? — me encara — Isso é coisa desse seu novo namorado? Seis meses e você acha que ele é o amor da sua vida? — O que? Não! — franzo o cenho — Khloé, o ligamento do meu joelho está fodido, eu operei o baço, quase morri, explodiram a minha casa, mataram a minha mãe e sumiram com o meu filho. Você realmente precisa de mais motivos? — Eu estou te dando uma licença remunerada, criatura! — mexe as mãos — Do que você está reclamando? — Eu adoro dançar, cantar, amo o Olympus e tudo o que o clube me deu, mas eu não posso fazer isso pra sempre. — tento argumentar — Eu tenho um bom dinheiro guardado, tenho crédito na praça. Eu não tenho mais a minha mãe pra me ajudar, preciso cuidar dos meus filhos! — Filhos? — me encara — Não me diga que foi burra o suficiente pra engravidar. — Isso não é da sua conta. — a encaro — Meu Deus, será que você não entende? — arregala os olhos — Você chegou em Heaven’s Gate sem nada e agora você tem um apartamento no seu nome, um terreno na Reserva, dinheiro no banco, seu filho tem os melhores tratamentos e a melhor escola. O Olympus deu tudo isso a você. Eu dei tudo isso a você! Não jogue sua independência pela janela por causa de um homem que você nem bem conhece e que pode ter matado a própria esposa! Matado a própria esposa? — O que você sabe sobre isso? — franzo o cenho — Sei que ele é um maluco e que você pode estar correndo perigo. Alguém bate na porta. — Entra! Eu me levanto, decidida a descer, mas quando me viro e vejo quem entra, meu coração dispara. Um homem alto está com um revólver na mão. — Você? — Khloé arregala os olhos Quando ele entra, uma mulher surge atrás dele. Mancando, ela sorri ao me ver e eu estreito os olhos tentando me lembrar. Eu a conheço de algum lugar, mas não sei de onde. — Kayla Williams? — pergunta ao me olhar — Ashley Dunne. É um prazer finalmente te conhecer. — Você… — franzo o cenho — Você é a… — Amante. — diz — Sim, o amor da vida dele. — fecha a porta atrás de si — Eu não entendo. — digo confusa — Por que não senta? Hesito. — Senta aí. — o cara aponta o revólver pra mim Devagar, me sento no sofá do escritório e mantenho as mãos em um local visível. — Você não ficou paralítica? — pergunto — Mais ou menos. — mexe a cabeça e levanta o vestido longo que usa, mostrando uma prótese mecânica em cada perna — Aquele acidente fodeu meus joelhos. A vaca da Elizabeth sabia exatamente o que fazer. Já eu, falhei com você. Ela sabotou o meu carro? — Espera, o que? — a encaro — Eu bem que tentei fazer igual, mas você teve sorte. — explica — Devia ter se afastado dele quando viu o cartão de memória. — Ela te deu o cartão? — encaro Khloé — Não, ele. — ela diz com as mãos erguidas, em rendição — Por que, Khloé? — Foi só achar a quantia certa, meu bem. — o homem me olha, ainda com o revólver apontado pra mim — E fingir que eu era um dos seus muitos admiradores. Isso não faz sentido nenhum. — Meu Deus. — ofego — O meu filho, cadê? — encaro os dois — Uma coisa de cada vez, querida. — ela sorri pra mim — Eu não queria ver você, queria ver o Bruce. — Você é doente! — Assim você me magoa. — faz bico A porta do escritório se abre e Bruce arregala os olhos ao dar de cara com o seu passado. — Faz alguma coisa, Carter! — Khloé grita É como num filme. Em um passo rápido, o cara me segura pelo pulso, me puxa e põe a arma contra a minha cabeça, me mantendo colada ao seu corpo. Isso parece funcionar como um gatilho para Bruce, que saca sua arma e a aponta para o cara. — Não quer fazer isso, quer amor? — Ashley pergunta — Não quer arriscar a vida dela. Seja um herói. Bruce me encara, os olhos assustados, as mãos trêmulas. Ele parece estar tentando bolar alguma estratégia, tentando achar uma saída. Sua mira passa a ser Ashley. — Ah, agora ficou interessante. — Ashley sorri — Olha só no que você se transformou, Bruce. Disse que gostava de mim, que estava apaixonado, mas está disposto a atirar em mim por ela. — ela parece enojada — Bem que a minha mãe falou que não se deve confiar em homens. — Ashley, deixa ela ir. — ele tenta negociar — E agora você quer salvar a vida dela. — ela sorri com lágrimas descendo de seus olhos — Não! Não acredito que esqueceu tudo o que vivemos, quando você precisava escapar da esposa frígida e maluca que tinha em casa. — Ashley, pede pro Owen abaixar a arma. — tenta manter a calma — Vamos conversar. — Você me esqueceu como se eu não fosse nada. — franze o cenho o encarando — A sua mulher me colocou numa cadeira de rodas e você não fez nada. Você me deixou! — Eu salvei a sua vida! — Bruce grita de volta — Se aquilo continuasse, você estaria em um caixão. — Aquilo? — faz careta — É assim que você se refere ao nosso amor? Você é um m***a, Bruce! Não teve culhões pra enfrentar sua mulher e olha quantas vidas você destruiu. Seu covarde! — Eu sou um covarde. — assume — Faço o que posso pra evitar conflitos, principalmente com as mulheres, mas o que eu posso fazer, hein? Eu sou assim! — Consequências do passado. — ela dá de ombros — É consequência do passado. — confirma — Agora deixa ela sair e vamos resolver isso sozinhos. Eu vou com você e você libera o Jakob. Pensar em Jakob em perigo me destrói o coração e pensar que, de qualquer forma, eu saio perdendo, me machuca ainda mais. — Bruce! — o chamo — Vai ficar tudo bem, Kayla. — ele me olha — Me desculpe por trazer isso pra sua vida. — Eu posso virar um fantasma e vocês nunca mais vão me encontrar, Bruce. — Ashley sorri — Olha tudo o que eu fiz em silêncio, até agora. — Entrega o menino e eu vou com você. — Bruce insiste — Eu te dou a minha palavra. — E a sua palavra vale? — ela debocha — Ashley! — ele apela — Que loucura toda é essa? — ouço Khloé resmungar, assustada — O clube está cercado, vocês não vão sair daqui sem a minha ajuda. — Bruce diz e Ashley troca um olhar com o rapaz, Owen, preocupada Silêncio e tensão. — É pegar ou largar, Ashley. — Bruce insiste — E aí? Encaro o homem que eu amo e ele não hesita, está firme em sua posição. Eu não consigo acreditar no que está acontecendo. — O clube está mesmo cercado? — Ashley pergunta — Está. — Preciso do seu celular. — Pra que? — Você quer o garoto, não quer? — ela o encara — Me dá o seu celular. O cara aperta ainda mais o braço ao redor do meu pescoço e eu sinto o cano frio do revólver escorregar levemente pela minha têmpora suada. Bruce tira o celular do bolso e o desbloqueia. — Liga pra quem quer que esteja lá fora e explica o que vai acontecer. — ela dá as ordens — Você vai sair daqui comigo, mas se alguma coisa acontecer, se alguém nos seguir, a casa da sua irmã vai pelos ares. Bruce franze o cenho. — O que você fez com a Martha? — ele pergunta preocupado — Ela e a esposa têm um sono bem pesado, foi fácil colocar uma das bombas caseiras lá. — ela sorri — Vamos, Bruce. Liga! Bruce volta a tremer enquanto disca o número de alguém. — Fala, Carter. — reconheço a voz da detetive Jones — Eu tô com os irmãos Dunne aqui. — ele diz — Ela vai nos dizer onde Jakob está e eu vou sair daqui com eles, sem ninguém seguindo. — Sabe que eu não posso deixar você fazer isso. — Eles vão explodir a casa da Martha e da Susan. — ele diz e engole seco, nervoso — Me dê a sua palavra, Jones. Alguns segundos de silêncio se seguem. — Ok, Bruce. — ela cede — Vamos fazer desse jeito. Merda! Onde é que está o meu filho?
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