Pitbull Depois que Karine saiu, fiquei alguns segundos parado no quarto, respirando fundo. Tentei afastar da mente o peso da expressão dela – o olhar de medo e frustração que me acompanharia por horas. Mas nada adiantava. Peguei a chave do carro e saí. O caminho até a boca foi silencioso, minha mente só girando em torno do mesmo objetivo: a carga que tinha sido interceptada. Oliveira ia pagar por isso, custe o que custar. Não podia pensar em nada mais – nem em Karine, nem na minha filha, nem nas consequências. Cada segundo desperdiçado em culpa era um segundo a menos pra planejar a retaliação. Me movi pelo espaço, conversando com cada aliado, distribuindo funções, traçando estratégias. Cada detalhe contava. Cada passo errado podia significar fracasso. Mas eu não podia falhar. Não dessa

