Eduardo/Oliveira Deixei a garrafa de uísque na mesa de centro e me encostei no sofá, tentando digerir tudo o que Cobra tinha acabado de me soltar. Eduardo: Tua filha já tá envolvida no bagulho, não quero machucar ela – falei, ainda com a voz firme, mas no fundo a mente já rodava a mil. Cobra tragou o cigarro devagar e soltou a fumaça com calma, como se cada palavra dele já tivesse sido pensada mil vezes. Cobra: Por isso mesmo, Eduardo. Ela não sabe o que tá rolando por aqui, nem sabe que eu e a mãe dela não tamo mais junto. E sabe por quê? Porque eu voltei a me envolver no tráfico, no crime, com a droga. Agora, como eu sei que ela tá com o Pitbull, tu vai ser minha isca. Aquelas palavras pesaram nos meus ouvidos. Ser isca nunca foi o meu estilo, mas no fundo eu sabia que Cobra não ace

