Karine Entrei pela porta, ainda com o coração disparado. Antes que eu pudesse pensar, Eduarda veio na minha direção, me envolvendo num abraço apertado. Eduarda: Meu Deus, você tá bem? Graças a Deus, Ká! Cadê o meu irmão e o Natan? Eu tentei controlar a voz, mas ela falhou. A verdade do que eu tinha visto me esmagava por dentro. Karine: O Victor... ele... eu acho que tá morto, Eduarda. Eu vi... o tiro acertando ele. O rosto da Eduarda mudou imediatamente. Os olhos se arregalaram, e ela quase perdeu o equilíbrio, segurando meu braço. Eduarda: O QUE? Chorei, sem conseguir segurar mais. A dor não era só emocional, era aquela mistura de medo e impotência, de não poder fazer nada. Karine: Eu... tá doendo aqui. — Levei a mão ao peito, sentindo o aperto do desespero, soluçando. Eduarda co

