Capítulo 3

2113 Palavras
Collin Ultimamente a vida não tem me dado uma trégua. Ter uma empresa do porte da Campbell Technology exige muita responsabilidade, especialmente quando há pessoas te rodeando como urubus em cima de uma carniça, tentando tirar de você aquilo que você mais lutou para alcançar. Tem pessoas de todos os lados fazendo o possível para conseguir me tomar a empresa. Confesso que às vezes isso cansa e dá vontade de jogar tudo para o alto, desistir de tudo, mas não posso fazer isso, há muita coisa em jogo. Como se não bastasse tudo isso, estou sem secretária e, estou há uma semana tentando conseguir alguém que esteja à altura da empresa ou que pelo menos entenda o mínimo do ramo em que lidamos. Visto que as últimas só me deram dor de cabeça, porque não sabiam absolutamente nada sobre tecnologia e nem se dedicavam a aprender, então demiti a última que não durou mais de três meses. Agora preciso urgente de uma substituta. Isso resultou em um grande problema, pois, enquanto não consigo alguém, nossa recepcionista tem se desdobrado em mil para me ajudar nessa missão. Sou tirado dos meus devaneios com batidas na porta da minha sala. — Entre. — peço sem deixar de encarar os papéis em minha mesa. — Desculpa atrapalhar, senhor Campbell — a voz de Zoe, nossa diretora de recursos humanos, me faz levantar a cabeça — Mas trago boas notícias. — ela sorri e se aproxima de minha mesa. — Prossiga... — meneio levemente a cabeça. — Finalmente temos candidatas ao cargo de secretária e um dos currículos me pareceu bastante interessante. — ela clica em seu tablet e me mostra. — Hum... Parece muito bom, contudo, apesar da belíssima formação, é inexperiente, o que me dá uma certa preocupação. — após ouvir minha resposta, Zoe solta um longo suspiro, parecendo frustrada. — Senhor, entendo seu ponto de vista, mas lembre-se de que quando cheguei aqui, também era inexperiente... Mesmo assim, você viu algo bom em mim e me deu uma chance. Além disso, essa é a única que me parece estar bem preparada para trabalhar conosco. — Zoe comprime os lábios. Respiro fundo e retiro os óculos que uso para leitura. Mesmo não querendo arriscar e dar o braço a torcer, sei que ela tem razão. — Tudo bem, mas ela terá que passar por todo o processo como qualquer outra pessoa e só será aceita caso se mostre eficiente. Estamos entendidos? — ela tenta conter um sorriso. — Como quiser, senhor. Entrevistarei todas as candidatas amanhã mesmo. Precisa de mais alguma coisa? — Não, Zoe. Está dispensada, tenha uma boa noite. — sorrio sem mostrar os dentes. — Boa noite, senhor. — se direciona a saída. Verifico as horas em meu computador e percebo que já é hora de ir embora. Estou de cabeça cheia e tudo que eu queria era me esbaldar na noitada com o Jason, meu melhor amigo, mas infelizmente isso terá que esperar, já que o ordi.nário está numa viagem de negócios e só retorna amanhã. Ele é dono de uma das maiores boates de Nova Iorque e com o tempo nos tornamos sócios. Então sempre que há algo para resolver, ele vai, pois, raramente posso abandonar minha empresa para fazer qualquer coisa que não esteja relacionada a ela. Ou meu pai me mataria. Falando no d***o, meu celular toca em cima da mesa e ao pegá-lo, vejo o nome dele no identificador de chamadas. Deslizo a tela e atendo. — Fala, vaga.bundo! Pensei em você agora. — sorrio de canto. — Nossa! Já está com saudade, amorzinho? — reviro os olhos com sua palhaçada. — Não fo.de, Jason. — estalo a língua na boca, impaciente. Escuto a risada dele do outro lado da linha. — O que tá rolando? — pergunta após parar de rir. — O mesmo estresse de todo dia. Acredita que ainda não conseguimos uma secretária? Estou a ponto de enlouquecer. — passo a mão no rosto e suspiro pesadamente. — Relaxa, cara. Amanhã chego com novidades maravilhosas e vamos nos acabar na boate. Enquanto não chego, você acalma seus nervos com algum de seus casos de uma noite. — É o que temos para hoje... — sento de forma mais relaxada, encostando no recosto da cadeira. — Se importa de me buscar no aeroporto? — Sabia que tinha um interesse por trás dessa ligação. — Pode ou não, por.ra? — dou uma risada nasal, porque paciência não é uma das virtudes do Jason. — Ok, eu vou. Que horas você embarca? — batuco a caneta na mesa. — Às sete. — Tudo bem, está ficando tarde, até amanhã. — Nossa! É assim que trata seu melhor amigo? — reviro os olhos com o drama dele. — Tchau, Jason. — escuto a risada dele e encerro a ligação. Antes de sair da empresa, penso em ir para casa, mas ficar sozinho não é meu ponto forte, pois, toda vez que estou sozinho, aquelas malditas lembranças vêm me atormentar. E apesar do cansaço extremo, não tenho conseguido dormir bem nos últimos meses. O que me leva a fazer algo que eu realmente não queria... Quando dou por mim, já estou ligando para um dos meus casos, o melhor deles. — Olá, Collin. A que devo a honra de sua ligação? — a voz dela soa sedutora. — Que tal sairmos hoje? Relembrar os velhos tempos... — minha voz soa mais rouca do que o normal, propositalmente. — Vou com você em qualquer lugar, gato. — tenho vontade de revirar os olhos. Essas mulheres são tão fúteis, não é preciso muita coisa para ganhá-las. Basta ter uma conta recheada, ser conhecido e aclamado pela mídia e elas caem aos seus pés. — Te pego às oito. Até mais. — não espero por resposta e desligo a chamada. Sei que procurei por ela, mas verdade seja dita que minha única intenção com isso é uma boa tran.sa e nada mais. Após isso, organizo minha mesa, pego a chave do meu carro sobre a mesa e sigo até o estacionamento, com destino ao apartamento da Julia. (...) Paro em frente ao prédio, mas não subo, envio mensagem avisando que cheguei e sem demora, vejo a belíssima imagem da magnífica loira de olhos azuis passar por aquelas portas. A Julia é meio chatinha, porém, vale o esforço, porque ela é uma das melhores fo.das que já tive até hoje. Saio do carro e ando até o lado do passageiro para abrir a porta para ela. — Sempre cavalheiro... — ela comenta ao se aproximar de mim. — Faço o que posso — curvo os lábios em um sorriso sexy — A propósito, você está maravilhosa. — levo a mão dela aos meus lábios e beijo o dorso. Ela usa um vestido preto, com um pouco de brilho, ele vai até um pouco acima do joelho e tem uma fen.da pequena em cada lado. Assim como seu decote bem exuberante, que te faz querer cair de boca naquelas maravilhas montanhosas. — Obrigada. Mas espero não estar usando nada ao final dessa noite. — pisca para mim antes de entrar no carro. Essa é a parte que eu mais gosto nela, Julia sabe bem quais são as minhas intenções, então não preciso fazer muita coisa para tê-la em minha cama. Fecho a porta, entro no lado do motorista e dou partida, indo ao lugar que pensei para essa noite. (...) Ao chegar no local, estaciono o carro e descemos. Essa noite escolhi um bar novo que abriu na cidade e eu estava bastante curioso em conhecer. Passamos pela porta e percebo que fiz uma excelente escolha, o lugar é perfeito, bem aconchegante. Repentinamente sinto-me ser observado, uma sensação bem estranha, pois, nunca vim aqui antes, então acredito que não conheço ninguém que está aqui ou que frequenta o lugar. Decido olhar ao redor e vejo que não estava errado, meu olhar cruzou com o de uma mulher tão linda, que me fez perder o ar instantaneamente. Uma morena de olhos castanho-claros, meio esverdeados. Seus cabelos negros com algumas ondulações, iam até um pouco acima da cintura. Os lábios carnudos chamativos. O corpo... Que corpo! Mesmo estando sentada, dava para perceber suas curvas avantajadas. Um arrepio percorre meu corpo e sinto meu pa.u se animar um pouco, porém, preciso me controlar, porque estou acompanhado. Passo a língua nos lábios e continuo andando, indo sentar. Ao virar-me, sorrio de lado sem mostrar os dentes. Aproveitamos bem o tempo, mas por alguma razão, eu não conseguia parar de encarar aquela mulher. Isso já estava passando dos limites, porque em razão disto, comecei a perder o interesse pela Julia. Justo hoje que eu precisava extravasar... — Então, o que iremos beber? — Julia me tira do transe, enquanto segura o menu com as opções de bebidas e alguns petiscos. — É... — lhe respondo meio desconcertado. — Algum problema? — ela franze o cenho. — Não, está tudo bem. — forço um sorriso. — O que iremos beber? — Julia arqueia as sobrancelhas. — Seja o que for, preciso de algo forte. — engulo em seco, tentando não olhar na direção daquela mulher, que parece me puxar como um ímã. Julia me encara confusa. Ajudo a escolher algo para bebermos e chamo o garçom. Ele termina de atender a tal mulher e sua amiga e vem até nossa mesa. Minutos se passam e foi inevitável não ver a mulher levantando, me senti desconfortável ao confirmar o quanto seu corpo era lindo, vendo-a de pé. Ela dá uma rápida olhada em minha direção, tentando disfarçar, mas eu vi perfeitamente, isso me instigou ainda mais. Ela foi em direção ao banheiro e confesso que pensei em inventar uma desculpa qualquer para a Julia e tentar segui-la, mas isso não teria cabimento algum. Não passa muito tempo e ela retorna, fala alguma coisa com a amiga e logo vão até à saída do bar. Eu não conseguia parar de pensar nela, não saberia dizer a razão pela qual, mesmo estando muito bem acompanhado, não conseguia parar de pensar nela. Após beber um pouco, decidimos ir embora. No caminho, Julia ficava me instigando, passando a mão em minha perna e em meu pa.u, mas minha mente só ia em direção a tal mulher misteriosa. Chegamos em meu apartamento e Julia já foi beijando meu pescoço, não sou de ferro, é claro, acabei não resistindo a ela e coloquei as mãos em sua bun.da, dando-lhe impulso para carregá-la. A essa altura meu pa.u já estava louco para sair da cueca, essa mulher sabe como enlouquecer um homem. Subi a escada com ela em meu colo, indo para o quarto, o desejo era tamanho que não esperei muito, deitei ela na cama com uma certa brutalidade e arranquei seu vestido, soltando um rosnado em seguida. — Nossa! Você está tão selvagem hoje, Collin. — pela primeira vez detestei escutar a voz dela. Eu estava ali com ela, mas minha mente só ia de encontro à mulher do bar, era ela que eu queria em minha cama. Era ela que eu queria ouvir gemer meu nome. Sem prolongar muito, tirei minha roupa e peguei uma camisinha, deslizando em meu pa.u e a penetrei em seguida, fazendo-lhe soltar um gemido que me enlouqueceu. — Por.ra! — rosno dentro dela, sentindo o te.são me preencher por completo. Nossos gemidos ecoavam pelo quarto e em poucas estocadas eu go.zo, ela também não demora a go.zar. Deitamos lado a lado ofegantes. — O que foi isso, Collin? Você nunca esteve tão voraz como essa noite... — mesmo não a olhando, sei que ela está me encarando. Eu queria poder explicar, mas seria muito cafa.jeste da minha parte dizer a verdade. — Vai para casa, Julia. Preciso ficar sozinho, por favor. — digo levantando da cama e vestindo a cueca. — Como é? Nós acabamos de chegar... — ela senta na cama e me olha incrédula. — Desculpa, Julia. Nos vemos outro dia, mas hoje preciso ficar sozinho. Pedirei ao meu motorista para te levar em segurança para casa. — pego o celular e envio uma mensagem ao meu motorista. — Não estou acreditando nisso, Collin. — não consigo dizer nada, então fico calado. Ela levanta com raiva, pega sua roupa no chão, se veste rapidamente e sai batendo a porta com força, me deixando pior ainda do que já estava me sentindo, por fazer isso. Tento não pensar muito nisso, apenas tomo um banho relaxante e a todo momento a por.ra daquela mulher me vem à mente. Visto somente uma calça de moletom, tomo meu remédio que me ajuda a ter um bom sono e me deito para dormir.
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