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Morro dos Prazeres Sentença de Morte Pacto de vida

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Sinopse

Valentina Melo acreditava que seu maior problema era a ganância de Francisco Benício, um empresário implacável que exige as terras de seu falecido pai. Ela guarda um segredo perigoso: provas das atrocidades de Francisco. Mas no Rio de Janeiro, o "não" de uma mulher tem um preço de sangue, e Benício contrata a morte em pessoa para cobrá-lo.

O Ceifador, senhor do Morro dos Prazeres e o executor mais temido da cidade, recebe a missão de torturá-la e matá-la. Porém, ao encarar o rosto de sua vítima, o predador sente algo inédito: uma possessividade avassaladora. Em vez de cumprir o contrato, ele decide forjar a morte de Valentina, queimando o passado dela em um incêndio macabro e substituindo-a por um cadáver.

Agora, oficialmente morta para o mundo, Valentina é propriedade exclusiva do Ceifador. Arrancada de sua vida e levada para o coração da favela, ela terá que sobreviver ao domínio de um psicopata que não quer apenas seu corpo, mas sua alma. Entre o medo da morte e a sombria sedução do perigo, Valentina descobrirá que ser a protegida do d***o pode ser mais aterrorizante do que ser sua vítima.

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PRÓLOGO — O MENSAGEIRO DA MORTE
Ceifador narrando Solitário, frio, calculista, lendário... nomes são apenas rótulos que os vivos usam para tentar explicar o que temem. Para mim, são ruídos, eu não herdei o meu império; eu o arranquei das vísceras daqueles que ousaram acreditar que a sujeira era o meu lugar eu fiz da lama o meu ouro e do sangue o meu batismo, no Morro dos Prazeres, eu não sou um homem. Sou uma sentença. Me chamam de Ceifador, ou para os mais poéticos, o Cristo da Morte. Mas esqueçam a bíblia e as palavras de perdão. O Cristo de vocês pregava o amor e a outra face; eu prego a Morte e a agonia. No meu reino, a única ressurreição que existe é a da dor, repetida em ciclos até que o último suspiro escape pelos lábios de quem cruzou o meu caminho. O Morro dos Prazeres é a minha catedral de concreto e pólvora. Nasci entre becos estreitos e o cheiro de pólvora queimada, meu nome de batismo? Esse morreu com a mulher que me pariu e me abandonou antes que eu aprendesse a odiá-la. Hoje, meu nome é o silêncio que precede o tiro. Sinto um prazer quase erótico no ato de tirar a vida, no meu pescoço, carrego um rosário customizado: cada conta é um pedaço de osso, uma lembrança física de quem eu mandei para o inferno. E tenho o meu Livro n***o. Um caderno cujas páginas são manchadas com o sangue de cada alvo que eu já mandei para o inferno, sou o dono do morro, sim, mas sou, antes de tudo, o maior prestador de serviços da morte nesta cidade, o valor que você deposita na minha conta é o que define a coreografia do fim: uma bala rápida na nuca ou dias de uma sinfonia de gritos e carne exposta. A noite estava densa, com aquela neblina úmida que só o Rio sabe vomitar às três da manhã, eu estava montado na minha moto, sentindo a vibração do motor entre as minhas pernas e o gosto acre de um baseado queimando nos meus lábios, o asfalto da Linha Amarela estava deserto, um cemitério cinzento aguardando o próximo corpo. Luzes de um farol cortaram a escuridão e um sedã preto blindado, tão escuro quanto a alma de quem o dirigia parou a poucos metros, eu não me apressei, apaguei o cigarro na sola da minha bota e caminhei com a calma de quem sabe que é o predador, não a presa, abri a porta e sentei-me no banco do carona, o cheiro de couro novo e ar-condicionado caro invadiu minhas narinas. Ao meu lado, Francisco Benício. O "Rei dos Alimentos". Jovem, capa de revista, o tipo de empresário que os idiotas admiram no LinkedIn, sem saber que as mãos dele estão atoladas em mais cocaína e sangue do que as de qualquer vapor da minha favela. — Todas as informações de que precisa estão neste envelope — disse ele, a voz tensa, os dedos batucando no volante de couro. — O nome dela é Valentina Melo. Mas todos a chamam de Val. É advogada. Puxei meu caderno do bolso da minha jaqueta, com uma caneta de metal, escrevi o nome no topo da lista. Valentina Melo. Minha próxima prioridade. Minha próxima oferenda. — Como você quer? — perguntei, a minha voz saindo como um lixa contra metal. — Rápida ou lenta? Francisco rosnou, o rosto retorcido por uma fúria. — Lenta. Quero que ela sinta cada segundo. Quero que arranque os dedos, os dentes... quero que destrua aquela maldita fedelha. Ela acha que pode me dizer "não"? Que pode me negar o que é meu por direito? Soltei um riso seco, de escárnio. — Um caso m*l resolvido, Francisco? Achei que você fosse um homem de negócios, não um adolescente rejeitado. Nem todas as mulheres se abrem por dinheiro, vai matá-la só porque ela não quis abrir as pernas para você? — Eu te pago para apertar o gatilho, Ceifador, não para analisar minha vida — ele explodiu, esmurrando o painel do carro. — A Valentina vai morrer, o pai dela, aquele velho maldito, deixou terras que eu preciso. Com ela morta, o terreno vai para leilão do governo e o governador já está no meu bolso. — Entendido — dei de ombros, guardando o caderno. — Não é paixão, é pelas terras, pelo menos isso faz sentido. — Não é só pela p***a da terra! — ele vociferou, e vi o brilho de loucura nos olhos dele. — É porque se ela não for minha, não será de mais ninguém. Prefiro vê-la apodrecendo debaixo da terra do que nos braços de outro. Aquilo aguçou minha curiosidade, que tipo de mulher conseguia transformar um tubarão do mercado financeiro em um cão raivoso obsessivo? No mínimo, ela deveria ter o fogo do inferno entre as pernas. Abri o envelope ali mesmo, sob a luz fraca do painel. E, pela primeira vez em anos, meu coração deu um solavanco que não foi provocado por adrenalina. A foto mostrava um rosto que parecia ter sido esculpido por anjos e corrompido pelo destino. Olhos castanhos assimétricos que pareciam ler a minha alma através do papel. Um sorriso bobo, lábios finos que pediam para ser mordidos, e uma cascata de cabelos ondulados que emolduravam um rosto de porcelana. Ela era uma boneca pintada a pincel. O tipo de beleza que inicia guerras, que derruba impérios. E, naquele instante, um pensamento sombrio e possessivo fincou garras na minha mente: Eu entendo o Francisco. Porque agora, eu também a quero. — Ceifador? — o rosnado de Francisco me trouxe de volta. — Você é o melhor. Não falhe. — Quanto tempo eu tenho? — perguntei, sem conseguir desviar os olhos da foto. — Uma semana. Não respondi, apenas saí do carro e bati a porta, o som ecoou pelo viaduto deserto como o martelo de um juiz, subi na moto, a foto guardada junto ao meu peito, sentindo o papel queimar contra a minha pele, eu deveria matá-la, deveria fazer dela um troféu no meu rosário, mas, pela primeira vez na vida, a morte parecia um desperdício, eu não a queria morta. Eu a queria sob o meu domínio. Voltei para o Morro dos Prazeres rasgando o asfalto, na minha sala na boca espalhei a vida de Valentina sobre a mesa, Valentina Melo. 22 anos. Moradora da Baixada Fluminense território de facção inimiga, o que tornava tudo mais excitante. Sócia em um escritório de advocacia. Tinha um namorado, um tal de Miguel, estagiário da prefeitura. Filha de Bento Melo, "morto" em um assalto m*l contado no ano passado. Ela estava sozinha no mundo, o namoro era recente, coisa de amigos que tentaram algo mais. Talvez fosse por esse garoto que ela negou o Francisco. Meu plano começou a se desenhar com a precisão de um bisturi. Eu não iria apenas matá-la. Eu jogaria sujo. Eu iria infiltrar-me na vida dela, brincar com seus medos, torná-la minha dependente. Eu a manteria em cativeiro por uma semana, mas o que aconteceria naquele quarto seria decidido por mim, se aqueles olhos eram bonitos demais para virar um crânio no meu rosário, então eles brilhariam apenas para mim. Uma batida seca na porta interrompeu meus pensamentos. — Ceifador, posso entrar? — Era Letinho, meu braço direito. Fechei a pasta rapidamente. Ninguém precisava saber que eu estava sentindo algo que não fosse desprezo. — Solta a fita — ordenei, encostando-me na cadeira. Letinho entrou com a postura relaxada. — A Rita está se achando a primeira-dama de novo. Mandou os vapores cortarem o cabelo da Ana ela acha que manda na favela. Soltei um suspiro de impaciência. Rita era uma distração e nada mais. — Eu não dou a mínima para briga de p**a, Letinho. Rita não é patroa de nada; ela só serve para sentar quando eu quero, se ela quer dar ordens, que dê no raio que a parta. Resolve essa p***a como você quiser. Estou ocupado com coisa séria. — Tranquilo, chefe. Só avisei para você não estranhar se eu tiver que usar a força para baixar a crista dela. — Usa a força, usa o juízo, usa o que quiser, mas me deixa em paz, c*****o! — rosnei, a imagem de Valentina ainda queimando na minha retina. — Quer saber? Arranja uma mulher nova para hoje, preciso relaxar e não quero olhar para a cara daquela desgraçada da Rita. Letinho abriu um sorriso de lado. — Tem uma novinha que chegou ontem, mais gulosa que a Rita e dez vezes mais silenciosa. Vou mandar subir para uma "festinha" particular. — Faça isso. Resolve o B.O. das piranhas e manda a garota. Ele saiu, fechando a porta. Voltei a olhar para a foto de Valentina. A luxúria que eu sentia era diferente de qualquer coisa que uma dessas v***a do morro pudesse saciar. Uma semana, era o tempo que eu tinha para transformar uma advogada certinha na propriedade exclusiva do dono do Morro dos Prazeres. E eu não costumo perder prazos.

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