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CAPÍTULO UM
Um reino floresceu uma vez, pois era alegre, rico e colorido, foi o primeiro reino criado pelos deuses, suas florestas eram recheadas por árvores de ouro e prata.
Tudo era tão vibrante que a felicidade que pairava no ar se manifestava em um próprio ser, era uma mulher tinha cabelos amarelos como o ouro, olhos coloridos como os do arco-íris e o poder do sol. Representava a bondade em sua forma mais pura, isso protegeria o reino.
A conexão do povo de Florença era tanta que a terra se conectou com ele, assim alguns nasciam com capacidades de controlar os elementos da terra, entre outros poderes.
O segundo reino que existia era Terinos, terras frias onde nada nascia, este era uma contradição do primeiro reino. Era cinzento e miserável, cuja economia sofria porque o rei só gastava moedas com seu exército e distrações pessoais, seu foco era tomar pra si a felicidade e seus poderes de cura.
Ele tratava o seu povo de forma tão patética que a miséria que pairava no ar se manifestou em um ser. Este ser representava a miséria em sua forma mais pura era pálido, e tinha dentes grandes sem forma física ele flutuava tragando toda pequena alegria do lugar.
Safiro, o destruidor foi tomado pela inveja. Esse ciúme e raiva alimentaram um outro ser, permitindo que se tornasse uma pura manifestação de ódio.
Era grande, possuía olhos negros sem cabelos este ser também flutuava em uma forma tão escura quanto a noite. Com um tempo o povo também passou a odiar seu vizinho, fazendo essa manifestação tornou-se incrivelmente poderosa.
Ele devastou vilas, aumentando o ódio no coração humano. Eventualmente, o segundo reino foi usado por ele para conquistar Florença, seu exército muito superior ao do primeiro reino que não conhecia ódio muito menos a guerra, aquele povo se assustou ao ver morte tão de perto.
Eventualmente, o segundo reino foi usado por ele para conquistar Florença, seu exército muito superior ao do primeiro reino que não conhecia ódio muito menos a guerra, aquele povo se assustou ao ver morte tão de perto
A representação da felicidade apareceu tão brilhante quanto o sol junto com as filhas da luz, tentando defender o reino, entretanto foi vencida pelo ódio que assombrou os corações dos habitantes do primeiro reino, portanto, enfraquecida, desacreditada, ela não mais brilhava, naquela noite ela não conseguiu os proteger da escuridão.
O rio secou, o vento ficou mais frio e os três sóis que cortavam os céus brilhantes já não mais pareciam ter forças, era como se os deuses tivessem os abandonado.
O rei do primeiro reino foi morto naquela noite, seu filho e filha foram capturados para evitar que um herdeiro assumisse o trono. O ódio e a dor tomaram conta do coração da rainha que permaneceu junto ao povo.
Então, agora a qual no início era a rainha da paz, a que tentava fazer com que todos parassem de brigar e tivessem uma abordagem mais pacífica, espalhando o amor, havia perdido tudo, eles tiraram a única coisa que a sustentava, ela não teve mais motivos para lutar pela harmonia entre os reinos; E a rainha da paz foi quem deu início à guerra.
O primeiro reino fez com que a outrora pacífica e carinhosa mulher se transformar na agressora. O povo de Florença havia mudado, eram os soldados ao altura e usavam os Dayones controladores dos elementos. Aquele povo se afastou do amor tomado por um sentimento de ressentimento e raiva foi quando o ódio venceu e o rei do primeiro reino a matou.
'' Zaíra morreu, e um novo reino irá se levantar, tão certo quanto os três sois que nas manhãs vem nos acordar, Safira quer tudo tomar'' As crianças do segundo cantavam nas praças enquanto as mães teciam roupas para viúvas.
Com a rainha enfim morta.
Eles trancaram seus herdeiros nas prisões submersas e assumiram o reino e escravizaram o povo de Florença. Adele filha da rainha em uma noite que estava na prisão soluçava enquanto cantava as músicas de seu reinado. Foi quando a esperança se manifestou forte como nunca, a ajudou a escapar.
Era uma pequena luz verde tão poderosa que cegou os guardas e quebrou as grades de ferro que a prendia a ela e sua prima Amaya. Uma outra forma de manifestação apareceu, o amor, pois Adele amava o irmão e desejava voltar a estar com ele. Isso a guiou para encontrá-lo.
Zion, seu irmão também viu a esperança que de mesma forma o ajudou a escapar da prisão parecia arder os olhos só de olhar; Pois, seu coração tinha por um futuro melhor, por se reunir com sua irmã e por um reino agora caído para ser um reino restaurado um dia.
Ele correu pelos corredores sendo guiado pela luz, tropeçou no corredor, homens enormes de olhos enfurecidos de raiva por vê-lo escapar, eles gritavam.
Enquanto escapava, encontrou no corredor sua irmã quando a aparição da esperança foi consumida pela manifestação de ódio e foi apagada.
Ainda sim o amor continuou com eles, a menina continuou a correr com seu irmão e sua prima, Zion tinha oito anos assim como Amaya e ela treze. Quando correram até a baía, Adele olhou para trás sabendo que eles precisam de uma distração, fechou os olhos e empurrou o irmão para os braços do amor que os envolveu nos braços.
O irmão protestou quando entendeu que ela não iria junto, estava sendo guiado para longe pelo amor que o carregou voando para longe.
O amor desapareceu junto com ele pelo escuro céu, enquanto sua irmã que o assistia voar. Triste e feliz por seu irmão ter escapado.
Ela começou a fugir dos soldados do outro Reino caminhando pela floresta eles desistiram de persegui-la quando ela sumiu.
No silêncio da floresta, seus cabelos negros balançavam enquanto sua respiração ofegante ecoava pela floresta que outrora cheia de cor e vida agora era n***a e sem vida. Fantasmas uivantes eram ouvidos ali eram os Safrins eles sugavam as almas de quem se atrevia a adentrar na floresta.
Nas montanhas que estão cheias de medo, seu coração acelerou. O que iria acontecer a ela?
O amor encontrou o povo de Florença que tinha se escondido na floresta do reino do meio, Zion chorava e Amaya sua prima não dizia nenhuma palavra. O coração do príncipe temia por sua irmã.
'' Apesar de distantes, ainda somos os mesmos'' As últimas palavras que Adele disse antes de salvá-lo.
No reino agora arruinado, restou apenas uma lasca de esperança. Esperança de que o herdeiro volte a tomar seu lugar de direito e o restaure ao que era. Ele continuou a fugir de Safiro, sempre se escondendo na floresta, o terceiro e quarto reino não iriam ajudá-lo.
Zion agora crescido nas montanhas vermelhas, esperando um dia encontrar sua irmã, sempre lembra das palavras de sua mãe que o ensinou a nunca fugir ou desistir; ela o ensinou a ser corajoso. E ele seria.
E no final, o povo que havia virado escravo do segundo reino seria libertado, a paz restaurada. Mas o tão esperado alvorecer em glória não seria fácil pois havia um rei com sede de vingança e usurpador que não pode morrer.
Eu queria que você voltasse. Eu queria que você dissesse que sentia muito por me abandonar, e que sua aventura não seria completa se você não estivesse comigo. Eu queria que seus olhos soltassem lágrimas por mim.
Eu queria você.
Todas as noite eu peço a esperança que você volte e que traga assim os três sóis de voltar, a luz irá voltar completamente e não veremos ela parcialmente como agora.
Escrevo esta carta sem poder enviar-te, onde você foi? Estou escrevendo para mim, para me lembrar que estou desistindo de você... Esse é o meu adeus. Que a luz da esperança estejam com você, onde quer que você esteja.
— O que está fazendo? — Elizabete me despertou do meu transe pensando em você, quando entrou sem fôlego em meu quarto.
Me levantei da cadeira de madeira, surpresa, dirigi meus olhos até os olhos azuis dela franzindo a testa. — Está bem. Elizabete antes de ir quer ajuda com algo no acampamento?
Ela bufou. — Estou treinando as novatas, quer ficar no meu lugar?
Por Laos, não! Era pior coisa que existia. Vi o lado esquerdo do seu rosto o qual carregava uma queimadura perto da boca se abrir em um pequeno sorriso. A olhei em silêncio, abaixei minha cabeça e recolhi minhas coisas na mesa.
— Foi o que eu pensei. Mas, saía daí! Sua mãe está reunindo todos na grande fogueira.
Ela se virou saindo da minha frente, senti um frio na espinha ao sair do meu quarto, eu quase não saía do meu quarto. Estava escuro como sempre, eu sentia falta dos três sóis que tínhamos rasgando os céus todas as manhãs.
Quando Safiro roubou o trono desequilibrou a ordem do nosso mundo, os céus se moldavam sempre de acordo ao coração do rei do primeiro reino então tudo se tornou sombrio e solitário a luz foi embora, criaturas antes amáveis se tornaram sombrias, e novos passaram as existir como os Safrins.
Ele tinha escravizado o meu povo, mas não todos. Nós ainda resistíamos nas montanhas, sempre me perguntei por que Safiro quer escravizar todos os filhos da esperança? Eu fui resgatada pelo amor naquela noite que Adele nos salvou. Ele não sabia onde o resto de nós estávamos escondidos, e não se atreveria de passar a muralha de gelo que os Dayonis de água.
Eu também era uma Dayoni, mas não era comum, eu era do fogo. Me lembro da primeira vez que sentir meu poder, eu tinha cinco anos um mês antes de Safiro, o destruidor começar sua guerra com o primeiro reino, aquilo mudou minha vida para sempre. Eu nem sabia que poderia ser uma portadora.
Na primeira vez meu coração parecia que iria parar, a vontade de vomitar ficou presa á minha garganta me lembro de vociferou pedindo a boneca de volta no meio da vila, o menino magricela em minha frente não devolveu começou a andar arrastando a perna caçoando da deficiência que eu tinha, em meio a rua em que brincávamos.
Já me sentia tão farta que senti a velocidade do sangue nas veias acelerarem, minha boca ficou seca, minhas pernas terminam e minhas mão suadas foi quando começaram a ficarem quentes todo meu corpo parecia que iria explodir então fogo saiu de mim, todos gritaram amedrontado o garoto soltou a boneca no chão e começou a chorar.
Para uma criança de cinco anos aquilo era louco e muito novo mas eu senti uma irá e meu corpo não sabia o que estava fazendo, os outros meninos que caçoavam de mim correram ao sentir a quentura das chamas que saíam de mim atingirem sua pele. Ayla também estava entre eles, meu pai foi chamado enquanto as chamas douradas ao redor meu se expandiram, meu tio se aproximou com cuidado tentando jogar água.
E eu só senti piorar, de repente eu queria explodir, expandir meu poder. Foi quando o fogo se acelerou mais e mais pegando em meu tio. Todos se afastaram com medo, olhei ao redor feno das ruas e pegaram fogo, as flores também. Eu só queria me livrar daquele fogo, entretanto eu sentia que já não dava para controlar.
Minha mãe correu assustada chamando o meu nome, sua coroa caiu e a vi derreter ao encontra-se com o fogo, eu a olhava mais não conseguia ouvir sua doce voz só ouvia as chamas quentes ao meu redor, elas não me queimavam. Ainda sim sorrateiramente se expandiram tomado as ruas em apenas segundos, o fogo queimou as tulipas e as árvores recheadas de frutos que enfeitavam as ruas de Florença.
Meus olhos da menina também tinham chamas. Eu não vi obviamente mais foi o que me contaram, minha cabeça tudo girava enquanto o fogo ardia queimando a cidade em meio ao caos uma mistura de sangue e fogo. Consegui ouvir meu nome sendo gritado aos quatros ventos pela minha mãe.
Meu coração aperto e meu olho ardia sentia tudo arder até meu respirar, os cavalos se assustaram nos estábulos onde o fogo estava prestes a chegar, gritos das pessoas, levei minha mão até os ouvidos quando me senti tonta, como um passe de mágica fiz a fúria em seu coração cessar, apagando assim também o fogo.
Todos olharam chocado para as cinzas, o cheiro de fumaça empestou o lugar que há tanto tempo não via um poder tão poderoso daquela forma tão inesperada.
Eu caí desmaiada no chão, meu corpo parecia ter perdido toda energia. Minha mãe correu até mim me colocando no colo. Eu acordei cinco dias depois e nada jamais foi a mesma coisa, agora eu era uma aberração perante a vila, ninguém fala mais com os meus pais, muito menos comigo.
Existia um grande problema ali, por que primeiro Dayonis que são os controladores dos elementos nunca manifestavam seus poderes antes dos quinze anos, e segundo não existia Dayonis de fogo, por que era o elemento impossível de ser controlado segundo os anciões, existia Dayonis de água, ar, terra, e existiam alguns tipos mais raros como os Héstis capazes de controlar e entender qualquer animal e os Sifs que tem uma força sobre humana.
Porém, o que mais me intrigavam eram um ''Iduna'' eles eram tão raros que só existiam quatro após a guerra três deles se renderam para trabalhar para Safiro, eles podiam ver o futuro e tinham o poder de curar a si próprios e quem eles quisessem.
— Amaya! — Lia grita me despertando, me olhando dos pés a cabeça, passou a mão pela sua longa trança loira, gritando. — Depois desça e me ajude com os caldos.
Ajeitei meu casaco de pele de lobo branco desci, desci as escadas de madeira apressadas minha bota de coro fazia barulho sobre o chão congelado o inverno já acabará a meses atrás mais com o sol aparecendo quando queria trazendo apenas uma pouca luz, demorava meses até que tudo descongelasse.
Vi minha mãe trançando os cabelos de Margarida minha irmã mais velha, e Julian filho do destemido, estava perto dela com a espada ao lado do corpo presa na cintura, ele me viu se aproximando e logo saiu de perto dela.
Julian me odiava. Já ouvi ele dizer que eu era um perigo para a vila, e de fato eu era.
Eu não sabia controlar meu poder, me lembro que no começo mamãe e eu treinavam nas montanhas que antes eram seguras, eu primeiro gostava de caminhar pelo fogo e expandi-lo comecei a controla-lo devagar, mas nunca conseguir de fato as vezes quando tinha pesadelos eu queimava todo meu quarto, por isso vivia em uma casa mais afastada da vila mais próxima a muralha de gelo feita por Elizabete.
Eu não era útil, era descontrolada. Mesmo assim ainda estou aqui, acho que é minha mãe que me mantém aqui ela e minha melhor amiga. O povo passa em minha vota me olhando com raiva, eu me sentia uma anomalia. Nós não éramos assim, sabíamos acolher quem quer que fosse.
Éramos um povo que amava o próximo mas após a guerra somos iguais a eles, as vezes imagino se voltaremos a o que éramos, amáveis, puros, mas acho que não somos mais...
Sentei no grande tronco que ficava no chã ao lado de Aron que arrotou alto passando a mão sobre seus cabelos ruivo seus olhos enormes me analisaram de lado no mesmo instante que devorava um peixe. Revirei os olhos, infelizmente era a única cadeira vaga.
Abigail passou a mão pela barriga e pigarreou. — Por que nos não procuramos perto dos antigos carvalhos de prata.
— O rio branco é muito perigoso, á Grifrins lá. — Julian me olhou de cima, estava atrás de mim. Senti ele indo para o meio da roda de troncos derrubados, alguns estavam sendo talhados por Dayones de terra bem em frente a nós. — Preciso de todos vivos caso ele não volte.
Eu respirei fundo, levantando a cabeça para olhar o céu meus olhos encheram de estrelas e eu sorrir pensando em meu pai ele adorava noite estreladas tentei focar na memoria dele, para me desviar daquela assunto. A música começou a tocar, alguns tambores suavam baixinhos, junto com as harpas e banjo.
— Pra onde será que ele foi? Por que nos abandonou? — Freya indagou baixo, entre as vozes que discutiam, abaixei a cabeça e olhei seus olhos estavam inchados até sua pálpebra parecia cansada.
Freya parecia mais sobrecarregada que o normal, seu poder de cura e visão requeriam energia, sugavam a sua energia se ele não estivesse bem. Seus cabelos ruivos pareciam sem vida, e seus olhos castanhos ainda caídos me olhavam, Zion a amava mais não contava quase nada a ela como a mim.
Eu era sua melhor amiga, ele era um dos únicos que não me via como uma estranha. Não faz sentido meu primo ter sumido assim. Continuo olhando pra ela, ela colocou uma mecha do cabelo para trás da orelha e me olhou forçando um sorriso sem mostrar os dentes.
— Nós vamos encontra-lo querida. — Minha mãe disse entre um cantarolar e outro.
— Poderíamos encontra-lo mais rápido se essa daí abrisse a boca. — Aron cuspiu no chão, me encarando feio.
— Ela já disse que não sabe de nada. Você realmente não sabe de nada não é? — Julian apertou os olhos parecia nervoso e preocupados, seus ombros largos estavam tensos e seus olhos pretos em minha direção.
— Já disse que ele não me disse nada, quando acordei ele já tinha ido embora. Fui pega de surpresa tanto como vocês! — Minha barriga se revirou, havia falando alto demais que a música havia parado e todos na fogueira olhavam para mim.
— Vai ver ele se cansou de tudo isso. — Aron quase caiu para trás de onde estávamos sentados titubeando um pouco. — Ele nem levou você com ele, que pena. — Ele fez uma voz de bebê se aproximando mais de mim, levou uma mão a minha bochecha e apertou, eu o queimei na mesma hora que sua pele tocou a minha, ele gritou balançando a mão.
— Já chega! Zion não fugiu, seja lá o que aconteceu com ele, o que quer que ele tenha feito meu sobrinho não é um fugitivo. E nós vamos encontra-lo. — Os brincos de minha mãe balançaram em seu rosto quando ela gritou conosco.
— Que seja vamos todos morrer mesmo! — Aron resmungou se sentando mais perto do fogo.
— Olhem para vocês! — Ela apontou o dedo para todos nós. — A minha geração está morta, mas mesmo assim morreu lutando para que vocês tivessem vida, você são filhos da esperança e é assim que pensam? Que vão morrer? — Ela gritou soltando o cabelo de minha irmã menor. — Eu prometi a minha irmã que os três sóis brilhariam novamente sobre Florença, e eu cumprirei minha promessa. Zion retornará e nós machearemos até Safiro e tomaremos de volta o que é nosso por direito.
Minha mãe me hipnotizava sempre que dava discursos breves ou longos, eu penso que Margarida herdaria isso visto que meu traquejo social era péssimo.
— Abigail está certa. Agora se me dão licença preciso preparar alguns homens para a busca. — Julian disse se afastando de nós, pude ver seu rosto sobre a fogueira que havia ficado maior até que sua sombra se foi junto com ele.
— Por que a música parou? Vamos animo! — Minha mãe bateu a pala da mãos uma na outra e rodopiou.
Puxei meu peito em uma respiração profunda, envolvendo meus braços em mim. Pude ouvir passinhos vindo até mim me abraçando na cintura, Margarida me olhou tinha uma flor desenhada na bochecha, abriu um sorriso largo e vibrante.
— Você saiu! — Seus braços soltaram minha cintura, ela passou a mão em seu vestido rosa cintilante com brilho que só os fios de tecido de fadas tinham. — Venha, venha dance comigo!
Seu rosto era pura alegria, minha mãe tinha tido a todos que deveríamos celebrar a vida que estava ali, metade de nosso povo ali concentrado não sabia que Zion havia saído, fazia dois dias que ele havia sumido. Acordamos e ele não estava lá, sua espada e seu arco haviam sumido mas suas roupas e coisas haviam ficado.
Minha mãe disse ao povo que ele tinha saído na expedição pra procurar comida, era quando saímos pra caçar fora da muralha porém geralmente demorava três ou quatro dias e o tempo estava acabando. Meu coração estava pesado e com medo mas o da minha mãe parecia tão bem e isso me incomodava.
— Querida, dance com sua irmã! — Um cheiro de jasmim invadiu meu nariz tomando completamente o cheiro do fogo que queimava a madeira na fogueira. Ela levantou os braços colocando uma tiara de flores e borboletas em mim. — Gostei que saiu hoje! Venha vamos passar óleo de tulipa nesses lábios.
Revirei os olhos, óleo de tulipa fazia meus lábios coçarem era algo que extraíamos dessas flores para dar cor em nossos lábios. As flores mantinha-se escassas nesses tempos mais minha mãe como uma Dayone de terra as cotivavas rosas, margarida entre outras mais girassóis eram a suas preferidas.
Ela nunca mais viu uma desde de que a escuridão engoliu os três sóis, girassóis não viviam sem sol e eu tinha impressão que nem a minha mãe, se olhasse bem nos seus olhos azuis podia perceber que aquilo tudo era encenação.
— Mãe, sair não foi uma boa ideia para mim. Vou voltar para o meu quarto!
Ela comprimiu os lábios, olhando as pessoas dançando ao redor. — Faça o que quiser querida. — Seu polegar foi em minha testa fazendo o sinal de coração. — Lembre-se sempre que você é a luz da minha vida.— Pude ver uma lágrima caindo dos seus olhos, ela rapidamente pegou na mão da minha irmã e se juntou a dança.
Caminhei até a porta do meu quarto subindo as escadas senti o frio mais forte agora longe da fogueira na pequena casa construída entre os troncos das fortes árvores, vi Julian sentado abraçado os joelhos em frente ao quarto de Zion.
— Também não está com clima para festa? — Indagou, bebendo um liquido azul da garrafa de vidro que segurava.
Julian arrotou alto passando a mão sobre seus cabelos pretos seus olhos puxados me analisaram, ele estava mesmo puxando assunto comigo? Juntei as sobrancelhas enfiando as mãos no meu casaco azul escuro.
— Não, mais aparentemente minha mãe está! — Dei dois passos ouvindo a madeira ranger, ele me olhou dando espaço para que eu sentasse, mas continue em pé. — Boa sorte amanhã na busca, que Laos esteja com você.
— Não sei exatamente o que vamos fazer amanhã. — Ele olhou distante de forma melancólica, levando a garrafa até a boca. — Mas, sua mãe está certa. Somos a futura Florença deveríamos agir como nossos pais que foram corajosos morrendo por nós.
— Você que o diga! É filho de um dos maiores heróis de toda Florença. — Peguei um pedaço de fiapo da manga do meu vestido, para brincar com a mão.
— Meu pai não era um dos melhores pais, mas foi um grande herói. — Suas sobrancelhas rasas se levantaram, ele jogou ar pra fora olhando fixamente para mim tirando os binóculos dos meus olhos de forma grossa. — As vezes eu me pergunto se um dia chegarei aos pés do ''Destemido''
Não acreditei que ele estava puxando assunto comigo, ele parecia preocupado não parecia o mesmo Julian carrancudo de sempre. Eu abaixei meus ombros sentindo-os tenso, tentei não mostrar meu nervosismo.
Ficamos em silêncio observando a paisagem em silêncio enquanto a música foi ficando mais alta do que deveria. Eu cocei meu cabelo longo, sentindo os cachos enrolarem em minha mão, Julian cantarolava uma música antiga passando as mãos pelo cabelo era primeira vez que faz ele parecia tão tenso.
— Freya te disse algo? — Perguntei curiosa, Freya era uma Iduna podendo assim ver o futuro de quem ela quisesse, bastava tocar algo da pessoa ou a mão. Entretanto como os Iduna sempre alertavam era que o futuro era incerto e mutável. Me abaixei sentado ao lado dele, ele soltou ar frio cobrindo a boca e a esquento-a.
— Não posso dizer nada, sobre as visões de Freya.
Juntei minhas mãos no colo. — Minha mãe disse que ela não tem tido visões de Zion dede de que ele sumiu.
Eu estava tão tensa e com frio. Respirei fundo, enquanto meus dentes batiam de frio, o som deles rangendo pareceu incomodar Julian.
— Tome, beba isto. — Ele estendeu a mão para mim, pude ver o sinal que possuía no antebraço.
Peguei com as mãos tremendo de frio. — O que é isso? — Levei a garrafa até meu nariz quando cheirei e senti meus olhos arderem, era um cheiro que misturava eucalipto e algo forte.
— Apenas beba, ok? Vai te ajudar com o frio e te manter acordada. Omar que fez.
Levei até minha boca e tomei devagar, aquilo ardia demais me senti tonta por um segundo a música parecia ter ficado em segundo plano.
— Ei, ei! É só um gole apenas. — O ouvir gargalhar e me fez senti-me envergonhada, que fechou a cara logo em seguida tomando a garrafa da minha mão. — Você não faz nada direito?
De alguma forma eu ficava mais desastrada perto dele, não sei oque me dava. Abri minha boca para respondê-lo quando sacudimos com o estrondo.
A muralha pareceu sacudir, ouvir um som alto como mil homens gritando ''Atacar'' Safrins pularam a muralha eram formas roxas escuras flutuante eles estavam atacando, me levantei do chão rapidamente assim como Julian.
Ele assobiou alto, mas Elizabete já estava a postos. Minha barriga girou em medo e raiva, olhei de longe focando a minha mãe e Margarida que estavam no chão. Estava acontecendo, ele havia nos achado.