O jato particular pousou suavemente no aeroporto de Teterboro, e Nova Iorque os recebeu com aquele ar frio e cinza típico de retorno à realidade. A vista das luzes distantes contrastava com os dias ensolarados de Capri, e por um instante, o silêncio entre Sophie e Theodore no carro era quase nostálgico. Ela olhava pela janela, pensativa, os dedos brincando distraidamente com a aliança fina em sua mão esquerda. Theodore, ao volante, mantinha a expressão neutra mas a mente dele ainda estava nas águas azuis da Itália, no riso dela, no jeito leve com que o mundo parecia parar ali. Foi Sophie quem quebrou o silêncio primeiro: — Ah… antes que eu esqueça — disse, ajustando o cinto, sem encará-lo diretamente. — Eu falei com a sua mãe. Theodore desviou o olhar da estrada por um segundo, franzi

