Ele não disse mais nada, olhou para ela com aquela cara de quem ia aprontar. Começou a chupá-la bem devagar. Melinda confessou que no começo a incomodou um pouco, mas logo ela entendeu que não tinham pressa, e o orgasmo dela foi muito intenso, ainda que mais demorado para chegar. Ela m*l respirou. Ele subiu em cima dela, deu um super beijo e disse que ela era uma delícia. Melinda sorriu, e eles se beijaram. Sem nem perguntar nada, ele já foi pegando a camisinha, o que pareceu muito responsável, e ela adorou isso também. Começaram a t*****r. Ele não só beijava a boca, mas também o rosto, e onde alcançava, ele ia chupando e beijando.
Melinda, abraçada com ele, fazendo carinho no rosto e contornando as tatuagens sutilmente com a ponta dos dedos, falou:
— Não pare, por favor, eu ainda estou cheia de vontades de você.
Ele sorriu, disse carinhosamente, afastando-se para trocar de posição:
— É, eu nem imagino, porque foi bem difícil te encontrar. Vem aqui sentar para mim, me mostra o quanto você está com vontade. Por favor!
Melinda fez o que ele pediu e disse, sem se mexer e beijando o pescoço dele com seu p*u atolado nela:
— Você está me deixando muito excitada, sabia?!
Ele puxou o cabelo dela de leve e disse, abraçando-a:
— Que bom, então meu plano está dando certo?
Melinda começou a rebolar lentamente e disse que sim, muito, muito certo. Eles ficaram muito tempo na mesma posição até acabar. A química era tão forte que Melinda só conseguia pensar em quando ia rolar de novo. Sempre um pouco insegura, com ele ela estava se achando e toda crente que ele estava adorando. Foi diferente para ela ficar com ele sem ter bebido nada, e o que mais o diferenciava dos outros para Melinda é que ele curtia o momento, se entregava na cama. Ele não só fazia por fazer, não ficava trocando toda hora a posição, não tinha pressa para acabar. Foi muito diferente para ela estar com alguém como ele. As músicas eram diferentes, o estilo, o palavreado. Na verdade, ele era meio diferente do seu gosto para homens.
Dessa vez, Melinda não ficou para dormir, já era de noite. Tomou banho e se vestiu. Ele ficou mexendo muito no celular enquanto isso. Depois tomou banho, se trocou e foi levá-la.
Quando estavam chegando no bairro de Melinda, ele lhe disse que não podiam mais se ver. Melinda perguntou o porquê, sem entender. Ele disse:
— Não tá dando muito certo, Mel, se eu fico com você, só fico pensando quando vai ser a próxima vez!
Ele falou bem sério. Melinda respondeu surpresa:
— O quê? Como assim, Kai? O problema é você estar gostando demais? Porque eu também estou!
Ele deu risada e respondeu, segurando a mão dela:
— Meninas como você não ficam com caras como eu, não dou um mês para você me dispensar.
Ele parou no semáforo, olhou para ela. Melinda deu um beijinho e respondeu:
— Se você for legal comigo, pode passar um mês ou um ano, não vou te dispensar por você ser diferente de mim, para de bobeira. E você nem me conhece direito ainda, julgando o livro pela capa? Que feio, malandro!
Ele respondeu:
— Ah, para de caô. Você não sabe do que tá falando!
Melinda respondeu rindo:
— Você me mostra? Eu vou pagar pra ver!
Ele deu risada e disse:
— Você que manda, morena!
Melinda disse que era para ele chamá-la de Angel. Ele a deixou na esquina, e se despediram com beijo e abraço. Ele ficou olhando de longe até ela entrar em casa. Antes de dormir, Melinda recebeu uma mensagem dele: "Boa noite, dorminhoca." "Me fez dormir tanto de dia, que vai me fazer ter insônia à noite."
Ela respondeu que já estava quase dormindo de novo e deu boa noite. Depois desse dia, eles começaram a conversar bastante por mensagem. No fim de semana, Melinda teve a iniciativa de chamá-lo para sair, mandando mensagem na sexta-feira: "A gente vai para onde hoje?"
Ele respondeu que não ia dar para eles se verem porque ele tinha trabalho até tarde. Melinda disse que tudo bem e não acreditou, mas ok. No sábado, ele não a respondeu de manhã. Ela mandou bom dia, mas sentiu que estava sendo boba correndo atrás e não mandou mais nada.
No outro fim de semana, Melinda enfrentou a fúria dos pais. Seu pai a descascou e cortou sua mesada, enquanto sua mãe a fez faxinar a casa sozinha. Suas amigas a convidaram para sair, e ela não sabia o que fazer, dividida entre ir e falar com Kai. Queria muito ficar com ele de novo, mas não podia se expor à toa sem saber se ele realmente queria algo sério.
Ela esperou a tarde toda por uma resposta ao seu "bom dia", mas nada dele. Ignorando as broncas do pai, resolveu sair e foi dormir na casa da amiga. À noite, enquanto estava lá, Kai ligou. Ele perguntou o que ela estava fazendo e onde estava. Melinda contou a verdade sobre estar "no rolê" e perguntou o que ele tinha feito o dia todo. Ele disse que estava trabalhando em um evento e que ficou sem bateria no celular. Perguntou se dava para eles se verem. Melinda não quis, pois nunca gostou de ser segunda opção e tinha certeza que era uma desculpa dele. Ela disse que não dava porque estava com as amigas.
Ele perguntou:
— Você tá brava comigo?
Ela respondeu:
— Por que eu deveria estar? Você não me fez nada!
Ele retrucou, irônico:
— Sei lá, eu não fui te ver, não te respondi hoje.
Melinda, bem tranquila, disse:
— Mas a gente não tem nada, né, Kai? Você não me deve satisfação, relaxa, eu tô de boa.
Ele perguntou novamente se ela não ia querer encontrá-lo. Melinda disse que não, eles se despediram e desligaram a ligação. Ela teve a oportunidade de ficar com outros, mas não se entregou, apenas beijou algumas bocas.
No dia seguinte, Melinda já acordou com uma mensagem de Kai. Ele disse logo cedo que a levaria para sair. Ele não perguntou se ela queria, apenas lhe deu bom dia e a intimou a sair com ele.