Capítulo 4

1041 Palavras
" Caiu da cama?! Que disposição, hein! " Melinda respondeu. Ele disse que já estava pronto, esperando por ela. Os pais de Melinda tinham saído, então ela disse para ele buscá-la no portão de casa, confirmando que estava sozinha. Ela vestiu um shorts alfaiataria preto, uma regata rosa e tênis Adidas. Quando ele chegou, abaixou o som do carro. Melinda entrou e eles se beijaram. Ele começou a conversar, parecendo bem animado, falando da festa. — Vou me desculpar com você — ele disse. — Gosta de surpresas? — Sim, muito. — ela respondeu, curiosa. Eles foram para longe, outra cidade. Melinda não tinha a menor ideia de onde ele estava a levando. Foram ao shopping, ao cinema, almoçaram lá, e ele bancou tudo. Voltando, ele a chamou para ir a um motel. Chegaram, e Melinda adorou logo de cara, dizendo que amava aquele tipo de lugar. Ele pagou tudo, e não era nada barato, foi pegando um quarto de luxo. Eles conversaram bastante, se conhecendo de verdade. Ele disse que já tinha namorado poucas vezes e que, se encontrasse alguém que valesse a pena, investiria todas as fichas. Melinda comentou que nunca tinha tido um relacionamento muito sério, que era adotada e que seu pai pegava muito no seu pé por causa da religião, a qual ela nunca seguiu. Ele fez várias perguntas sobre ela e falou da família dele, que era grande e unida. Assim que entraram no quarto, ele disse que precisava de uma massagem. Melinda foi tomar banho primeiro e ele foi em seguida. Ela ficou esperando usando lingerie. Fez massagem no corpo todo dele e deu vários beijinhos. Ele disse, acariciando-a por cima da calcinha: — Tô cansadão, bora cuidar de mim um pouco? Dar aquela sentada braba. Melinda, encaminhando a mão dele até seus s***s, respondeu: — Cuidar mais ainda? Você até dormiu com a massagem. Folgado, hein! Ele disse que não estava tão cansado assim. Começaram a se beijar, ele tirou a lingerie dela, deixando-a nua. Ela o puxou para ficar em cima dela. Fizeram se.xo apenas uma vez, mas foi bom e demorado. Ele disse que não ia lá há muito tempo e que precisava voltar mais vezes. Melinda, irônica, respondeu: — Comigo, espero! Ele disse que ia pensar no caso dela. Foi um dia muito bom. Quando estavam chegando no bairro de Melinda, ele perguntou se podia deixá-la bem perto ou na rua de trás, para evitar problemas. Ela ficou na esquina, despediu-se rápido e já desceu do carro. Seu pai estava em casa. Melinda mentiu como sempre, ele não acreditou nela, mas estava de bom humor, só a ameaçou dizendo que ia começar a segui-la na rua. Melinda ficou sorrindo à toa. Kai não mandou mensagem, mas ela nem ligou muito, estava começando a achar que aquele era o jeito dele mesmo, mais de boa, sem muita melação. Melinda ficou super animadinha com o passeio, cheia de expectativas com Kai, só imaginando quando seria a próxima vez. Eles se falaram alguns dias na semana e se viram apenas uma vez. Certa noite, Melinda saiu para ir à academia. Postou uma foto nos status, e Kai viu. Ele mandou mensagem perguntando se ela estava a fim de vê-lo. Melinda respondeu que não podia demorar. Ele foi até lá. Quando Kai chegou, encostou o carro na rua de trás. Melinda entrou e deu um beijinho. Ele falou com deboche: — Só isso, morena? Do jeito que você falou na mensagem, achei que ia me agarrar e tal, chegar tirando a roupa, sentando pra me mostrar o tanto de saudades. Melinda, com ironia, respondeu: — Ué, só eu que tenho que ir atrás? Ela tirou os tênis e foi sentar no colo dele de lado, com os pés no banco do passageiro. Ele estava fazendo carinho nela. Ficaram um pouco lá, sem nem conversar, apenas se beijando muito. Depois de quase uma hora, ele a levou embora. No fim de semana, ele tinha uma viagem de trabalho. Melinda achou legal da parte dele em dar "satisfação", mas não gostou porque não confiava nele; era como se ela soubesse que ele não estava dizendo a verdade. Despediu-se com um abraço muito apertado. Ele ficou fora o fim de semana inteiro, e eles conversaram apenas uma vez. Melinda não saiu para lugar nenhum, ficou pensativa, insegura, criando paranoias, mas como estava caidinha por ele, procurou não se apegar a elas. Ele voltou e avisou, dizendo que queria vê-la. O encontro só deu certo dias depois. Melinda marcou em um dia que seus pais fariam compras. Foi depois da aula. Ele a pegou perto da faculdade. Assim que ela entrou no carro, eles se beijaram. Ele a levou para conhecer o Studio do Kauê, irmão dele, os dois eram tatuadores. O estúdio estava vazio. Ele entrou abraçado, beijando-a e cheio de graça. Melinda se fez de difícil, só imaginando que ia se entregar logo, matando as saudades. Ele se ofereceu para fazer uma tatuagem nela. Melinda começou a escolher ansiosa: um ramo de flor na coxa, escondida do pai, que era super careta, conservador e preconceituoso. A faculdade de Fisioterapia foi mais uma escolha dele do que dela. Ela só queria a aprovação do pai, mas quando via qualquer sinal de correção ou desprezo que julgava errado, logo ia aprontar para compensar seu esforço perdido, pois ele sempre a quis como um exemplo. Melinda ficou de calcinha para fazer a tatuagem. Antes de começar, ela perguntou a ele: — Você sempre faz isso? Deixa mulheres de calcinha aqui? Ele disse rindo: — Eu não, aqui não. Mas se você quiser pode tirar ela, só que aí eu não me responsabilizo pelo meu lado profissional. Assim que ele acabou, passou pomada e tirou foto. Melinda, de forma provocativa, levantou-se e disse: — Pode se sentar e toma cuidado com as suas mãos bobas. Ele estava arrumando as coisas e disse, com cara de quem queria aprontar: — Por que? Quer que eu sente? Melinda tirou a roupa toda e disse: — Porque eu vou sentar em você e eu já tô muito excitada só de imaginar. Ele se aproximou, beijou-a e falou eufórico, tirando a roupa dele: — Que isso, hein, morena, assim você me quebra! c*****o, Mel.
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