Bom dia

1511 Palavras
Eu fiquei alguns minutos vendo o rosto adormecido de Margot. Seu cabelo ainda estava preso, então com cuidado eu fui tirando os grampos de seu penteado, liberando seus fios loiros. Ela se mexeu no meu colo e resmungou algo que eu não entendi. Seus olhos tremiam me fazendo imaginar com o que ela sonhava. Depois de um tempo ela suspirou mais uma vez e eu acordei de meu transe, levantando do sofá com ela em meus braços. Eu andei devagar para que ela não acordasse e subi os dois lances de escada. Parei na porta do quarto de visitas e entrei. Era absurdamente enorme, como o resto da casa. Aquilo parecia ter saído de uma revista de decoração de interiores. Fui até o armário e achei dois pijamas femininos. Ri mentalmente com o pensamento de que Karen esperava que eu e Margot ficássemos para dormir. Eu a deitei na cama e beijei sua testa. -Gogo, você quer tomar um banho? - passei os dedos pelo rosto dela devagar e ela assentiu com os olhos fechados. Ela sentou na cama e suspirou, logo depois ela levantou e eu a ajudei a soltar os botões do vestido. Aquilo era tão complicado, qual a necessidade de tantos botões? Quando eu soltei todos, o vestido caiu deslizando em seu corpo. O rosto dela pendia para o lado e ela ainda não tinha aberto os olhos. Eu soltei meus cabelos e os prendi mais uma vez com um elástico, e abrindo o zíper do meu vestido. Eu a peguei no colo e a levei até o banheiro, colocando-a em pé no box devagar e ela abriu os olhos pela primeira vez. Ela pegou o sabonete e tomou banho devagar. Entrei no box e a encarei tomando banho de olhos quase fechados, rindo baixo. -Eu sei que você está me olhando. Consigo sentir seus olhos em mim. Não ria, eu estou com muito sono. - Disse lavando o rosto enquanto sua maquiagem desaparecia de seu rosto. Ela me passou o sabonete e eu tomei meu banho. Depois de um tempo em baixo d'água senti seus braços ao redor da minha cintura e ela encostando em meu ombro. Fechei os olhos e suspirei relaxando no banho, tentando por pelo menos um minuto não pensar no que o General tinha dito mais cedo naquela noite. Depois de um tempo eu fechei o chuveiro e nós saímos do box. Entreguei a roupa à Margot e coloquei meu pijama. Ela terminou de se vestir e me beijou segurando minha cintura. -Obrigada. - ela sussurrou contra os meus lábios. -Por que? -Disse curiosa enquanto a pegava no colo mais uma vez e a carregava do banheiro até a cama. Nós deitamos e ela encostou a cabeça no meu peito. -Por termos vindo. Eu gostei das suas sobrinhas, e do marido da Karen. Foi tudo ótimo, eu sei que você não queria vir. - Ela sussurrou de olhos fechados. -Tudo bem, que bom que você gostou. Agora volte a dormir. -E você não vai dormir? - Ela passeava com a ponta dos dedos na minha cintura e subia a mão por dentro da minha blusa. Margot tem estado muito cansada ultimamente, não posso deixar ela perder mais uma noite de sono comigo, mesmo que eu sinta cada vez mais vontade de sentir seu corpo cada vez mais perto do meu. —Não tanto quanto você. —Se eu fosse vampira, também não precisaria dormir. —E então o que você faria? —Passaria a noite toda fazendo amor com você. —É uma ótima sugestão, não vou mentir, mesmo assim, você ainda é muito nova para sequer pensar nessa possibilidade. —Mas você parece ter 21 anos. —E? —E que eu não vou ficar desse jeito pra sempre. —Não quero mais falar nesse assunto, amor. —Voce nunca quer falar nesse assunto. —Boa noite, Gogo. - segurei sua mão, a beijando e ela suspirou fechando os olhos cansada. —Boa noite, Sofia. Abri meus olhos assustada com o pesadelo que eu acabara de ter. Olhei para baixo e Margot ainda dormia em meus braços, procurei meu telefone e olhei as horas...eu dormi por cinco minutos, pareceram horas. Suspirei e fechei meus olhos tentando voltar ao sono, quando ouvi a voz de Margot baixinho. -Vocês não podem fazer isso, não podem tirar ela de mim...-ela ficou em silencio depois disso me deixando ainda mais curiosa com o que ela estava sonhando. Depois de um tempo fechei meus olhos mais uma vez. A escuridão no quarto era agradável e me dava espaço para pensar no que fazer. Eu não queria me meter na guerra e assumir um lado, mas para o general vir falar comigo pessoalmente, as coisas não estão indo muito bem lá em cima. Estava distraída com meus pensamentos quando senti a mão de Margot na minha cintura. Abri os olhos e encarei a luz fraca que entrava pela cortina. Já tinha amanhecido, eu não percebi o tempo passar. Olhei em sua direção e beijei seu cabelo. -Bom dia. - Ela sussurrou se aconchegando em meu peito. -Bom dia, Gogo. Você falou dormindo. Teve algum pesadelo? -Não, foi tudo bem, nós vamos embora agora? - Ela perguntou levantando da cama. Senti sua voz diferente, como se ela não quisesse me contar alguma coisa. O que ela poderia ter sonhado para que não quisesse me dizer? -Só se você quiser. Mas eu preciso caçar.- Eu disse e ela suspirou se aproximando mais uma vez. -Karen disse que era para você falar com ela sobre isso. Não queria ir embora agora. Karen disse que podíamos ficar na piscina. -Eu peguei Margot, a coloquei sentada na minha cintura e coloquei minhas mãos em seus quadris. Ela beijou minha boca e mexeu a cintura em cima de mim, me deixando quente. -Você acordou feliz, será que eu consigo te enganar hoje? -Ela disse beijando meu pescoço e entrando com suas mãos em meus cabelos. Eu me levantei encostando na cabeceira da cama enquanto tirava a blusa do pijama de Margot. Ela era tão leve...sua pele estava quente e macia. Seus s***s estavam na minha frente e eu segurei suas costas. -Margot...por favor, fala.-Ela tinha que me dizer que não estava sendo controlada por mim, que ela queria aquilo tanto quanto eu. Eu não me perdoaria se a machucasse ou a fizesse fazer qualquer coisa que ela não quisesse fazer, mesmo que a única coisa que eu quisesse naquele momento fosse me enterrar em seu corpo. -Sofia, eu quero você. -Ela puxou meus braços e colocou minhas mãos em seus s***s. Eu a beijei e me perdi em seu corpo. Ela era...o que ela era? Um feitiço? Eu estava fora de órbita. Ela se mexia em cima de mim e eu só queria ela mais e mais perto. -Eu te amo. -Ela sussurrou no meu ouvido. Seu suor escorria por sua testa e seu cabelo estava uma zona, e o mais excitante é que ela não ligava pra nada disso. Ela subia e descia no meu colo enquanto eu movia meus dedos dentro dela. Vê-la entregue a mim daquele jeito me fez sentir como parte de alguma coisa, parte dela e daquela sensação que nós duas partilhávamos. Depois de algumas horas nós fomos tomar banho e eu continuei o assunto de antes. -Tudo bem, se você quer ficar, eu vou buscar umas roupas para nós enquanto vocês tomam café. Vem, vamos descer, você precisa comer alguma coisa. Descemos e na sala de jantar estavam todos reunidos em volta da mesa cheia. Margot falou com todos e sentou. -Bom dia, Sofia, parece que você dormiu bem. Está radiante. -Consegui dormir cinco minutos hoje. - disse a fazendo rir, me virei para Margot e beijei sua bochecha - já volto, meu amor. Carol, faça ela comer direito, por favor. Karen, preciso falar com você. - Karen levantou e me levou até a porta da frente. -O que foi, titia? -Margot disse que era para eu falar com você sobre caçar, não entendi. -Ia lhe dizer ontem que não precisava fazer nada, eu trouxe umas bolsas de sangue do hospital. - Ela disse apertando minha mão, chamando minha atenção. -Não quero mais fazer isso, eu sei que é errado eu deixar você fazer isso por mim. Quero que as leve de volta, okay? Eu vou dar um jeito. -Eu me lembro da última vez que você tentou ser "vegetariana", tia...não foi nada legal. -Eu sei, mas agora é diferente, você está vendo não está? Não precisa se preocupar, okay? Eu vou buscar umas roupas para Margot e um biquini para ela entrar na piscina, eu não demoro, você fica de olho nela pra mim, ela precisa comer alguma coisa, por favor, Karen. -Pode deixar, eu vou cuidar dela. - beijei sua bochecha e saí dalí. Quando estava distante o bastante daquela casa eu finalmente deixei minhas asas abertas um tempo, estava quase sem senti-las depois de ontem, eu precisava caçar então me escondi enquanto andava pelas ruas à procura de alguém m*l o bastante para ser apagado.
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