APÓS UMA SEMANA DE TREINO E MUITO ESTUDO, Raven já estava em 2º lugar no Ranking do Fogo com 2103, perdendo apenas para Morgana que estava com 2298. As duas haviam treinado com a Ordem da Luz a semana inteira para se prepararem para a missão. Para a sorte de Raven, ela tinha ótimos reflexos e se virava bem em uma luta corpo a corpo. Nada comparado à Diamond ou Kai, mas já era um começo.
A missão era se infiltrar na festa dos Feiticeiros das Trevas que haveria em Miami, na Flórida, e conseguir o máximo de informações sobre a localização da Grande Sombra e do Cristal do Poder.
Eles iriam para um esconderijo em Miami, encontrar outros quatro membros da Ordem para irem juntos para a festa.
Raven estava meditando no pátio central, tentando acessar suas memórias. Ela não contou para Altan que provavelmente era parente da Celestial.
Conseguiu se conectar mais profundamente do que todas as vezes. Estava em seus 2 anos de idade, corria pela casa para ir até o quarto de seus pais, onde eles estavam com Roman que tinha pouco tempo de vida.
– Oi, meu amor. Veio ver seu irmão? – Diane passou as mãos nas madeixas ruivas de Raven e a peque a se sentou na cama para brincar com Roman – Ela ainda é muito pequena pra entender, Harry.
– Vai ser melhor se ela crescer com esse entendimento, Diane. – o pai de Raven protestou, olhando para seus filhos – Se ela crescer sabendo que não somos seus pais biológicos, ela nunca sentirá o impacto de descobrir isso quando for mais velha. Isso traumatiza muito.
– Vai traumatizá-la ainda mais se contarmos agora. – Diane olhou para Raven – Olha pra ela. Tá tão feliz que a família cresceu. Por um ano pensamos que seríamos só eu, você e ela e agora, temos o Roman. Ela o ama tanto.
Harry ficou em silêncio enquanto observava Raven e Roman brincando.
– Não podemos contar ainda. – Diane olhou para seu marido com lágrimas nos olhos – Não podemos.
Lentamente, Raven foi deixando aquela memória e percebendo que aquilo não lhe trazia paz. Lhe trazia angustia. Foi então que ela abriu os olhos.
– Eu consegui! – ela exclamou e então percebeu que estava no ar e que iria cair em um segundo – m***a!
Raven estava muito alta. Despencou em uma velocidade muito forte e quando sentiu o impacto, ela percebeu que não era o que ela imaginava. Ao abrir seus olhos, ela percebeu que caiu nos braços de Kai, que estava pronto para segurá-la assim que ela caiu.
– Oi. – ele deu aquele sorriso preenchido e ela revirou os olhos rindo e descendo do colo dele – Conseguiu o quê?
– Consegui ver uma memória que não é feliz. – ela andou até Altan e pegou a toalha de rosto que ele havia pegado para ela secar o suor.
– E isso é bom? – Kai colocou as mãos na cintura, sem entender.
– Eu tô perto de ver o dia em que a minha mãe biológica me deixou com os Richards. – ela andou até ele, explicando – Tô tentando descobrir quem ela é a todo custo.
– Isso não é perigoso? Visitar memórias ruins? – Kai se dirigiu a Altan que deu de ombros.
– Talvez seja, talvez não. Acho que vale à pena tentar. – Altan respondeu – Acabamos aqui, Raven. A gente se vê quando voltar da missão.
– Tchau, Altan. Até. – ela pegou suas coisas e se despediu de seu tutorial com um abraço.
Kai e Raven andaram juntos até à ala norte e ele não perdeu a chance de cutucar Raven.
– Você e o Bruxo são bem próximos, não é? – ele provocou, olhando para frente e Raven olhou incrédula para ele.
– Ele me ajuda bastante. Somos amigos. – ela deu de ombros, caminhando devagar.
– Sabia que ele é bem jovem? Tem apenas 22 anos. – Kai falou e ela franziu o cenho, sem entender.
– Espera, o que você quer dizer? – ela parou na frente dele e colocou o dedo no peito de Kai, o impedindo de seguir em frente.
– Só tô dizendo que vocês se dão bem, estão solteiros, com certeza tem uma vibe entre vocês dois... – Kai evitou olhar nos olhos de Raven enquanto ela fazia sua careta de brava e enojada.
– Você tá sugerindo que eu tô saindo com o meu mentor? – Raven não acreditou e começou a acertá-lo com a toalha – Pelo amor de Deus, Redsteel! Ele é meu professor, não tem nada acontecendo entre eu e ele, p***a!
Kai finalmente olhou nos olhos dela, se aproximando um pouquinho dela.
– Mesmo? – ele perguntou genuinamente e ela sorriu, erguendo as sobrancelhas.
– Você tá com ciúme! – ela riu e Kai fez uma careta, em negação – Ah, Redsteel! Eu não acredito!
Ela deu às costas e seguiu andando, mas ele foi atrás dela.
– Ei, eu não tô com ciúmes p***a nenhuma. Só tava curioso, tá bom? – ele tentou se justificar mas ela seguiu rindo até chegar na porta de seu quarto.
– Claro, Redsteel. Vou fingir que acredito, até mais. – ela foi fechar a porta de seu quarto mas ele a empurrou com força e entrou batendo à porta e ficando de frente com ela – Sai do quarto, Kai.
Ele olhou nos olhos azuis de Raven e depois para sua boca.
– Não saio. – ele firmou o pé e ela olhou firme para ele, sem baixar a cabeça.
– Quer mesmo comprar essa briga? – ela perguntou, erguendo a mão – Lembra disso? Exupero.
Na mesma velocidade que ela ergueu a mão ele fez um movimento com os braços e recitou duas palavras.
– Industria transuerso. – ele falou e a magia de Raven se voltou contra ela, fazendo ela colar seu corpo na parede, sem conseguir se mexer. Kai sorriu e andou até ela, ficando bem perto – Lembra disso?
Raven tentou sem sucesso se soltar, e em seguida começou a rir.
– O que você quer, Kai? Me deixar louca? – ela olhou para cima, evitando o olhar dele.
Kai segurou o queixo dela e forçou sua cabeça para baixo, fazendo ela olhar para ele.
– Eu tava mesmo com ciúmes. – ele desligou seus dedos do queixo dela para a bochecha e parando em sua nuca. Raven mordeu o interior do lábio, tentando não deixar claro que estava gostando – O que você vai fazer sobre isso, Incomparável?
– Isso. – Raven murmurou a palavra irritum e se soltou da parede, parada no chão e ainda colada nele. Kai aproximou-se ainda mais, prensando ela contra a parede e entrelaçando seus dedos nos cabelos de Raven.
Ela fixou seu olhar nos olhos dele, sem dar uma palavra. Suas respirações se misturaram, logo deixando ambos sem ar. Tanto ele quanto ela sem coragem de fazer o que queriam.
– Bom... – Raven respirou fundo – Acho que é isso então. Se você puder sair agora, eu tenho que tomar banho e arrumar minhas coisas pra gente ir pra Miami.
Kai assentiu, saindo do transe e indo em direção à porta.
– A gente se vê no grande salão às 16h. – ele falou antes de sair pela porta.
Raven soltou o ar que segurava nos pulmões e se jogou na cama.
– Porra... – ela xingou, engolindo em seco. Ela encarava o teto pensando nas milhares coisas que aconteceram no curto período em que esteve na academia quando seu celular tocou. Era Amy.
Ela olhou para seu celular por cerca de 15 segundos perguntando se deveria atender, até que finalmente atendeu.
– Oi, Amy. – ela falou com a voz pesarosa.
– Raven, mas que m***a? Seus irmãos disseram que você foi pra um Internato em Londres. – Amy indagou, indignada – Sem nem dizer nada ou se despedir.
– É, aconteceu tudo tão rápido, não tive tempo de falar com você, desculpe. – Raven passou a mão no rosto, suspirando – Aconteceu tanta coisa nesses últimos dias.
– Você tá falando do que houve no museu, não é? – Amy perguntou e Raven se sentou na cama, franzindo o cenho.
– Como assim? Você... Sabe o que aconteceu no museu? – Raven perguntou.
– Eu vi tudo, Raven. – ela revelou – Quando aquele cara Cooper nos afastou de você eu me separei do g***o e fui te procurar. Eu vi a briga e a magia.
Raven se ergueu e começou a andar pelo quarto, sem saber o que dizer ou fazer.
– Será que pode me explicar o que aconteceu? – Amy quebrou o silêncio.
– Você tá na sua casa? – Raven perguntou.
– Sim. Por quê? – a garota humana quis saber.
– Fique aí. – Raven desligou o celular e pegou seu casaco. Ela sabia que era arriscado o que iria fazer, mas precisava explicar tudo para Amy.
Ela saiu da academia e abriu um portal para o quarto de sua melhor amiga, que levou um susto enorme ao vê-la.
– Raven! Como fez isso? Como chegou aqui tão rápido? Achei que estivesse em Londres! – Amy se ergueu andando até ela e Raven a abraçou – Certo, a coisa deve tá f**a, você odeia abraços.
Raven a soltou e as duas sentaram na cama.
– Vou te explicar tudo, prometo. – e foi o que ela fez. Raven contou quem era e o que aconteceu para sua melhor amiga que ficou calada ao ouvir tudo.
– É muito pra processar, mas... Eu vi tudo então, acredito em você. Mas o que você vai fazer agora? – Amy quis saber.
– Eu tenho que ajudar a pegar meu pai mas quando isso acontecer quero encontrar a minha mãe biológica. – Raven revelou, cabisbaixa.
– Nem consigo imaginar pelo que você tá passando agora. Fico feliz que me contou. – Amy segurou sua mão e Raven se ergueu.
– Tenho que ir agora. Não posso ficar aqui por muito tempo ou os Feiticeiros das Trevas podem vir aqui. – Amy se ergueu também, olhando para sua amiga – Talvez demore muito tempo pra gente se ver de novo, Amy.
– Tudo bem. Mas ao menos me ligue de vez em quando pra eu saber que está viva. – Amy brincou e elas se abraçaram, se despedindo.
Raven abriu um portal para Manhattan e entrou de fininho na academia, como se nada tivesse acontecido.
Depois, Raven e Morgana encontraram os outros no salão. Cada um carregava uma mochila simples.
– Todos aqui? – Kai perguntou, evitando olhar nos olhos de Raven.
– Falta a Moonglider. – Ben revelou, olhando para Raven que havia amarrado seu cabelo e colocado uma regata vermelha com uma calça jeans. Vestindo as suas cores.
Raven olhou para a entrada do salão e viu Diamond e sua mãe entrando no cômodo. Diamond segurava seu arco e usava um capuz preto. Ilyana falava algo para ela, que escutava atentamente. Elas pararam de caminhar e Ilyana olhou de canto para Raven.
– Audire. – Raven murmurou e sua audição cresceu, permitindo que ela ouvisse o que as duas falavam.
– Não se esqueça do verdadeiro objetivo da missão, Diamond. – Ilyana advertiu sua filha.
– Mas, Kai é... – Diamond tentou protestar mas foi impedida por sua mãe que ergueu a mão.
– Deixe Kai e o resto da Ordem focarem no Cristal. Enquanto eles estiverem ocupados com isso, é quando estarão mais distraídos. Você sabe o que fazer, Diamond.
Diamond olhou arrependida para sua mãe e assentiu.
– Sim, mamãe. – ela falou – E a Raven?
– Dê para ela a poção que eu te dei. Vai inibir os sentidos dela. Se ela ver algo que não devia, é só você contar uma mentira que ela acreditará. Mas tome cuidado com ela. Agora, vá.
Diamond assentiu e virou nas para o g***o. Raven imediatamente disfarçou e cancelou o encantamento.
– Estamos prontos? – Diamond perguntou, com a mesma expressão de soberba de sempre.
Eles confirmaram e Kai abriu o portal para o esconderijo e todos passaram lentamente, deixando Kai por último. Quando todos passaram, o portal se fechou e eles se encontravam do lado de fora de uma casa em uma fazenda em Miami.
Eles andaram até à casa da fazenda e imediatamente algumas pessoas saíram, e o primeiro era um rapaz de cabelos castanhos e olhos verdes. Ele era mais alto que Kai e mais forte. Parecia mais velho também. Ele tinha um olhar leve e seus olhos repousaram em Raven por alguns segundos, que ainda estava transtornada com a conversa que ouviu entre Diamond e sua mãe.
– Redsteel! – o homem sorriu e apertou a mão de Kai, Killian e Ben – Não via a hora de vocês chegarem. Como vai, Moonglider?
– Já estive melhor, Miner. – ela respondeu em um sorriso amarelo.
Dante Miner

Atrás do rapaz que deveria ser Dante Miner, Feiticeiro da Terra , duas garotas idênticas apareceram. A única coisa que as diferenciava, era que o cabelo de uma era loiro e ela vestia um vestido solto azul e a outra tinha cabelos castanhos e vestia um cropped verde.
Ambas olharam para Raven e Morgana, e fizeram cara de deboche. Raven que não era i****a, olhou para elas com um ar de superioridade.
– Redsteel, você trouxe carne fresca? – a loira insinuou-se para Kai. Raven ergueu as sobrancelhas ao ver que ele sorriu com a investida dela – Quem são as esquisitas?
– Daphne e Velma. – Raven respondeu de forma grossa e passou por Dante.
– Escuta aqui! – o Feiticeiro a segurou pelo braço e ela o encarou, perguntando em silêncio como ele desejava morrer.
– Ai, céus! – Morgana murmurou e Kai ergueu as sobrancelhas, vendo que Dante cometera um erro. O Mago do Fogo sentou-se no balanço da varanda para esperar.
– Se você quer manter suas mãos sugiro que tire elas de mim. – Raven falou em um tom ameaçador e ele apenas sorriu de lado.
– Garota, não tenho medo de você. Mas quero saber uma coisa: você vai ser um problema pra mim? – ele perguntou, debochando. Raven sorriu com o mesmo ar debochado e brilhou seus olhos na cor vermelha, esquentando seu corpo com seu Fogo.
– Se não tirar suas mãos de mim, logo vai descobrir. – Raven terminou a frase e a pele dela se tornou pura lava de um segundo para o outro. Dante puxou o braço para trás em reflexo, sentindo a dor da queimadura.
– É sempre bom fazer novos amigos, certo? – Kai parou entre eles e colocou a mão no ombro de cada um – Richards, Manzard, esse é Dante Miner e aquelas são as gêmeas Amelia e Katherine Shade. Dante, meninas, essas são Morgana Manzard e Raven Maxim.
Katherine Schade

Amelia Schade

A expressão deles mudou completamente ao ouvirem o sobrenome de Raven. As garotas ergueram as sobrancelhas mas permaneceram quietas, apreensivas. Dante, sorriu e olhou para a garota de cima a baixo.
– A filha da Grande Sombra! p***a, Redsteel, você trouxe o armamento pesado pra missão? – Dante brincou sorrindo e esticou a mão para Raven – Vamos começar de novo, tá bem? Meu nome é Dante. É uma honra te conhecer, srta. Maxim.
Raven sorriu de lado, se dando por vencida e apertando a mão dele.
– É Richards, mas pode me chamar de Raven.
Eles se olharam e sorriram, deixando no passado o mau entendido que acabara de acontecer e sorriram como antigos amigos. Raven não soube na hora, mas Kai ficou extremamente incomodado em como ela se sentiu à v*****e com Dante.
Eles entraram na casa e conheceram mais dois membros da Ordem da Luz, Ashean Lumin, Mago da Luz e Chelsea Namort, Maga do Ar.
Depois de feitas as apresentações e o plano ser repassado com todos ali, eles foram comer para descansarem até às 22h da noite que seria a hora que iriam para a festa.
Sentados na sala, todos estavam incrivelmente enturmados, menos Morgana e Raven.
– Posso sentar aqui? – Dante perguntou com um prato de comida ao lado de Raven. Ela assentiu e ele sentou-se.
– Eu vou falar com o Killian, já volto. – Morgana se ergueu e foi atrás de Killian. Raven e Dante se ajeitaram no sofá depois que ela saiu e enquanto Dante comia avidamente, ela m*l tocava na comida, pensando sobre o que ouviu de Diamond.
– Você precisa comer, garota. – Dante a cutucou com o cotovelo e ela olhou torto para ele, mas o ver a expressão do Feiticeiro, ela sorriu, sem graça – Você é bem marrenta, não é?
– Não sou uma pessoa que gosta de socializar. Minha vida inteira eu passei os fins de semana trancada no meu quarto e fugindo do meu irmão e irmã. – ela contou, olhando para as pessoas na casa.
– Então, basicamente, dez pessoas barulhentas numa casa pequena pra você é...
– Um pesadelo. A minha morte, algo entre isso. – ela riu de sua própria fala e ele riu junto.
Do outro lado da cozinha, Kai observava de braços cruzados Raven e Dante se enturmarem. Ela parecia achá-lo engraçado.
– Cuidado ou você vai queimar o Miner com seus olhos de laser. – Ben parou ao lado de Kai, olhando para a mesma direção que ele.
– Não sei do que você tá falando. – Kai mentiu.
– Você se lembra que eu sou seu melhor amigo da vida inteira, certo? Sei muito bem o que se passa nessa sua cabeça. – Ben tocou na testa de Kai com o dedo indicador – Vou te dizer uma coisa, meu caro amigo: se você gosta dela, faz alguma coisa porque tem mais gente percebendo que ela é incrível.
Kai olhou para seu amigo e com a expressão séria ele proferiu:
– Vai se f***r, Kasket! Agora você me deixou ansioso. – Kai saiu dali e foi para um dos quartos para pensar um pouco.
No sofá, Dante conseguia se aproximar cada vez mais de Raven. Ela estava começando a achar ele interessante.
– E você tá tranquila de vir nessa missão? – ele perguntou e ela deu de ombros.
– Por que não estaria? – ela indagou.
– Vamos nos infiltrar em uma festa de Feiticeiros das Trevas. Tem uma chance da Grande Sombra estar lá. – ele revelou e ela desviou o olhar.
– Não me importa. Ele não é nada meu. – ela respondeu, sentindo que a conversa acabou – Eu vou descansar um pouco até a hora de ir. Valeu pela conversa, Miner.
– Quando quiser. – ele sorriu de volta. Raven se ergueu e levou seu prato na piscina, o lavando.
Raven terminou de lavar seu prato e foi para o quarto onde havia largado sua mochila e o fechou. Ao sentar-se na cama, ela retirou suas botas e cruzou as pernas, tentando meditar.
Quando ela se conectou, sua mente viajou para a sua memória mais antiga que ela havia conseguido acessar, até chegar em alguns dias antes de Roman nascer.
Raven era apenas um bebê. Ela estava no carrinho sendo levada por Diane que cantava para ela. Elas caminhavam na calçada da sua rua no Brooklyn e Raven avistou três homens vindo na direção delas.
Os três vestiam preto, mas o do meio se destacava. Ele usava um sobretudo preto e tinha cabelo loiros como o sol amarrado em um r**o de cavalo baixo. Eles andaram calmamente pela calçada e ela escutou o que ele disse quando passou por ela.
– A assinatura mágica de Selene terminou aqui naquela noite, mas não consigo sentir a de Raven. Nenhuma das duas está aqui. Vamos continuar procurando. – ele falou quando passou.
– Sim, senhor. – os homens ao lado dele assentiram e Raven sentiu um arrepio, acordando e caindo na cama.
– Era ele. – ela falou consigo, percebendo mais uma coisa – Selene! Esse é o nome dela! Esse é o nome da minha mãe!