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O Experimento

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Sinopse

No ano de 2145, a humanidade começa a capturar criaturas misteriosas vindas de meteoritos e sinais desconhecidos do espaço. Esses seres são levados para laboratórios secretos na Terra, onde cientistas estudam sua biologia e tentam compreender a vida além do planeta.A doutora Lívia Navarro, jovem cientista brilhante, trabalha em um desses centros. Diferente dos outros, ela acredita que essas criaturas não são monstros, mas seres inteligentes.Tudo muda quando chega um novo espécime.Ele não é apenas uma criatura.Ele observa. Aprende. E entende muito mais do que qualquer humano imagina.Kaelith não é um monstro — ele é o líder de um distante planeta chamado Elythera, um pai que deseja voltar para a filha que o espera entre as estrelas. Enquanto os humanos acreditam que ele não entende a língua deles, Kaelith acompanha cada gesto e cada palavra, planejando silenciosamente sua fuga.À medida que Lívia passa mais tempo com ele, um vínculo inesperado começa a surgir. Em meio a segredos, experimentos e desconfiança, confiança e até amor surgem entre dois seres de mundos completamente diferentes.Mas, com a crescente suspeita dos cientistas e a intensificação dos experimentos, Lívia e Kaelith precisarão decidir se podem desafiar tudo — ciência, lealdade e até seus próprios mundos — por uma conexão que nunca deveria existir.

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A Chegada
O dia começou como qualquer outro no laboratório secreto. As luzes artificiais acenderam-se de maneira uniforme, iluminando corredores estreitos cheios de máquinas e sensores. O som constante de computadores, ventiladores e o clique de teclas preenchia o ambiente. Para qualquer visitante externo, aquilo poderia parecer apenas mais um centro de pesquisa. Mas para Lívia Navarro, cada detalhe tinha significado. Ela caminhava rapidamente pelo corredor principal, segurando o tablet contra o peito, tentando não derrubar a pilha de relatórios que carregava. O café que tomara pela manhã ainda a mantinha alerta, mas não eliminava o cansaço de noites inteiras analisando dados e preparando relatórios sobre as criaturas capturadas do espaço. — Mais um espécime chegou — anunciou uma voz pelo intercomunicador. Lívia parou por um instante. Seu coração acelerou. Novos espécimes sempre significavam novas incógnitas, mas também novos riscos. Respirou fundo e continuou andando, lembrando-se das instruções do diretor do laboratório: não se aproximar do compartimento até que todos os sensores e protocolos estivessem ativos. Mas sua curiosidade era maior que a cautela. O elevador de transporte abriu-se lentamente, revelando uma pequena cela coberta por uma lona escura. Dois técnicos empurravam o compartimento com cuidado, certificando-se de que não houvesse movimentos bruscos. Cada clique metálico fazia o coração de Lívia disparar, mesmo sabendo que nada poderia acontecer de imediato. Quando a lona foi retirada, Lívia finalmente viu. Ele estava ali, imóvel, como se tivesse dormido a viagem inteira. Sua pele era estranha, quase metálica em certos pontos, refletindo a luz artificial do laboratório. Seus olhos, grandes e profundos, eram negros como a noite, mas ao mesmo tempo pareciam conter uma luz própria. Kaelith, como mais tarde ela passaria a chamá-lo em sua mente, não era como nada que ela já tivesse visto. Ela engoliu em seco. Havia algo na presença dele que a deixava desconfortavelmente fascinada. Não havia sinais de medo, nem ferimentos. Ele parecia… totalmente consciente, mesmo imóvel. Um dos técnicos ajustou sensores na cela. Lívia se aproximou, cautelosa. Ela podia sentir o cheiro do metal misturado com algo indefinível, quase como se estivesse respirando um fragmento de outro mundo. — Ele é apenas mais um espécime — murmurou, tentando convencer a si mesma. Mas algo nos olhos de Kaelith a fez tremer. Era impossível, mas ela sentiu que ele a via. Não fisicamente — ninguém conseguia “ver” através do vidro blindado — mas havia algo profundo, como se ele entendesse mais do que podia demonstrar. Ela recuou alguns passos. — Vamos iniciar os protocolos — disse um dos técnicos, quebrando o silêncio. Kaelith permaneceu imóvel. Mas em sua mente, ele observava cada detalhe: o layout da sala, os gestos humanos, a rotina dos cientistas. Ele aprendia. Sempre aprendendo. Enquanto os sensores começaram a registrar dados biológicos e sinais vitais, Lívia não conseguiu evitar olhar novamente para ele. — Quem é você de verdade? — sussurrou para si mesma. E no instante em que a tela do monitor piscou com números e gráficos, Kaelith a viu. E entendeu o que ela dizia. Mas, por enquanto, não podia falar. Porque os humanos ainda não estavam prontos para saber. O laboratório havia se acalmado após a chegada do novo espécime. A maior parte dos técnicos estava ocupada em outros setores, deixando Lívia sozinha com a cela de contenção de Kaelith. Ela caminhava devagar ao redor do vidro, segurando o tablet no colo, mas sem digitar nada. Não estava realmente anotando — estava apenas observando. Kaelith permanecia imóvel, mas não estava parado. Seus olhos seguiam cada movimento dela, cada respiração, cada gesto sutil. Ele entendia tudo o que Lívia dizia, embora ela não tivesse ideia disso. Cada “olá”, cada suspiro, cada pensamento murmurante estava claro para ele. Mas ele não falava. Ainda não. Lívia apoiou-se no vidro, cruzando os braços. — Você é muito quieto, não é? — murmurou, inclinando-se levemente. Kaelith inclinou a cabeça ligeiramente. Um gesto quase imperceptível, mas suficiente para que ela notasse. Um calor estranho percorreu o peito dela. Ela balançou a cabeça. É só curiosidade… nada mais. Um pequeno alarme soou do corredor. Um novo lote de relatórios havia chegado. Lívia olhou para a tela. — Sempre mais relatórios — murmurou, sorrindo levemente. “E ainda assim não explicam você.” Kaelith observava cada palavra, cada tom de voz, cada pausa. Ele analisava tudo. Mas quando Lívia falava, ele prestava mais atenção nela do que em qualquer outro. — Às vezes eu tenho a sensação de que você está me julgando — disse ela, quase rindo. “Mas de um jeito bom.” Os olhos de Kaelith brilharam levemente sob a luz artificial. Julgar… sim. Mas não de forma c***l. Muito longe dali, em Elythera, uma jovem corria pelos jardins iluminados. Aelira, filha de Kaelith, ria enquanto pequenas luzes flutuavam em suas mãos. O pai estava longe, preso em um planeta distante chamado Terra, observado e contido. Mas ela podia senti-lo, de algum modo. Não por palavras, nem mensagens — mas por um vínculo mais profundo do que qualquer distância. Ela apertou contra o peito uma pequena esfera de cristal, presente dele. A luz dentro pulsava suavemente, como um coração. — Volte logo, pai — sussurrou. De volta à Terra, um pequeno incidente ocorreu. Um cabo solto atrás da cela de Kaelith faísca, e um alarme suave dispara. Lívia se vira a tempo de ver o alienígena se mover levemente, aproximando-se do cabo. Um gesto simples, mas suficiente para evitar que ele atingisse qualquer equipamento ou, pior, ela mesma. — Ei! — exclamou, surpresa. Depois parou, percebendo o que havia acontecido. Ele… ele acabou de me proteger. Ela apoiou a mão no vidro. — Você não precisava… — murmurou. Kaelith inclinou a cabeça novamente, quase como se desse de ombros. Não havia desafio, nem ameaça. Apenas compreensão. Pela primeira vez, Lívia sentiu algo novo: confiança. Horas se passaram. O laboratório ficava mais silencioso a cada minuto. Lívia permaneceu, rabiscando pequenas observações, mas sempre desviando o olhar para Kaelith. Falava em voz baixa, fazendo perguntas que ele ainda não podia responder. — Você gosta de ser estudado? — perguntou suavemente. “Fico imaginando o que você pensa sobre tudo isso…” Os olhos de Kaelith brilharam na luz artificial. Ele não podia falar. Mas entendia tudo. Cada palavra, cada sentimento por trás dela. E esperava. Esperava pelo momento certo. Porque um dia, ele contaria tudo a ela. E um dia, ele voltaria para Elythera. O laboratório estava quase silencioso. Apenas o zumbido constante das máquinas preenchia o ambiente. Lívia estava sentada em um banquinho próximo à cela de Kaelith, o tablet apoiado no colo. Mas ela não digitava nada. Seus olhos estavam fixos nele, estudando cada gesto, cada movimento. Kaelith se mexeu ligeiramente. Não muito, apenas o suficiente para que Lívia percebesse. Ele inclinou a cabeça, piscou lentamente e moveu a mão em um gesto sutil, quase imperceptível. Lívia franziu a testa, intrigada. — Você… acenou para mim? — sussurrou, quase rindo. “Se você consegue me entender, isso vai ser muito confuso.” Kaelith inclinou a cabeça novamente. Confuso? Talvez. Mas intrigante. Ela sorriu, sem conseguir evitar. — Tudo bem, vou fingir que não vi nada… — murmurou, mas não tirou os olhos dele. Minutos se passaram em silêncio, como se o tempo tivesse parado. Lívia começou a falar em voz baixa, descrevendo suas observações: — Seus sinais vitais estão normais… frequência cardíaca estável… respiração regular… — pausou. “E mesmo assim… sinto que você é mais do que números.” Kaelith observava atentamente cada palavra, cada tom de voz, cada pausa. Ele registrava tudo. Mas quando Lívia falava, ela era mais importante que qualquer outra coisa. — Às vezes tenho a sensação de que você me entende — disse ela, quase rindo. “Mas de um jeito que não sei explicar.” Os olhos de Kaelith brilharam sob a luz artificial. Entender… sim. Mas não de forma c***l. Longe dali, em Elythera, Aelira brincava nos jardins iluminados do palácio. A pequena esfera de cristal que segurava pulsava suavemente, como se sentisse o pai distante. — Ele está longe… — murmurou a menina. Mas podia sentir sua presença. Ele está me observando. Me protegendo. Ela apertou a esfera contra o peito, sentindo o vazio da ausência de Kaelith. — Volte logo, pai… — sussurrou, com os olhos marejados. De volta à Terra, um pequeno incidente aconteceu. Um cabo solto atrás da cela de Kaelith faísca, e um alarme soa. Lívia se vira, assustada, mas percebe que Kaelith se mexeu levemente, afastando o cabo. Um gesto simples, mas suficiente para evitar qualquer dano. — Ei! — exclamou, surpresa. Então percebeu o que havia acontecido. Ele… ele acabou de me proteger. Ela apoiou a mão no vidro, sem saber se deveria rir ou ficar emocionada. Kaelith inclinou a cabeça novamente, quase como se desse de ombros. Não havia desafio, nem ameaça. Apenas compreensão. Pela primeira vez, Lívia sentiu algo que não sabia nomear: confiança. Horas se passaram. O laboratório estava silencioso, exceto pelos sons suaves dos monitores e respiradores. Lívia continuava ali, rabiscando observações, mas sempre desviando o olhar para Kaelith. Falava baixinho, como se ele pudesse ouvi-la, mesmo que ainda não pudesse responder. — Você gosta de ser estudado? — perguntou suavemente. “Fico imaginando o que você pensa sobre tudo isso…” Os olhos de Kaelith brilharam na luz artificial. Ele não podia falar. Mas entendia tudo. Cada palavra, cada emoção por trás dela. E ele esperava. Esperava pelo momento certo. Porque um dia, ele contaria tudo a ela. E um dia, ele voltaria para Elythera.

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