Qual o intuito de começar tudo isso, se não, aliviar a mente de todos os grilhões que prendiam os loucos pensamentos? Poder encontrar o perdão de Giócomo, perdoar a mim mesma por algum dia ter acreditado que poderia ser realmente feliz.
Um verdadeiro jogo de xadrez formado na mente pronto para agir a cada escolha e em cada curva possível, sem medidas nem volta para o buraco, apenas a represa se arrebentando, deixando toda a podridão tomar conta, uma da qual jamais poderia ter apagado mesmo que tenha tentado.
Um jogo perigoso, visto que o xadrez humano gera mortes. E é incrível o quanto isso traz um gosto doce a minha boca, fazendo com que leve a ponta da língua aos lábios para molhar, desejando ter mais dessa sensação
Escutar a música repetidas vezes em um loop enlouquecedor só me deixa mais acordada enquanto a mente tenta se perder no significado das palavras. Talvez essa seja a diferença, aceitei o monstro que habita em mim como uma segunda camada, como o ar que respiro. Ele existia ou nasceu?
Quem vai saber os desenhos projetados pelo d***o, quem vai saber em qual queda irá ceder.
A cada dor de cada mordida fazendo a dor se alastrar por todo o corpo, em cada surra, inibindo os meus movimentos, atordoando os pensamentos que foram se formando por dentro, tomando um espaço que acreditei algum dia que era bom. Ou ao menos tentei imaginar ser bom.
O espaço adestrado desde o nascimento a ser condescendente, paciente, amorosa e obediente agora é só um espaço oco e escuro, os desejos de suicídio que tive foram sendo tomados pelo desejo insano de consumir cada grito e cada gemido da sua dor.
Com fogo, sangue e a loucura intrínseca aos solitários de alma, minha mente é dominada por todas as ideias fluindo em um esquema perfeito, as peças de xadrez se movimentando cada vez ao levantar o taco para bater no bastardo outra vez e outra vez. Vendo a fúria brilhar em seus olhos, larguei o bastão no chão, aproximando os nossos rostos, o suficiente, acariciando a barba crescida pela viagem, pego-me imaginando quantas ele atormentou sem ter a mim para saciar a sua sede.
Os olhos azuis brilham em resposta, sua língua saiu molhando os lábios pecaminosamente avermelhados, foi nesse ponto que me permitir adoecer? Ou já estava caída antes dele? Apoio a mão na sua bochecha.
— Eu te amo Stefano. — Digo, sentindo o retumbar no peito.
As palavras saindo com tanta facilidade que nem ao menos sei quando passei a amar o meu algoz, sinto os olhos queimando pelas lágrimas tomando cada traço do fôlego.
— Beatrice — A voz grave mexe com algo dentro de mim. — Me solte, prometo fingir que isso não aconteceu.
Suspiro, subindo na pequena mesa com algumas coisas ordenadas ao seu lado, traçando os bíceps estendidos com as pontas da unha, arrancando um gemido entre nós dois chegando aos seus punhos, e parando ao tocar a aliança em seu dedo anelar.
— Que tipo de amor é esse Stefano? — Pergunto, abaixando o corpo, tirando as mãos dele para pegar a bola vermelha presa entre as tiras de couro na mesa.
Ele deita a cabeça para trás enquanto me ajoelho sobre a madeira, sentindo o peito se contorcendo de uma maneira tão dolorosa, repassando toques, carícias e olhares. Será que esse amor foi apenas uma ilusão, minha?
— É o único amor real. — Paro os movimentos buscando absorver cada uma das suas palavras. — O amor nos deixa loucos e todas as monstruosidades que realizamos por amor, não nos torna monstros apenas feitos de carne.
Suspiro com força sentindo a dor carregada pela enorme gota que escapou pelo canto dos meus olhos, fugindo ao escorrer pela bochecha.
— Deixe-me sentir uma última vez. — Ele morde os lábios
A sua visão, tão inocentemente indefeso, exposto em toda a sua glória como uma escultura talhada no mais precioso mármore, é essa cena que rouba mais uma lágrima minha, seguro em seu braço esquerdo, colocando o rosto próximo o suficiente do seu, sentindo o calor e o aroma do seu hálito de charuto, a língua traçando todo caminho feito pela lágrima sorvendo como se fosse a mais pura bebida. Afasto-me apenas o suficiente para ficarmos com os olhares conectados.
— Sinto que enlouqueci. — Admito, mesmo que por dentro ainda não saiba distinguir se é bom ou r**m.
— Você sempre foi louca, meu amor, é perfeita para mim. — Sinto a verdade em suas palavras, ficando balançada, tentada a desmanchar os laços que o prendem. — Não. — Volto a olhar para ele. — Não o faça, só um de nós pode sair vivo daqui depois disso.
Engulo em seco, pois essa é a verdade mais dolorosa, uma faca que corta a minha alma e por algum motivo distorcido adoro essa dor.
— Está abrindo mão por mim? — Murmuro incrédula.
Seu sorriso se abre enorme fazendo os dentes brancos brilharam com tanta beleza, meu pedaço do sol que queima as minhas asas.
— Nos encontraremos no inferno querida. — Vejo como o olhar se transforma no mesmo momento. — Não esqueça que putas têm um lugar reservado para servir lá também.
Abro um sorriso de satisfação, é a verdade, é o que sou, uma p**a e agora uma v***a má, prestes a causar uma carnificina, voltei para os meus movimentos colocando a bola vermelha em sua boca, escutando as lamúrias quando as palavras começaram a acertar as cicatrizes abertas na alma, suas acusações por ser uma má esposa, por ser uma p**a de uma família r**m.
A indignidade de carregar um herdeiro Sartori.
Desço da mesa encarando o mar que carrega todas as minhas dores, os dissabores e o meu coração, sim, se é que tive algum um dia está indo embora com esse homem. E até mesmo ele sabe disso, ao parar de tentar falar para forçar o melhor sorriso mesmo com a boca aberta. Seu olhar carrega a satisfação de saber que está tatuado em mim.
Danço por um momento entoando a música fazendo a voz baixa repercutir nas paredes da minha cela, a sensação de prazer cresce, pois dessa vez ele será apenas, meu. Somente meu, para toda a eternidade. Sem olhar para mais ninguém, pois o último olhar será meu. Caminho pelo lugar, chegando à mesa e escolhendo com cuidado a prova da monstruosidade que meu amor consegue fazer por ele.
Uma brincadeira infame onde a cada movimento arranca um sorriso em meio ao caos do sangue espalhado pelo ambiente pequeno que costumava ser a minha cela.
Meu ouvido direito pedia descanso do som incessante e mesmo com a dor deixei levar pela música penetrando, quando se perde a cabeça você se sente livre ou vivo?
Não era o momento de conter a dor, não quando meu demônio precisa cantar, quando minha mente precisa sentir o sangue esquentando. Observei seus olhos tremendo, sua respiração fora de compasso e o suor na testa instigando o pior em mim, algo que nunca imaginei que seria possível como um sonho distante se realizando, agora. Escolhi o machado de lâmina cega.
Levantei o machado deixando a lâmina ficar presa no osso do tornozelo, fazendo um movimento de balançar como se estivesse cortando lenha, para retirar o machado não de um pedaço de madeira, mas do osso, só para ter o gosto de causar mais dor no meu amado marido, repetindo o movimento e vendo a forma em que seus olhos reviram olhando para baixo percebi ter deixado apenas um toco decepado no lugar, seus grunhidos se reverberando pelo local com isolamento misturando-se com a música.
Soltei o machado na mesa escutando um breve suspiro de alívio, embora seu olhar agora carregue um desafio, o que ele não imagina é que o inferno é aqui, foi ele que me ensinou isso ao ensinar-me que entre as paredes desse porão aquele com o poder é o juiz e o carrasco. Peguei um pano caminhando até o seu pequeno armário, achei o ácido que precisava e voltei pressionando o pano com ácido no que restara do tornozelo. Seu corpo se retorcendo com a dor, ajoelhada ergui o olhar encontrando o dele, a dor repercutiu pelo meu lábio pela joelhada partindo a pele, lambi sentindo o gosto do líquido viscoso e sorrindo com o prazer.
Sou o seu carrasco, seu dono, seu inferno, o único capaz de ter o seu amor, pois somos sujos, somos feitos da mesma podridão.
Minha mente perturbada e atordoada trouxe de volta as palavras infelizes, a memória é uma v***a repugnante.
Usei a mesma bola vermelha que era obrigada a usar, o que fez a visão me trazer um prazer distorcido. Sem um pé e ainda sendo a visão mais bela, dizem que o d***o é lindo, estão todos certos, ele é tão lindo que ao vê-lo assim, indefeso, sinto que tomo seu trono.
É isso que sou agora? Uma versão dele?
Um algoz como Stefano tem sido em todos esses anos.
Levantei observando a obra na totalidade, a escultura que ficará perpetuada nas minhas lembranças, teria sido mais difícil sem a ajuda do meu irmão para prendê-lo nessa haste de açougue, convencê-lo foi complicado, mas valeu a pena o gosto de retribuir todo o seu amor, é só meu.
— Esse é o nosso amor. — Digo sorrindo, ficando em pé, escolhendo a nova arma na mesa. — Deixe-me te mostrar.
E essa será minha memória mais prazerosa.
Cada “eu te amo” sendo retribuído à sua própria maneira, usando o momento para vingar cada criança que ele estuprou na minha frente e cada filho que arrancou de mim.
Peguei o bastão metálico balançando de um pé para o outro sentindo a música comandar meus movimentos, quando o grave chegou ao ápice girei os quadris e o atingi nas costelas ouvindo o som dos ossos se quebrando, como uma melodia suave.
Balancei a cabeça observando qual seria o próximo ponto e de repente não fazia mais sentido, nada fazia sentido, nada além de um pedaço de carne reduzido maltratado, ofegante, só que tudo termina de uma maneira ou de outra e nem sempre o final é um conto de fadas. Apesar do prazer infiltrado, a sensação de finalmente saciar esse pequeno desejo voraz de sangue, fui consumida pela vontade de vê-lo em pedaços, como todos os pedaços que fizera de mim.
Com um cutelo comecei os cortes, fazendo questão de deixá-lo sentir cada um deles seus olhos revirando com a dor, aumentando o meu prazer, e os gemidos preenchendo o espaço, e a baba escorrendo pela bola vermelha, o sangue respingando por todo o quarto, soltei o cutelo e peguei uma faca, atingindo seu abdômen e abrindo de uma ponta a outra, as vísceras caindo no chão, o prazer de matar se tornando uma parte da minha alma, seus olhos perdendo a vida.
Comecei por eles, aquela parte que um dia iludiu o pequeno mundo de fantasia me fazendo acreditar que poderia ser feliz na máfia, enfiei a faca em cada um dos seus olhos, coloquei cada um em uma pequena caixa, andei até o outro lado do cômodo puxando o tambor metálico posicionado apenas para isso, seus pés jogados no outro lado do quarto foram arremessados como uma bola de basquete, apanhei as vísceras jogando no tambor.
Sem nenhum pingo de compaixão ou piedade pelo morto.
— Com o cutelo vai demorar muito — Soltei em voz alta para o cadáver na minha frente.
Levei a faca e o cutelo para a mesa, pegando o machado, fazendo a preparação de arremesso e lá se vai uma coxa prestes a ser despedaçada.
E nesse ritual em estripar cada pedaço do corpo expulsei cada lembrança dolorosa, cada machucado, nem mesmo se tudo der errado esse pequeno momento sempre será a minha vitória.
Peguei o galão de gasolina jogando no tambor, subi em um banquinho e desatei as mãos presas adicionando ao pequeno churrasco, sua cabeça ao fundo sem olhos vindo na minha direção arrancou uma risada. Me afastei o suficiente para apoiar o corpo cansado na porta, pegando sua carteira de cigarros e o isqueiro.
Assim que joguei o isqueiro aceso em direção a gasolina, traguei meu primeiro e único cigarro.
Sentindo todas as mentiras sendo queimadas pelo fogo junto ao homem que um dia foi meu marido, os olhos azuis intensos prometendo e jurando um amor inexistente a cada surra, obrigando a minha mente por um único momento pensar ser culpada das suas maldades.
Estou perdendo a minha sanidade?
Me perdendo da realidade?
O cigarro acabou, e as chamas continuam consumindo todo o combustível, o cheiro da carne queimada deve ter se fixado na minha pele.
Mas queria estar ali e em nenhum outro lugar do mundo, ver aquele que por um único momento foi o ar que respirava, o dominador do meu demônio se transformar em cinzas é como gozar sem t*****r. E por mais que ninguém pudesse ocupar o seu lugar, ainda na morte ele é minha dor mais profunda, minha cicatriz mais aberta e mais exposta ao sol.
O sonho de uma vida feliz e de construir um amor puro junto a uma família grande, é o meu sonho de comercial de margarina que acabou de virar fumaça.
Esperei que em algum momento o arrependimento atingisse, que a dor me deixasse entorpecida, que o ar faltasse. Ainda assim, por alguma piada do destino, senti os pulmões puxando o ar de maneira confortável pela primeira vez, senti o prazer enchendo as veias. Revirei os olhos para a bagunça, esse foi o único momento de desconforto que senti.
Me beba, me alimente e me deixe te mostrar a luz.
Meu demônio parecia finalmente livre de seus grilhões e por alguma loucura, isso é reconfortante.
Peguei o álcool na prateleira ao lado e caminhei em direção ao machado sujo na mesa, com uma flanela nova, comecei a limpar o sangue, sentindo o cheiro da ferrugem e observando o brilho do machado aparecer.
Continuei o mesmo processo em cada faca, cada gilete, cada agulha e em cada alicate, todas as últimas vinte e quatro horas que passei aqui valeram. Cada grito de dor presente na memória é guardado, especialmente num lugar onde o passado não pode ser esquecido.
E agora cada pedaço de mim cobrou um preço para se manter, respirei o mais profundo que consegui apoiando na parede, peguei o celular na prateleira, desligando o som e abrindo a porta. A escuridão abraçou como uma velha amiga, subindo cada degrau esperei sentir qualquer remorso e tudo o que senti foi um imenso nada.
Caminhando pela casa escura, tateando pelas paredes algum apoio para as pernas cansadas, consegui chegar ao quarto, e como em uma prece silenciosa conectei o celular ao sistema de som, joguei o aparelho na cama sem me importar com a quantidade de ligações ou mensagens perdidas.
Suspirei, me perdendo da realidade, sentindo o gosto do sangue encher a boca após cortar os lábios mordendo.
Poderia ter perdido a sanidade e mesmo assim, não importava.
O sangue dele sendo derramado e escorrendo pelos cantos, o fogo em seus olhos azuis sendo consumido, e as cinzas que subiram no lugar abafado.
É esse sussurro na minha mente que traz o primeiro sorriso aos meus lábios, depois do caos, e essa pequena sensação pela qual nunca mais deixarei ir embora. Mesmo a custo de sangue inocente. Encarando o espelho no banheiro percebi que o som já havia se desligado por talvez o celular ter finalmente descarregado, no reflexo alguém diferente do que estava acostumada a ver, com a cabeça lívida entrei no box deixando a água escorrer pelo corpo limpando a sujeira agarrada a minha pele, pois a que se agarrou na minha alma não pode ser limpa.
Senti ser o suficiente e sai do box enrolando o corpo em uma toalha, caminhei para fora do banheiro segurando a sacola em que coloquei todas as provas que indicassem o meu crime e sujando a casa toda de sangue, deixei a sacola do lado da porta de entrada, para não esquecer de tirar o lixo mesmo sem saber se é dia de coleta ou qual dia é.
Caminhei até a bancada da cozinha em que costumava deixar o carregador e o conectei na tomada, sentindo um pequeno choque na mão e uma bolinha vermelha aparecer instantaneamente na ponta do meu dedo.
A dor não incomoda mais, talvez ela tenha sido a única companheira verdadeira em todos esses anos. Me movi um pouco para a esquerda abrindo a porta da geladeira e pegando o suco de laranja, o leite e dois ovos. Preparei a frigideira e quebrei os ovos, pegando uma chaleira para passar um café coado e a colocando no fogo, peguei um copo e enchi de suco, observando os ovos estalando na frigideira enquanto o estalo dos ossos se quebrando enchia minha mente e meus ouvidos.
A chaleira apitou e o cheiro dos ovos começou a queimar, fechei o fogo e coloquei os ovos em um prato raso, passei o café com a maior calma e precisão como a arte que é. Pegando minha maior xícara, enchi de café e cobri com leite até respingar fora ao levantá-la do balcão, tomei um gole sentindo o estômago agradecer o alimento que tinha sido roubado de si. Olhei para o copo ainda cheio de suco, jogando o conteúdo pela cozinha se misturando com os pingos de sangue de cada machucado aberto.
O som de um carro do lado de fora não me surpreendeu, quando uma das poucas pessoas com a chave da minha casa entrou, o silêncio pesou e o ar que entrava pela porta esfriou a casa.
Seus olhos revistaram a casa procurando algo que nunca mais estaria lá, o entendimento pareceu atingir seus pensamentos, observando meu pequeno café da manhã. Sua proximidade em passos lentos não surpreendia, mas o seu silêncio pela primeira vez na vida incomodava.
Os olhos tão escuros quanto os meus, o cabelo alinhado e a barba bem cortada, marcando a pele clara, pela primeira vez na vida entendi a escuridão nos olhos do meu irmão.
Talvez os piores monstros não sejam aqueles que criamos, talvez os piores monstros sejam apenas nós mesmos.
Puxando a baqueta se sentando na minha frente num silêncio ensurdecedor, respirei fundo e voltei a xícara de café, não me incomodei com a porta da entrada aberta, os passos daqueles que entravam foram enchendo o pequeno cômodo entre um sofá e a cozinha.
Stefano fez questão de dizer que não era merecedora de uma casa grande, que o corpo ficaria deformado se engravidasse, a casa pequena que aprendi a odiar por ser uma prisão, as paredes com uma cor ridícula de verde, sem ter a menor opção de redecorar ou qualquer merda.
Levantei a cabeça e observei quieta, sentindo uma calmaria incrível dentro de mim.
Cada olhar carregado com uma interrogação que não poderia responder, até a fome ter acabado, e o pior de tudo, é que essa fome não cessava a vontade de rebobinar cada momento como um filme, sentindo cada sensação fechando os olhos, ao abrir me vi refletida nos olhos escuros, dei um pequeno sorriso de canto sentindo o desejo do monstro em se vangloriar.
Frente a frente com meu irmão, sem nenhuma desilusão quanto ao destino do homem que foi meu marido, ele entendeu todas as entrelinhas do olhar, palavras eram desnecessárias e o suspiro ao segurar minha mão foi a sua forma de perguntar ‘você está bem?’ o aumento do meu sorriso se juntando ao seu igual ao meu, não poderia dar outra resposta.
Meus irmãos estavam ali por mim, o primeiro a falar sempre era Hunter
— Precisa de ajuda com a limpeza? — Seu olhar é cuidadoso, preocupado.
Os olhos verdes analisando cada parte minha exposta fazendo a raiva preencher o rosto esculpido de maxilar quadrado e boca cheia.