Capítulo 8

1001 Palavras
Fiz um gesto ao Pai de Santo que uma vez foi meu chefe, para ficar em silêncio. Então ele o chamou de volta para a cerimônia de casamento, o grande amor da minha vida fez o gesto de me por em seu colo para me levar de volta para junto das pessoas que estavam na festa, mas, o Pai de Santo, tocou em seu ombro balançando a cabeça em gesto de não e ele próprio me pegou no colo e sem que todos percebessem ele meu corpo para o galpão onde um dia ele havia me proibido de entrar e me colocou em uma esteira no chão. Ele olhou para Wellington e disse vamos sua noiva esta esperando, ele olha para o amigo com o rosto amarrotado em lágrimas e pergunta como posso me casar agora? Apontando para meu corpo imóvel na esteira. Amigo você ama sua noiva? Amo! disse ele. O que sua amiga, eles agoram estão falando de mim é que você se case e seja feliz. Ela se sacrificou para que você pudesse viver seu sonho. Então os dois saem e eu os acompanho e sem quem ninguém veja, só o Pai de Santo me via. E falava baixinho o grande amor da sua vida está realizando o sonho dele que é se casar. E você conseguiu realizar seu sonho, digo que sim! E ele me pergunta qual foi o sonho que você realizou, amar ele! apontei na direção do noivo. Mesmo sem ele corresponder aos seus sentimentos? Ele me pergunta. Sim! E lhe digo o amor ele pode sim ser unilateral, uma pessoa pode amar a outra sem ser amada. Mas quando e amor de verdade, ver quem você ama sendo feliz já se torna suficiente. Chefe se não for pedir muito, crema meu corpo e joga na cachoeira, por favor? Ou me enterre debaixo da árvore onde fui encontrada, sem o senhor saber fiz daquele lugar minha morada, eu protegia os filhotes das corujas enquanto ela caçava e ela meio que cuidava de mim também. Ele balança a cabeça concordando a festa continuou a rolar e eu sai fui visitar uma velha amiga, fiquei debaixo do ninho dela, ela ao voltar alimentou seus filhotes e veio até mim, toda a alegre, tentava me tocar mas não conseguia. Pequenina eu ficarei por aqui, você pode me ver porque agora sou um espírito, só não pode mais me bicar porque não sou mais materia. Ela voou para o ninho ao ouvir passos atrás de mim, eu olho e vejo dois homens carregando, um corpo enrolado em uma esteira. Ele deixou meu corpo debaixo da árvore e voltaram para buscar umas pás. Começaram a cavar, quando a cova já estava bem aberta eles colocaram meu corpo e eu só ouvia o som da coruja chorando e via as lágrimas do grande amor da minha vida escorrer entre seus olhos. Ao tampar a cova, ele disse botar uma cruz aqui ne amigo? Olho para o Pai de Santo e digo que não, só precisa deixar na árvore o desenho de uma cruz e eu pedi que ele me prometesse que aquela árvores nunca seria derrubada, aponto para cima e ele ver a coruja. Amigo com esse canivete vou só desenhar uma imagem de uma cruz no caule da árvore. Ele pegou o canivete e ele próprio, sem conseguir parar de chorar fez a cruz. Ele olhou para o Pai de Santo e disse: amigo me deixa ficar um pouquinho a sós aqui, só acomode minha esposa no quarto que pedi, para ela e eu passarmos a lua de mel e caso ela pergunte: diga-lhe que estou só respirando um ar que eu já chego lá. O Pai de Santo sai eu me sento bem ao seu lado e ele: - Porque você fez isso comigo? - Porque? era eu quem deveria está ai e não você. - Eu nunca mereci seu amor. - E você deu sua vida por mim? - Estou realizando meu sonho e você aqui enterrada nesse túmulo frio e sozinha. Sem poder realizar seus sonhos. Ele bate na terra, tenta cavar com as unhas e diz: levanta dai, sai dai eu não acredito que você se foi? Eu olho para a coruja lhe pedindo ajuda e ela voa para cima dele, ele pula assustado e ela fica em cima do meu túmulo. Ele faz que vai até o túmulo e a coruja o ameaça de chegar mais perto. Ele a desafia e ela expulsa ele a bicadas e arranhões. Ele olha para trás e diz não me dou por convencido, corujas dormem de dia, amanhã cedo estarei aqui. Ele vai para junto da esposa, ela o abraça e ele n**a seu abraço dizendo que está sujo e que vai tomar um banho, ele entra no choveiro se senta no boxe e enquanto a água cai por cima dele, ele soluça de tanto chorar. De repente uma batida na porta e uma voz feminina o trás de volta. Amor você está bem? Ele se levanta do boxe, termina o banho e sai do banheiro. Ele vai até a mala pega uma cueca boxe, e seu pijama, a esposa de lingerie o aguarda na cama. Ele deita e ela o provoca, mas ele se vira para ela e diz: amor estou muito cansado e com muita dor de cabeça, prefiro por hoje só dormir e descansar, amanhã prometo você não me escapa. Ela virou para o outro lado da cama, ele para o outro e se lembrando de mim ele chora até adormecer. Enquanto ele dorme entro em seu sonho, ele me abraça chorando e me pergunta porque eu deixei ele? Dou um beijo na sua testa como respeito e lhe digo era meu destino, eu que escolho meu destino. Amanhã leia a carta, que lhe deixei e você vai me entender e eu quero que me prometa uma coisa. O que é? Você fará sua esposa feliz e será feliz também. Isso é tudo o que desejo.
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