POV Noah As mãos dela se enroscaram na minha nuca, e pronto. O mundo? Derreteu. O beijo da Luna tinha gosto de urgência, de entrega, de tudo que eu cravei em silêncio por anos. Era beijo de quem quer, de quem sabe que é proibido e mesmo assim pula de cabeça. Aquele quarto era o nosso universo paralelo, iluminado só pela luz amarelada da luminária, que contornava o corpo dela como se desenhasse pecado em carne viva. Ela tava no meu colo, pernas presas na minha cintura, rebolando devagar, num movimento de vai e vem que nem era de propósito, mas era letal. Me tirava do eixo, da alma, do planeta. As mãos dela deslizavam por dentro da minha camiseta, as unhas deixando trilhas que arrepiavam tudo, até o que eu nem sabia que podia arrepiar. E eu? Eu tava faminto. Minhas mãos entraram por baix

