Coelho narrando Acordei no susto, o coração acelerado, sentindo um vazio do lado da cama. Passei a mão pro lado e nada. Olhei em volta, o quarto tava silencioso, só o lençol meio bagunçado denunciando a noite caótica que a gente teve. Olhei no relógio e tomei um susto maior ainda. p***a, já era de manhã! Pulei da cama feito um doido, tropecei no tênis jogado no chão, quase caí de cara no armário. Cadê essa mulher? Peguei o celular, abri o w******p, nenhuma mensagem. Liguei. Nada. Liguei de novo. Nada. A Letícia gosta de brincar com o meu psicológico, só pode! — Ah, não! Essa mulher acha que eu sou o quê? — resmunguei, já vestindo a roupa correndo. Saí de casa com o cabelo todo bagunçado, camisa meio torta, andando rápido igual um doido pela rua. O morro já tava no movimento, os vapore

