Capítulo 10

1050 Palavras
Christian Abro os olhos ao som insistente do despertador, ainda meio sonolento. Levanto-me da cama e, com passos lentos, encaro o início de mais um dia. O banho revigora meus sentidos, dissipando a sonolência. Após minha higiene pessoal feita, o aroma do café recém-preparado preenche a cozinha, proporcionando um breve alívio. Visto meu uniforme, pego as chaves do meu carro. O trajeto até o hospital se desenrola, cada rua percorrida é uma familiaridade que ganha novo significado. As luzes da cidade ainda estão tímidas, enquanto o sol desperta no horizonte. Ao estacionar, sinto a tensão e a responsabilidade que o ambiente hospitalar carrega. Adentro o prédio, cumprimentando as pessoas à nossa volta que compartilham a mesma missão. Os corredores conhecidos agora são trilhas familiares em direção ao compromisso de cuidar, aliviar e oferecer esperança. Entrando no hospital onde meu pai dedicou décadas de sua vida, sinto a pressão familiar misturada com a responsabilidade profissional. A estéril atmosfera hospitalar me envolve enquanto ponho meu uniforme de enfermeiro. Observo os corredores que conheço desde a infância, agora vistos sob uma nova luz. Ao chegar na ala de cuidados intensivos, encontro meu pai, seu rosto marcado pela experiência, mas seus olhos ainda irradiam a paixão pela profissão. — Christian, meu filho, estou feliz que esteja aqui.— ele diz com um sorriso cansado. Enquanto ajusto minha máscara, respondo.— É uma honra, pai. Estou pronto para aprender e contribuir..— Os pacientes ao redor, máquinas emitindo sons ritmados, criam uma sinfonia que ressoa em meus ouvidos enquanto inicio meu turno. A primeira tarefa é cuidar de uma idosa, Sra. Martins, cujo rosto enrugado conta histórias que só o tempo pode esculpir. — Christian, meu querido, você é novo aqui?— ela pergunta, seus olhos fixos nos meus. — Sra. Martins, sim, este é meu primeiro dia. Estou aqui para ajudar.— A conversa flui enquanto a atenção aos detalhes se torna crucial, cada gesto, cada palavra, uma parte essencial do meu papel. No meio do turno, encontro meu pai examinando um paciente mais jovem. — Christian, este é o Dr. Mendes, um dos melhores cirurgiões aqui. Ele cuidará do Sr. Rodriguez.— Meu pai me apresenta. Dr. Mendes me dá um aceno amigável. — Fico feliz em ter você aqui, Christian. A experiência de trabalhar ao lado do meu pai. Ao final do dia, enquanto tiro o uniforme, sinto a conexão com meu pai e com a nobreza da profissão. Cada paciente, cada palavra de apoio, moldam meu entendimento do que significa ser um enfermeiro neste hospital tão especial. No dia seguinte, ao retornar ao hospital, percebi que a rotina se torna mais familiar. Aprendo não apenas a administrar medicamentos e a monitorar sinais vitais, mas também a confortar os pacientes, assim como meu pai faz com maestria. Enquanto auxilio uma mãe ansiosa na ala pediátrica, ela olha para mim com olhos cheios de gratidão. — Obrigada, Christian. Você tem o mesmo toque gentil que seu pai.— Essas palavras ecoam em minha mente, reforçando o legado que estou honrando. Durante a pausa para o almoço, encontro meu pai na cafeteria do hospital. — Como está indo, Christian?.— ele pergunta, preocupado e ao mesmo tempo orgulhoso. — Sinto-me desafiado, mas inspirado. Cada interação me mostra a importância de ser não apenas um profissional competente, mas também um conforto para aqueles que precisam— Falo pra ele. — Isso é bom, estou muito feliz por você. Mais tarde, deparo-me com uma situação delicada, um paciente idoso, Sr. Oliveira, cuja solidão é quase palpável. Sento-me ao seu lado e compartilhamos histórias, criando um vínculo que vai além dos procedimentos médicos. (...) Ao final da semana, meu pai e eu refletimos sobre os dias vividos juntos. Ele sorri, expressando alegria e aprovação. — Você tem o dom, Christian. O cuidado e a empatia que demonstra são tão vitais quanto qualquer tratamento. Assim, enquanto continuo a trilhar os corredores do hospital do meu pai, percebo que ser um enfermeiro vai além das habilidades técnicas; é sobre humanidade, compaixão e a continuidade de uma tradição que agora carrego com honra e devoção. Ao sair do hospital após um longo dia de trabalho, a exaustão permeia cada passo meu. O peso da responsabilidade se mistura ao entardecer, mas algo chama minha atenção ao virar a esquina. Uma garota, aparentemente jovem, está sentada em um beco, lágrimas rolando por seu rosto. Aproximo-me com cautela e gentileza, — Oi, está tudo bem? Posso ajudar você de alguma forma?— Seus olhos vermelhos encontram os meus, revelando uma mistura de tristeza e desespero. — Não, infelizmente ninguém pode me ajudar.— ela fala com um sorriso amargo, e os soluços traem sua expressão. — Você quer me contar o que aconteceu?— pergunto olhando pra ela que estava vestida com um vestido longo e o rosto com a maquiagem borrada. — Eu não quero ir pra casa, não sei se aguento mais ser zombada por mais ninguém. Sem hesitar, ofereço minha mão. — Não se preocupe, vou te ajudar. Vamos para minha casa, lá podemos conversar e descobrir como posso ajudar.— falo e ela acaba aceitando, levo ela para casa comigo e ao chegarmos em casa, aconchego-a no sofá, oferecendo um copo d'água. — Meu nome é Christian. Pode ficar à vontade e se quiser desabafar eu estou aqui, mas primeiro acho melhor você tomar um banho. — Ela assente com a cabeça e vai para o banheiro, eu vou para o meu quarto pego uma muda de roupa e deixo em cima da cama para ela e vou para o banheiro onde preparo uma comida para ela, depois de alguns minutos ela chega e come e depois de um momento com ela um pouco hesitante ela começa a falar, e as palavras fluem e eu fico horrorizado ouvindo a barbaridade que ela está falando, como pode existir ainda pessoas tão preconceituosas em pleno século 21?. Sem contar que a garota cujo nome é Maya não é gorda, o corpo dela é bonito, só é um pouco mais cheinha, me aproximo dela e seco suas lágrimas e digo. — Ei, Não pense isso de você, você é uma linda garota, você é perfeita do jeitinho que você é, não dê ouvidos para esse povo, só seja você mesma Maya .
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