Giovanna Glibert
Comecei a explicar como queria a casa — Desejava que fosse grande e distante de tudo e sem vizinhos.
Tinha dinheiro o suficiente para não importar com o custo pelas coisas que fossem necessárias para ter minha privacidade e sem envolver aluguel, não quero envolvimento com humanos, já estava bom o bastante estar perto deles no colégio. A mulher na minha frente entregou um catálogo com as casas em lugares onde queria, agradeço e saio da sala.
Passei pela porta com o catálogo na mão, quando fui colocar o óculos, senti o cheiro dos vampiros que fizeram questão de ficar esperando eu sair, porém, pude sentir que o vampiro de cabelos negros, parecia desconfortável; deveria mesmo, ainda por cima, decidiram seguir uma vampira — "Foi um erro, sendo que posso ser bem vingativa"
Porém, estou deixando quieto, para ver até onde isso vai continuar, essa brincadeira de pique-esconde. Entro no meu carro indo de volta para pousada.
(...)
Serio?! Vão ficar seguindo até onde? — Talvez, quando for caçar? Deveria me sentir lisonjeada? Devem julgar que seja um animal perigoso, confesso que sou às vezes. Posso até estar gostando de saber que o moreno está me seguindo, porém, não sinto o mesmo, comparando ao outro... Ele agia como se fosse o guarda-costas da família e que qualquer coisa que pareça estranho ou perigoso deve ser observado com cautela.
Já o vampiro moreno ao lado dele, bem... reclamava se perguntando o motivo disso tudo, concordo com ele nesse ponto — Não vou sair matando ninguém, sei estar perto dos humanos, talvez até melhor que eles. Para minha sorte, Edwin conseguiu convencer o tal Jared a me deixar em paz, começando por parar de seguir.
Olhei pela janela e eles correram pela floresta, suspirei aliviado e olho no relógio as horas, ficaram até bastante tempo, reviro os olhos sabendo que mais tarde irei atrás deles, mas, antes preciso de um banho para relaxar. Depois do banho, vesti calças jeans, blusa preta e jaqueta vermelha, peguei as botas preta e deixei meus cabelos soltos, preferi ir correndo, assim fica mais fácil seguir o rastro deles.
"Prefiro seguir o do Edwin o cheiro é melhor" — pensei e cai na risada das besteiras que passa pela minha mente, olhei em volta e tudo estava tranquilo, sai do quarto e infelizmente precisava passar pela recepção, Nico levantou a cabeça olhando para mim quase que caiu duro no chão, ignorei e continuei andando, mais pro meu azar ele veio atrás, tive que diminui os passos se não ele jamais conseguiria alcançar, algo que queria muito.
Assim que passei pela porta indo para frente, fui chamada
.
— Anna — Disse vindo correndo atrás de mim e apenas olhei esperando.
— Oi! Nico...
— Oi, estava de saída? — Perguntou e suspiro.
Ele parecia ser a categoria de humano: Grudento, que ultrapassava o medo que sentia por mim para focar na atração; pensando que tem poder para perguntar o que quiser. Já lidei com vários assim, mas muitos homens não tiveram a sorte de saírem vivos, bem... não tinha tanto controle sobre mim como tenho hoje, aqueles foram séculos difíceis.
Sorte desse adolescente humano!
— Sim, estou saindo — Digo o obvio e desço a escada da pousada.
— Estava pensando se talvez quem sabe, podíamos, sair juntos... — Murmurou como se tivesse criado coragem e olhei pro céu angustiada.
Dai-me paciência, senhor... preciso lembrar que não caço humano — Apenas assusto no máximo, já que eles não são mais forma de alimento.
— Nico, deveria chamar para sair aquela garota que vive andando com você, esqueci o nome dela... — Falei uma mentira, já que não esqueço coisa nenhuma.
Entretanto, para os humanos é mais complicado, com suas memórias fragilizadas — Nesse ponto posso ser comparada a eles; sendo que minhas memórias humanas, vão sumindo com o passar do tempo. Lembro de vê essa garota algumas vezes atrás do Nico, deu para perceber que nutre sentimentos por ele a garota chamada Jessie Stanton.
Conflitos amorosos, vi isso bastante nesses dramas escolares que são muito parecidos quando se trata da fase de pré-adolescência para o adulto.
— Você está falando da Jessie? — Perguntou e confirmei.
— Vou indo... até Nico — Sussurro e aproveito seu espanto para sair antes dele falar algo.
Afastei andando pela trilha de pedras, indo para o asfalto, virei vendo que ele parecia confuso pela descoberta dos sentimentos da garota, depois saiu do estando de transe e entrou. Olhei a minha volta indo para a floresta — Sem testemunhas; sorri de mim mesma e comecei a correr na minha velocidade, para quem via parecia apenas vento, enquanto, tudo estava muito nítido para mim.
Cada movimento, som, folha caindo, um riacho perto, concentrei no cheiro, sentindo alguns veados, porém... não é hora do jantar, estava satisfeita e voltei a procura o cheiro familiar do Culleman Jared.
Comecei indo para mais longe de Fargo, parece que assim como eu... o Clã queria distância de vizinhos e curiosos — Sei muito bem como é isso; tenho desejado ter um lugar aonde poderia olhar e vê-lo como lar em meus termos. Mesmo que tenha que ir embora constantemente. Fiquei pensando nisso, por um instante, até senti o cheiro forte, parei de correr e passei pelas árvores, pulei num tronco com facilidade, vendo a super casa de três andares, toda branca... até que é charmosa, parecia tudo calmo, mas sabia que eles estavam em volta.
Aproximei com cuidado e cautela, logo vejo a entrada, olhei pelos lados desconfiada, pois, estou no território deles e coloquei uma mão na cintura — Então esse é o esconderijo dos Culleman; vampiros que encontrei na minha cidade natal, pude compreender que não sou a única no mundo que mudou seu modo de alimentação.
Sinto que... talvez algo esteja mudando ao conhecer essa família incomum, coloquei um sorriso no rosto dei alguns passos para a porta da casa do Clã Culleman — Após olhar em volta parei quando a porta foi aberta por uma mulher baixa, cabelos castanhos, rosto simétrico e pálido, olhos grandes com um belíssimo vestido preto.
— Olá, entre — Falou dando passagem para mim, entro agradecendo com meus pensamentos em conflito, porém, minha curiosa foi maior.
Comecei a seguir a vampira que foi para sala onde estava um homem alto, rosto simétrico, olhos pequenos com um sorriso gentil e vestia todo de branco — Parecia até fantasma; apesar disso ele tinha porte de comando como se mostrasse ser o líder, meus instintos vampíricos diziam isso... reviro os olhos pelas idiotices que penso.
Se tem uma coisa que aprendi nesse mundo sobrenatural é ter respeito quando estou perto de um Clã forte e este sem sombra de dúvida parecia ser poderoso, mesmo que não os conheça... como disse, sempre preferir ficar longe da minha própria espécie.
Esse homem parado devia ser líder desse deles, apesar de que fiquei em dúvida quando conheci o vampiro chamado Jared que tem o mesmo porte de liderança, a vampira que estava ao meu lado atravessou a sala e foi para nos braços do homem.
—Bem-vinda a nossa casa, os meus filhos já informaram da sua chegada em Fargo — Falou o homem sorrindo calmamente e veio até mim, estendendo a mão, olhei incerta mais aceitei o cumprimento.
— Prazer sou Carlson Culleman e essa é minha esposa Emory — Fala apresentando-se e mostrou a mulher sorridente que veio pegar minha mão, logo ouvimos passos descendo pelas escadas e eram, três no total.
— Prazer Senhor e Senhora Culleman sou Giovanna Glibert — Apresento e eles olharam surpresos e ergui a sobrancelha confusa.
Logo desceu Edwin, a loira Rosemary e o fortão chamado Elliott.
— Então... a estressada chegou — Comentou Elliott e olhei brava para esse individuo, o senhor Culleman repreendeu-o na mesma hora, parecia como se fosse um pai reclamando com o filho.
— Desculpa — Ele falou da boca para fora, já que não parecia arrependido e suspirei estressada, o fuzilei com os olhos que foi pego de surpresa.
Já bastava ter tido os vampiros Edwin e Jared me seguindo e até fui paciente, já que antes teria os atacado facilmente, mas esse parecia ser o sarcástico e detestava ser alvo disso —Meu temperamento era bem pior antes, até aprendi a controlar isso melhor ou talvez, apenas não saiba como conviver com outros da minha espécie.
— O que?
— Sei que não está arrependido, já basta ter os humanos mentindo o tempo todo...
— Não preciso ler mentes como ele, para saber disso — Joguei esse comentário apontando para o vampiro Edwin e vejo todos olhando surpresos na minha mim.
— Como você sabe do meu poder? — Falou pela primeira vez desde que desceu.