De repente, sua mão parou. Os dedos dele desceram, passando pela nuca, contornando a orelha com uma leveza que fez um arrepio percorrer minha espinha.
— Tu tá muito quieta — sussurrou, a voz quente contra o topo da minha cabeça. — Tá tramando coisa?
Eu sorri sem abrir os olhos.
— Tô tramando como roubar esse sofá quando você não estiver olhando.
Ele riu, um som baixo e gostoso que vibrou em seu peito.
— Pode levar. Leva eu junto, faz um pacote.
Ficamos em silêncio por mais alguns instantes, e então sua mão desceu mais. O polegar passou pela linha do meu maxilar, depois pela lateral do pescoço, até o ombro, onde a blusa larga escorregava. Seu toque era preguiçoso, exploratório, como se estivesse redescobrindo o contorno do meu corpo.
— Sabia que tu tem uma pintinha aqui? — ele perguntou, o dedo parando num ponto específico na minha nuca, sob o cabelo.
— Tenho? Nem sabia.
— Tenho que te contar essas coisas. — ele disse, e eu podia ouvir o sorriso na voz. Sua boca se aproximou do meu ouvido, e seu sussurro foi quente, íntimo, brincalhão. — É uma pintinha bonitinha. Fica escondida. Só eu sei que tá aí.
Um calor repentino subiu do meu estômago. Era um elogio bobo, mas a maneira como ele falou, aquela confidência tola e carinhosa, fez meu coração dar um salto.
— Você é um i****a — murmurei, virando o rosto para enterrar mais contra ele, escondendo meu sorriso.
— Seu i****a. — corrigiu, suave. Sua mão desceu pela minha coluna, sobre o tecido da blusa, em um movimento longo e firme. Parou na base, bem na curva das costas. — E aqui... — ele continuou, sua voz ainda um sussurro brincalhão no meu ouvido, — ...aqui é onde tu arqueia quando eu tô dentro de você.
A frase, dita com tanta naturalidade e uma pitada de safadeza carinhosa, me tirou o fôlego. Não era uma provocação pesada. Era uma lembrança compartilhada, um segredo sujo entre nós dois, dito com a i********e de quem conta uma piada interna.
Eu me contorci levemente, um misto de vergonha e prazer.
— Victor... para — protestei, sem nenhuma convicção.
— Para o quê? — riu baixinho, seus dedos apertando de leve a carne na minha cintura, por cima da blusa. — Tô só comentando. É fato científico. Observação empírica.
— Seu empírico é um o****o, — eu retruquei, rindo agora, tentando me virar para encará-lo.
Ele não deixou. Me prendeu mais firme contra ele com o braço.
— Fica aí. Tô no meio da minha pesquisa.
Sua mão, que estava na minha cintura, deslizou para a frente, achando minha barriga sob a blusa larga. Sua palma era quente, áspera, e ele a espalhou sobre mim, fazendo círculos lentos.
— E aqui... — sussurrou novamente, seus lábios tocando a ponta da minha orelha, — ...aqui fica quente, bem quentinho, quando você tá com vergonha do que a gente faz.
Eu soltei uma risada abafada, um som entre o constrangido e o e******o. Era impossível não rir. Ele estava transformando a i********e em brincadeira, em algo leve e pegajoso.
— Você é insuportável, sabia?
— Eu sei. — ele concordou, orgulhoso. Sua mão desceu um pouco mais, os dedos brincando com a barra da blusa, roçando a pele logo acima do osso do quadril. — Mas tu gosta.
E então, seu toque mudou. De brincalhão para deliberado. Seus dedos deslizaram para dentro da calça, encontrando a pele nua do meu quadril. Eu dei um suspiro. Ele não foi mais fundo. Apenas acariciou aquele osso saliente com o polegar, em movimentos que agora eram suaves, quase meditativos.
— Tá vendo? — murmurou, sua voz perdendo um pouco da brincadeira, ficando mais séria, mais profunda. — Tu fica toda macia aqui. Toda a teimosia some.
Era verdade. Sob seus dedos, minha resistência, minha vigilância, tudo tinha se dissolvido. Eu estava macia. Aberta. Brincalhona.
Eu me virei finalmente, conseguindo olhar para ele. Seu rosto estava perto, seus olhos escuros brilhando com uma mistura de travessura e uma afeição profunda que me fez o estômago virar.
— E você fica todo bobo — retribuí, tocando a ponta do nariz dele com o meu.
— Só por você — ele respondeu, simples.
E então ele me beijou. Não era um beijo de fogo, nem de pura paixão. Era um beijo sorridente. Seus lábios se encontraram com os meus em uma dança leve, descontraída. Eu senti o sorriso dele contra a minha boca, e comecei a sorrir também. O beijo ficou meio torto, meio engraçado, interrompido por nossos risos abafados.
Rindo, ele rolou sobre mim, me prendendo suavemente sob seu peso no sofá largo. A blusa abriu, e meu corpo ficou exposto ao ar e ao seu olhar. Ele não atacou. Apoiou nos cotovelos ao lado da minha cabeça e apenas me observou, seu sorriso se transformando em algo mais suave, mais admirador.
— Olha só pra você — ele disse, sua voz um fio de som.
— Tá, e daí? — provoquei, minhas mãos subindo para seus ombros.
— Daí nada. Só tô olhando minha plantinha teimosa. — ele baixou a cabeça e depositou um beijo no meu esterno, bem entre os s***s. — Tão viva.
Sua boca desceu, deixando um rastro de beijos quentes e preguiçosos. Beijou a curva de cada seio, lambeu meus m*****s até ficarem duros e sensíveis, mas sem a urgência de antes. Era como se estivesse se divertindo. Provocando.
Quando sua boca encontrou meu umbigo, ele soprou. O ar frio na pele úmida me fez estremecer e dar uma risadinha aguda.
— i****a! — eu disse, tentando me contorcer.
Ele riu, prendendo meus quadris com as mãos.
— Cuidado, hein. Tô fazendo ciência aqui. Testando reflexos.
Ele continuou descendo, beijando, mordiscando de leve a pele das minhas coxas. A calça foi empurrada para baixo em movimentos desajeitados e cheios de risadas, até que eu fiquei completamente nua sob ele, no meio da sala.
A luz da lua entrava suave pelas janelas. Não havia escuridão para se esconder. Apenas nós dois, rindo, brincando, num momento de pura leveza.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas, seu rosto num nível com o meu sexo. Ele olhou para mim, um sorriso malicioso nos lábios.
— E essa daqui? — ele perguntou, como se apresentasse um novo espécie — Tá tímida hoje.
— Para de falar! — eu gritei, rindo, cobrindo o rosto com as mãos.
Ele riu também, e então eu senti. Não sua língua, mas seu sopro. Mais uma vez, ele soprou, suavemente, no meu c******s.