Eu voltei pro quarto quase correndo, como se a distância entre a sala e a cama fosse um oceano. Fechei a porta atrás de mim e encostei as costas nela por um segundo, respirando curto. O ar ali dentro parecia menos pesado do que lá embaixo, mas ainda tinha gosto de prisão elegante. Eu fui direto pra cama, peguei o celular e virei a tela pra cima. E meu coração quase saiu pela boca. Chamadas perdidas. Uma atrás da outra. "RAÍZES VIVAS" aparecendo repetido, como se o telefone tivesse tentado me puxar de volta pro morro no grito. Cinco. Seis. Sete. E, embaixo, uma mensagem curta da Rita: "ATENDE. É ELE." Meu corpo inteiro reagiu como se alguém tivesse aberto uma janela dentro de mim. As mãos começaram a tremer. Minha garganta fechou. Eu senti o calor subir pro rosto. Victor. Eu apert

