— Só que... eu virei esse jogo. — eu falei, e senti minha própria voz mudar. Ficar mais sólida. — Eu contratei advogado bom. De verdade. Lá e aqui. Eles confirmaram que o que ela faz é abuso. Coerção. Controle. E eles montaram um plano. Victor levantou o olhar, atento. — Que plano? — Eu saí da casa dela. — eu disse, e vi o impacto nos olhos dele. — Fui pra hotel, escondida. Comprei passagem e voltei pro Brasil. Fui direto num advogado em São Paulo. E... Victor, eu tô muito perto de ser oficialmente livre dela. Não amanhã de conto de fadas, mas... em breve. Com documento, com registro, com barreira. Eu vi o peito dele subir e descer mais lento, como se finalmente alguma coisa encaixasse. — Então tu não voltou pra Paris pra se render. — Eu voltei pra cortar as garras. — eu respondi. O

