A gente foi pro banheiro. Ele ligou o chuveiro, ajustou a temperatura com aquela facilidade de quem já tinha aprendido meu gosto. Eu tirei a roupa devagar, sentindo o olhar dele em mim, mas sem aquela fome agressiva. Era admiração quieta, quase reverente, como se ele estivesse olhando pra mim e pensando "ela tá aqui". Eu entrei primeiro, a água morna batendo nas costas e levando embora um pouco da tensão que ainda tava presa nos ombros. Victor entrou logo depois, fechando o boxe e encostando em mim por trás com calma. — Tu tá com raiva ainda? — murmurou no meu ouvido. — Tô com... coisa. — eu admiti, fechando os olhos. — Coisa eu entendo. — ele respondeu, beijando meu ombro. — Mas deixa ir. Ele pegou o sabonete e começou a ensaboar meus braços devagar, como se aquilo fosse um gesto de

