Mentira benéfica

700 Palavras
Na manhã seguinte, a conselho da dona Joana, Clarice resolveu sair para comprar algumas roupas apropriadas para o trabalho. Pediu indicações de lojas baratas e quando estava saindo o Ryan disse que ia junto, pois não era bom que ela saísse sozinha. Durante todo trajeto o Ryan conversava muito com Clarice, que respondia todas as suas perguntas sem entusiasmo. Finalmente Clarice conseguiu comprar quatro peças de roupas apropriadas e por um preço bom. Ela sabia que as roupas não eram de qualidade, mas serviriam para o trabalho por um tempo. Como ia trabalhar em um escritório de advocacia precisava está apresentável. O Ryan a convidou para lancharem e, somente depois do lanche, eles voltaram para casa . Ela aceitou o convite, pois já estava com bastante fome e quando chegasse em casa não teria mais energia para cozinhar de tanto que eles andaram. Algumas horas depois e eles já estavam chegando em casa. Mas uma grande surpresa aguardava por Ryan. Sua namorada estava em frente a sua casa a sua espera. E odiou vê-lo com a Clarice, é claro. Sentido o clima pesado Clarice entrou tomou banho e pegou um livro para ler. Naquela noite ela não jantou e a Joana e seu José sentiu sua falta. Ela começou a confidenciar a seu diário os sentimentos daquele dia. Querido diário, As vezes me sinto uma boba por tá escrevendo como se estivesse falando com alguém, mas me sinto tão só. Gostaria que minha mãe estivesse comigo, sinto tanto a falta dela. Se ao menos meu pai me amasse esse sentimento seria menos doloroso. Sou grata por ter encontrado essa família que me acolheu, mas ainda há um vazio em mim. Não tenho ninguém que me ame de verdade e ninguém para confidenciar meus sentimentos, além de você, querido diário. Sempre que aquela garota de pele pálida, olhos castanhos e cabelos longos e negros sentia falta da sua mãe, ela não comia e m*l dormia. Era um sentimento que indicava que algo estava faltando. Ela não tinha ninguém que a amasse de verdade, nunca se sentia protegida e querida. Era uma vida solitária, mas ela estava disposta a encarar tudo isso e fazer o melhor possível para ser feliz. ............ Enquanto isso... Aquele homem louro de olhos azuis, sim, aquele homem que encontrou com a Clarice no elevador estava deitado em sua cama, já com seu pijama. Ele estava com o broche da Clarice em suas mãos. Ele olhava para aquele objeto pensando se um dia encontraria aquela linda jovem novamente. Um sorriso se desenhava em seus lábios enquanto ele lembrava do breve momento que passaram juntos. Ele logo cuidou de afastar aqueles pensamentos, pois tinha se magoado muito em seu último relacionamento. Sua noiva o traiu faltando poucas semanas para o casamento. Seu telefone tocou ao olhar na identificação viu que era a sua mãe. No fundo ele já sabia do que se tratava. - Boa noite, mãe. - Excelente noite , filho. Como você está? - Muito bem, mas cheio de trabalho. Ele mentiu na tentativa de que ela não demorasse na chamada, pois já sabia o porquê da ligação. - Você precisa pegar menos casos filho e precisa se divertir mais. Sair a noite, conhecer pessoas novas e encontrar uma boa mulher para ser sua esposa. - Isso não está em meus planos, mãe. - Mas está nos planos da família e principalmente de sua avó. Não é possível que sua desilusão te deixou tão egoísta e endurecido, pense em sua avó. Seria a maior felicidade da vida dela ver você com alguém. E ela anda tão doente, filho. - Mãe, eu já tenho uma namorada. Fala para vovó. - Sério filho? Quando vai trazê-la aqui? - Quando eu tirar férias. Agora tenho outra ligação aqui que preciso atender. Te amo. Não havia ligação alguma. Thiago só não queria continuar ouvindo a sua mãe. Depois do seu relacionamento fracassado ele se fechou ao amor e sua avó, que já estava idosa e com a saúde delicada, tinha o sonho de vê-lo casado. Por impulso ele acabou mentindo, mas por sorte ele não iria tirar férias tão cedo, assim ele tinha ganhado tempo e evitado as pressões da família.
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