Desconhecido

1018 Palavras
Era o primeiro dia de trabalho da Clarice e ela acordou bem cedinho, foi ao banheiro e tomou um banho bem frio. Depois se dirigiu para seu quarto e vestiu uma saia preta na altura do joelho e uma blusa branca de manga longa. Se olhou no espelho, avaliou e decidiu colocar blazer preto, calçou sua sapatilha e se olhou mais uma vez no espelho. Fez um r**o de cavalo alto no cabelo e passou um batom rosa nos lábios. Procurou o broche da sua mãe para colocá-lo e não encontrou. Depois de procurar bastante, ela saiu triste por ter perdido a única lembrança que tinha da sua mãe. Mas ela estava decidida a passar a noite procurando até encontrar. Depois de pegar três ônibus diferentes ela finalmente chegou em frente ao edifício. Sua roupa estava um pouco amassada e por isso começou a ajeitar a roupa enfrente ao edifício. Entrando no edifício, passou pela catraca e se dirigiu até o nono andar onde conheceria seu chefe e seus colegas de trabalho. Aquela empresa reunia um g***o dos melhores advogados do país, ali eles tratavam e acessoravam as maiores empresas. A maioria daqueles advogados não trabalhavam apenas naquela empresa, mas também em seus próprios escritórios, já que eles só compareciam três vezes por semana. Cada advogado tinha um assistente que deveria organizar a agenda e redigir juntamente com o chefe os relatórios e documentos que fossem necessários. Todos ficavam em uma baia fazendo seus trabalhos . Clarice chegou e foi indicada a se apresentar ao seu chefe . Ela estava muito nervosa. Bateu na porta e de repente a porta se abriu e uma figura de um homem alto, louro e de olhos azuis surgiram em seus olhos. Ela m*l podia acreditar, era aquele homem que ela encontrou no dia da entrevista. Exitou em falar mas ela não tinha muita escolha. - Bom dia. Meu nome é Clarice e sou sua nova assistente. ( falou ela sob o olhar persistente do homem) Clarice estava muito nervosa e não queria ser reconhecida, ainda mais pela situação constrangedora que passou. Já aquele homem sentiu uma felicidade interna ao encontrá-la novamente. - Entre. Devo te chamar de senhorita ou senhora Clarice? Falou aquele homem se afastando dando passagem para Clarice entrar. Ela entrou dando passos tímidos e disse: - Senhorita. Ela analisou rapidamente aquele ambiente, a decoração muito moderna quando rapidamente e seus olhos ficaram presos no quadro de Van Gog que estava na parede. - A senhorita se interessa por artes? Disse aquele homem olhando para sua secretaria que estava perdida olhando para aquela obra de arte. Caminhando distraidamente até a obra ela esbarrou em uma cadeira. E um rubor apareceu em seu rosto imediatamente. - Bem... Gosto de apreciar uma bela arte. Apenas isso. ( falou envergonhada e voltando a atenção para ele) - Sente-se. Meu nome é Thiago, Senhorita Clarice. E aqui está minha agenda. Você deve ligar e confirmar com esses clientes nossos encontros de hoje. Tem esses documento que precisam ser redigidos também. ( disse ele entregando várias pastas para a Clarice) - Sim, Senhor. Ele ficou em silêncio olhando fixamente para ela. Na tentativa de se livrar da situação embaraçosa, desajeitada, ela disse : - Com licença. Vou começar esses trabalhos aqui. ( disse olhando para a pilha de documentos em suas mãos). Ao sair da sala Clarice finalmente pode respirar tranquilamente, por sorte seu chefe não lembrou do dia que se conheceram e da vergonha passada por ela. O que Clarice não sabia era que seu chefe havia lembrado daquele dia, havia lembrado dela e estava irritado por ela não ter lembrado dele. Quem ela pensa que é para esquecer tão facilmente de mim. Pensava Thiago tentando se concentrar no trabalho. Algumas horas depois e Clarice bateu em sua porta confirmando a agenda do dia e entregando todos os documentos redigidos. Ele olhou cuidadosamente e m*l podia acreditar que o trabalho estava completamente terminado e estava perfeito. Com uma caranca no rosto, entregou para ela novas tarefas. Aquela garota era muito eficiente e ele muito exigente. Na hora do almoço Clarice pode conhecer seus colegas de trabalho, ficou sabendo por eles que seu chefe havia mudado muito após a traição que sofreu, andava extremamente irritado com as assistentes que teve e nenhuma lhe servia bem e não mais sorria. Ela ouvia tudo atentamente e ficou com muito medo de, por algum motivo, perder seu emprego pois necessitava muito dele. Após o almoço ela voltou para tonelada de relatórios que precisava dar conta. Seu chefe a chamou várias vezes para dar novas instruções para o dia seguinte. Ele estava muito bravo por algum motivo que era desconhecido para Clarice. Clarice continuava fingindo que não lembrava dele. Ao final da tarde ela já tinha terminado todas as tarefas que seu chefe lhe ordenara. Pegou sua bolsa e se dirigiu ao elevador. Quando o elevador estava prestes a fechar seu chefe o impediu entrando rapidamente. Ela olhou para ele relembrando da última vez que estiveram juntos em um elevador. Quando ela se deu conta estava sendo observada por aquele par de olhos azuis, sentiu envergonhada e como se estivesse sufocando. - Você está bem, Clarice ? ( disse ele ) - S. Sim. - Você é claustrofóbica? Está um pouco vermelha. - Não sou. ( falou timidamente) - Teve alguma experiência r**m com elevadores? Você não parece bem. Aquele homem estava fazendo o possível para que ela se lembrasse dele. - O senhor não precisa se preocupar. Estou ótima! ( falou tentando manter a coragem e fingir que tava tudo bem) Aquelas palavras foram suficientes para deixar o Thiago irritado novamente. Como ela pode não lembrar de mim? Ela é tão estabanada que não me admira que ela não tenha me relacionado aquele dia. ( Pensava ele irritado). Enquanto o elevador descia para o primeiro andar, ele a olhava admirando sua beleza delicada. Quando as portas do elevador abriu ela saiu primeiro e rapidamente. Igualmente ao dia que se conheceram pela primeira vez. Mas dessa vez foi impedida por ele, que pegou em seu braço a impedindo.
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