A floresta escura me causava arrepios, os barulhos das arvores soavam como sussuros que me julgavam a cada centímetros.
Em poucos minutos ja me sentia completamente perdido e confuso, eu só tinha que andar em linha reta mas nada parecia linha reta as arvores se repetiam idênticas como se eu estivesse andando em círculos, a floresta me queria fora mas eu não voltaria sem a cabeça da feiticeira.
Cristal é maluca o que ela faria?
Quem se importaria tanto com um lugar que pode ser destruído? Eu disse que daria o dinheiro e mesmo assim ela quis ficar pra ajudar ela poderia só ter ido embora, pelo menos, é o que eu faria.
Não nos damos muito bem mas eu tenho sido bem desagradável com ela, e agora ela ta se arriscando ela diz que não é por mim, como no bilhete, sinceramente é a mais pura mentira que eu já vi, ela tem tudo só pra ir ou ela é muito boa, ou muito burra.
Um barulho estranho, que soou como um sussurro terrível em meus ouvidos vindo de um lado da floresta que parecia estar mais escuro do resto, respirei fundo e segurei as redias que guiavam o cavalo, ele logo se opôs e se direcionou ao lado contrário.
Algo estava errado, o cavalo relinchou alto e quase me jogou de cima de si, o prendi em uma árvore qualquer assim que desci entraria apé. O arrependimento consumia meu ser, a escuridão se intensificando a cada passo mais para dentro, as árvores circuladas de neblina, neblina essa que surgiu na medida que eu ia mais em rumo ao lado mais escuro.
Por pouco pensei estar de noite, e uma única luz mais forte vinha de uma cabana, curiosamente de aparência amigável o teto era coberto pelas raízes de uma árvore enorme.
Antes mesmo de pensar em bater na porta, ela se abriu sozinha e uma linda moça, de cabelos ruivos e compridos, seus olhos verdes pareciam enxergar a minha alma, o vestido longo verde como o musgo dos pés das árvores, que agora eram iluminados com a luz clara do dia que surgiu de repente.
— Eu fui avisada que você viria... Por favor e-entre! - Disse a moça de olhos amigáveis e energia vibrante.
— Eu não acho que seja uma boa ideia... - Respondi desconfiado.
— Então eu me apresento... Podemos falar aqui fora mesmo... Sou a a filha da feiticeira me chamo Raya! - Ela se curva fazendo reverencia e eu retribuo.
— S-Sou o príncipe Adam Benjamin de Carnely... - Respondi, me apresentando também.
— Estamos no mesmo reino, não precisava dizer de o de é! - Sorriu.
— Ah... Sim claro... - Meus olhos perdidos no verde ciano daquele olhar, me fez sorrir de volta como um t**o.
— Minha mãe, se foi a alguns anos, e ela previu que um principe viria caçar a mesma para, acabar com a maldição... Sinto em dizer que isso não resolveria e que nem mesmo eu possa desfazer a maldição! - Disse a ruiva de forma plena, Raya parecia sentir pena, e culpa por não pode ajudar.
— Tem que ter alguma coisa...
— Sinto muito... Vou te mostrar a saída da floresta... - Raya fechou a porta de sua pequena casa, e começou a andar.
— Não... Antes pode me dizer onde encontro as fadas? - Perguntei.
— Elas não podem desfazer a maldição, Adam... - Disse Raya.
— Eu sei... Mas talvez eu possa fazer um outro pedido...
No jardim das fadas, me encantei com todo o brilho e beleza do lugar, uma aglomeração das fadas chamou nossa atenção Raya as chamou e todas deram espaço para uma moça que estava de costas e vacilei minhas pernas, por um instante achei que tivesse mesmo caído de joelhos, não poderia ser possível.
Cristal P.O.V
Cheguei a onde as fadas viviam, no jardim que é tão belo e iluminado eu fiz meu pedido as fadas, "quero me parecer com quem o príncipe ama".
Eu não mudaria nada para os outros, mas para Adam eu seria a mulher que ele sonha, e que ama. O preço do pedido foi se eu não desfazer o feitiço minha aparência seria essa para sempre, mas era só até o casamento, e acabaria com isso, era só tomar um liquido amarelo do vidrinho que me foi dado até o prazo de uma semana.
Enquanto as fadas terminavam de me explicar como funciona o feitiço alguém chegou as fadas sairam de perto de mim, e quando me virei vi uma linda moça ruiva e Adam estava com ela.
Ele me olhava abismado e chegou a ficar pálido, se aproximou de mim assustado e com lágrimas nos olhos.
— J-Jayne? - Adam chamou sua voz saiu como um fio de seda.
— Adam... - Respondi, tentando saber como realmente me comportar.
Afinal eu não sabia nada sobre essa mulher.
— Jayne... Como? - Adam se ajoelhou em minha frente chorando.
Eu não soube o que fazer nem como reagir ele começou a pedir desculpas, desesperado e senti um cala frio.
— Ei levanta eu estou aqui agora! - tentei parecer natural.
— Não.. Não pode estar, você morreu nos meus braços eu... Eu matei você! - Tornou a senhora ajoelhar chorando.
— Me conta o que aconteceu com calma... Eu não me lembro... de nada!
— Não lembra... Do, vamos pra casa volta comigo!
— Volto... - Disse com um nó na garganta.
No fundo eu não queria saber de nada, mas eu precisava continuar com isso era pro bem de todos.
Íamos saindo do Jardim quando a moça Ruiva se opôs.
— Espera! Me disse que faria um pedido as fadas... Não vai mais? - Disse a ruiva de forma calma.
— Eu ia... Pedir uma cura a uma moça doente é irmã de uma conhecida... Ela esta presa a mim por um acordo ridículo se a irmã dela ficar boa ela pode ficar livre! - Disse com você de choro e suspirou.
A ruiva se espantou, e logo começou a falar.
— Essa moça doente... Por acaso é uma moça que... Por conta da doença não tem forças pra andar e a maior parte do tempo ela... Dorme?
— Na verdade eu não sei bem... Mas acho que sim!
— A algum tempo atrás essa moça se for ela, veio até nós a mim e as fadas para pedir a cura da irmã mais nova de um veneno mortal, foi uma picada de cobra... Ela trouxe a pequena a irma mais nova quase morta até a floresta, mas tudo tem um preço e ela pagou com sua vida no lugar da irmã... Se for essa moça eu sinto muito em dizer não tem como curar! - Terminou de falar e eu segurei os berros internos, por um minuto perdi minha consciência e vacilei meus passos.
— Ela disse que isso seria um segredo Raya! - Uma das fadas tomou tamanho humano.
— Mesmo assim, não estamos falando da família dela... Que provavelmente nem deve saber disso até hoje!