Precisamos fazer alguma coisa, sem o casamento a rainha pode morrer, com o casamento o reino todo pode virar pedra, não sei o que fazer nenhuma das soluções que eu pensei, vai funcionar e nem as de Adam, ja havia se passado três dias desde a conversa dele com o rei, parece que estamos todos destinado ao caos novamente.
— Ta bom e... Se a gente pedir para que eles vão antes do casamento? Eles podem ir embora e não nos casamos! - Disse o príncipe com um fio de esperança.
— Pode ser, mas o que acontece se não tiver um rei e uma rainha? Quer dizer... Nosso reino é coberto de magia acha que pode acontecer alguma coisa? - Perguntei receosa.
— Não sei... A anos todos sobem ao trono por um casamento! E do jeito que anda as coisas não duvido que isso também dê problema...
— Vamos ter que falar com o rei de novo... Ou pegar os pergaminhos antigos sobre o reino...
— Como sabe disso? - me olhou desconfiado.
— Bom todos sabem sobre a lenda do reino de pedra, e sobre os pergaminhos nunca foi um segredo...
— Claro... É verdade! - coçou a nunca confuso.
— Podemos tentar esse plano, mas o povo e o concelho... Vão cobrar o casamento pra que você possa ser rei... Isso pode dar um problema mais "jurídico" do que mágico...
— Então só temos uma solução né... - me olhou emburrado.
— E qual seria? - perguntei de pressa.
— A gente pode... Tentar se dar bem, e esconder do concelho a viagem de meu pai e minha mãe... Eles não vão voltar então... E melhor que isso fique bem escondido....
— Claro... Como faremos isso? O rei não tem reuniões com o concelho toda semana? - nesse momento nos olhamos pensando que mais uma ideia tinha ido para o lixo.
— Olha Cristal... Não da pra pensar pra sempre em soluções sem saída... Não posso fingir que gosto de você, mas posso tentar ser seu amigo...
— É... Mas.. E a feiticeira? Ela não pode ajudar, só dessa vez? - perguntei, estava tão ansiosa que me encontrava torcendo a saia de meu vestido sem parar.
— Sim... Isso! Isso! Ela que começou com essa bobagem pode ajudar dessa vez... Mas eu não sei como encontrar ela ninguém sabe...
— As fadas não sabem? - perguntei esperançosa.
— As fadas são terríveis, se a gente disser que quer falar com a feiticeira, elas vão até feiticeira pra avisar mas não passam recado! - bufou bravo, e triste.
— Adam... Podemos tentar os dois... Não da pra perder a esperança agora, é o que mais precisamos!
— Se ela estivesse aqui tudo seria mais fácil! - Se levantou bravo e foi para o quarto batendo a porta após se referir a sua amada que morreu.
Meu coração apertou, eu sei que ele não me quer por perto, mesmo que eu esteja tentando ajudar.
Eu não posso ser responsável por tudo isso, o reino a rainha que pra surpresa até do príncipe não é desse reino, e esta fraca e morrendo.
Tomei uma decisão, não posso ficar aqui, seria melhor que eu não soubesse de nada, escrevi um bilhete para o príncipe e parti rumo a floresta onde vive as fadas.
"Não venha atrás de mim, vamos conseguir resolver isso, fale com o rei diga para eles irem" - Cristal
"Ps: Sei que me odeia, e não to fazendo isso por você!".
Assim que cheguei em frente a floresta, cuja as folhas das árvores pareciam brilhar pedi para que eu pudesse entrar e um caminho surgiu, olhei uma última vez para trás, eu não iria pedir as fadas que me levassem até a feiticeira, mas meu pedido seria ainda mais arriscado.
P.o.v Adam
Ouvi a porta da frente bater e corri pra baixo secando as lágrimas frias que escorriam em meu rosto, um bilhete em cima da mesa e um silêncio em volta.
Assim que terminei de ler senti uma certa preocupação, um medo.
O que aquela maluca iria fazer, ir atrás da feiticeira era impossível achar ela se não fosse por um motivo que ela mesma tivesse que vir até nós, ela não aparecia e já havia anos que ninguém nunca mais tinha visto, ela pode nem estar viva depois de tantos anos.
Eu não poderia ir atrás dela ja estaria muito longe, o caminho da floresta não se abre pra qualquer um, principalmente pra alguém de sangue real, já que na lenda um rei burro foi pedir uma "trapaça" as fadas.
Maldita linhagem de idiotas, eu não pedi por isso, eu seria feliz se fosse só um padeiro, ou um morador da vila.
Depois de um tempo lamentando esse plano falho e t**o, resolvi fazer alguma coisa, e fui até meu pai dizer que eles poderiam partir em segredo vi minha mãe por uma ultima vez seus olhos antes tão verdes agora eram cinzas e vi pela primeira vez suas orelhas pontudas e seus cabelos tão claros que antes pareciam tanto com os meus, estavam brancos e não mais castanho claro.
Queria poder fugir com eles, que esse reino vire pedra eu não ligo, vou perder a mina família por causa de uma maldição, que eu não causei.
Meu sangue ferveu de repente pensar que estou pagando por algo que se quer é culpa minha, tanto me calo pra agradar um reino que eu não pedi pra ter, e tudo é culpa daquele maldita bruxa.
— Voltarei pra você mãe... - disse em um sussurro.
Tomei uma decisão terrível mas ja não estou mais pensando direito, mesmo que eu tenha tentado respirar me parece a melhor solução, se a maldição ainda existe a feiticeira ainda vive, então que ela morra pela lâmina de minha espada.
Tomei um gole generoso de uma bebida forte de meu pai, vesti minha armadura real e me armei com a espada usada por meu pai em batalhas antigas fora do reino.
Eu não vou deixar que tirem dr mim a minha família como tiraram meu direito de ser livre.
Estava de frente a floresta, e gritei que deixasse eu entrar mas nada aconteceu, então me aventurei por meio das arvores com meu cavalo sem rumo por aquela floresta escura e cheia de barulhos assustadores, não deixei que isso me impedisse e segui em frente decidido que isso acabaria de uma vez por todas, só voltaria com a espada enfeitada com o sangue da feiticeira.
Continua..